Metamorfose: eu também mudei
Walter Campos
  Quando jovem tive a esperança. Sonhei que no futuro teríamos uma Pátria grande, altiva e honesta, com democracia e dirigentes dignos. Há vinte anos tenho acompanhado a trajetória de um certo Luiz Inácio - até contribuí para a vinda dele aqui em Londrina para a pregação de tal ‘‘Caravana da Cidadania’’. Até tomamos cachaça juntos!
  Eu mudei com a evolução dos fatos e condutas dele - Lula, o seu PT e aliados. Lutei pela democracia ontem, hoje já sinto saudade imensa dos militares no poder que pelo menos passavam a idéia de amor à pátria e ao nosso povo - se, erraram - erraram tentando melhorar o Brasil.
  Hoje os donos do poder erram sabendo que estão piorando o país e toda uma nação - caso vergonhoso da absolvição do ‘‘santo’’ Renan Calheiros no ano passado e do comportamento imoral do conjunto do nosso Congresso Nacional dando legalidade a atos que envergonham a Pátria.
  Nossa Justiça - pior que na ditadura - continua lenta, surda e muda (igual ao presidente Lula) e só é ágil quando é para ferrar o povo (caso do pedágio que nos tira o sagrado direito de ir e vir). Ela deveria ser a lei maior e inviolável da Constituição, mas prefere garantir o direito assegurado em um contrato espúrio que prejudica os usuários de rodovias em nome da legalidade do contrato assinado por um governador de triste memória para os paranaenses que jamais terá meu voto e meu respeito de cidadão. E pedem que o povo continue ordeiro e pacífico, até quando?
  Mas não tem problema não, eles não têm consciência e não temem o julgamento Divino, muito menos o do povo, pois pensam que voto se compra, se for preciso. Esse sentimento acredito eu, seja da maioria do povo brasileiro - ou não? Um magistrado conhecido meu, disse que eu e o povo só sabemos reclamar e que a culpa é só nossa que não sabemos escolher ou vender os nossos votos na hora da escolha. E ele está certo? Mas como se a Justiça permite que corruptos e dinheiro ilegal comprem votos do povo necessitado para depois ganharem a tal ‘‘imunidade parlamentar’’? E são estes que formam a maioria que irão fazer nossas leis? Que Deus ajude o Brasil!
WALTER CAMPOS é médico dermatologista em Londrina


Deus quer que o ajudemos
Walmor Macarini
  Já escrevi que se o mundo não está melhor, embora venha melhorando, não é porque falte ajuda de Deus, mas porque não temos ajudado Deus a fazê-lo melhor. O mundo esplendoroso que desejamos é também um anseio de Deus, mas temos de auxiliá-lo nessa tarefa, porque ‘‘ele’’ não a executará se não a começarmos. (Escrevo ‘‘ele’’ entre aspas porque não o imagino um ser individual). Deus apreciaria ver construído um paraíso aqui na Terra, mas temos lhe dificultado isso.
  Neste campo de experimento terreno estamos colocados na linha de frente, e edificar um admirável mundo novo é nossa incumbência, como será uma responsabilidade nossa se não o fizermos. Deus já nos deu todas as ferramentas para a realização dessa obra e não temos que lhe ficar pedindo nada. ‘‘Ele’’ caminha ao nosso lado se resolvemos marchar, ou estanca conosco se ficamos parados. Se temos consciência de que tudo podemos ‘‘naquele que nos fortalece’’, então seremos contemplados. Mas por mérito da fé em nosso próprio poder, que é emanente da Grande Fonte.
  Somos centelha de Deus e o compomos, porque essa chama divina em nós não emanaria de outra origem. A Sabedoria Suprema não age por emoção mas por um ordenamento preciso de sincronia. Nós interagimos nela e ela interage em nós. Somos parte inseparável desta unicidade. Nós movemos Deus, pela impulsão de nossos movimentos.
  Pode alguém perguntar se Deus permite as guerras, os crimes bárbaros, as misérias sociais, as convulsões de toda a orgem e até os tsunamis, e a resposta é que Deus nos deu o poder e a liberdade de agir. E pelo livre uso do poder podemos fazer o que desejarmos. Significando que Deus nos acompanha até nas agitações que provocamos. E as fúrias da natureza, aparentemente casuais, nada mais são que turbulências geradas pela mente coletiva carregada de densidade. Inflando-se por tamanha pressão, a natureza se manifesta por inevitáveis explosões.
  Se sintonizamos Deus em nós, o Universo ouve nossa voz e sente nosso sentimento. Se movemos nossa alavanca, acionamos a engrenagem divina. Não há na Terra mentes privilegiadas mas mentes sintonizadas. Temos que assumir a consciência de que operamos em Deus e que Deus opera em nós, mas nesta vivenciação planetária somos os comandantes do processo.
  Devemos mudar o paradigma: ao invés de clamar por um Deus supostamente distante, vamos inverter a posição e começar a ajudar Deus. Que está bem próximo, porque faz morada em nosso interior. Se ficarmos atentos, sentiremos os sinais de sua presença.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA

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