Somente um
governo de
exceção é capaz
de ameaça
um órgão
cujo papel
constitucional
é defender
o patrimônio
público e os
direitos e
garantias
dos cidadãos


Hoje é dia de eleição no Ministério Público do Estado do Paraná para escolha do Procurador Geral de Justiça. O eleito terá pela frente, além do cumprimento de suas propostas de trabalho, a árdua missão de enfrentar e vencer as ameaças de algumas forças do mal que há muito tentam desestabilizar e enfraquecer as estruturas e o papel social de um dos órgãos judiciais de maior credibilidade.
Os candidatos que se apresentam para estas eleições dispensam apresentações, pois são pessoas altamente dignas e competentes com aval social suficiente para fazer com que o Ministério Público do Paraná continue merecendo o respeito conquistado ao longo da sua existência.
Diante da importância do MP-PR para a sociedade paranaense, é de suma importância que o futuro Procurador Geral de Justiça, eleito democraticamente pela vontade soberana dos seus pares, reaja de fato contra qualquer tentativa do governo de indicar para o cargo quem não foi legitimamente eleito.
O padrão cultural dos paranaense não aceita posturas ditatoriais de seus agentes públicos.
A sociedade não pode mais ficar de braços cruzados diante deste tipo de conduta, porque o MP-PR é o único com legitimidade constitucional para nos defender contra as mazelas dos governos. Não podemos continuar aceitando que um governante com formação jurídica, um ex-operador do direito com obrigação plena de respeitar as leis, mantenha-se esquecido por conveniência do seu compromisso de posse, quando jurou honrar e cumprir a Constituição Federal.
Na ação contra este tipo de arbitrariedade não só o futuro Procurador, mas todos os membros do MP-PR devem buscar junto à sociedade a garantia do respeito aos seus direitos, apresentando aos nossos representantes no Congresso Nacional, propostas de leis acabando com este processo funesto de assegurar aos chefes de governos a indicação principalmente do Procurador Geral de Justiça.
Se não lutarmos por isso, vamos nos perguntar sempre - que Estado Democrático de Direitos é este?
Somente um governo de exceção ameaça a integridade moral de um órgão cujo papel constitucional é defender o patrimônio público e os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos.
Diante desta conjuntura, o candidato eleito depois da posse terá que adotar uma gestão com participação mais efetiva da sociedade dando a ela a oportunidade de entender de fato a importância do Ministério Público e dos seus integrantes.
Neste contexto esperamos também do futuro Procurador que adote imediatamente no MP-PR, juntamente com a Corregedoria Geral, o treinamento de alguns promotores de justiça, para um atendimento mais humano, principalmente às pessoas humildes para que elas saiam das promotorias com a sensação e a certeza de que foram tratadas como seres humanos.
Que o vencedor destas eleições seja abençoado e iluminado por Deus em sua nova jornada.
O MP tem que ser forte para enfrentar e vencer as ameaças por pare daqueles que pretendem desestabilizar e enfraquecer as estruturas e o papel social de um dos órgãos judiciais cujo objetivo não é outro se não o de mater a moralidade em nosso Paraná.

Servilio de Sousa empresário e Presidente do Instituto Legionário São Judas Tadeu, em Curitiba.

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