Iluminação de Natal exige cuidado

Luiz Carlos Muraska
  Nesta época do ano, as pessoas se utilizam de recursos da eletricidade nos enfeites para deixar a cidade e os imóveis mais iluminados, enfeitados e entrar no espírito natalino. É preciso muito cuidado na instalação elétrica para a operação dos sistemas de iluminação na ornamentação natalina para evitar que a eletricidade seja a causa de acidentes e tragédias.
  Cabe alertar que toda a iluminação natalina e os enfeites sejam elaborados e instalados rigorosametne dentro das normas de segurança exigidas para instalações elétricas. Agindo assim, se evitará que a decoração com eletricidade cause de acidentes, como choque elétrico e curtos-circuitos.
  Relaciono abaixo algumas recomendações importantes para evitar problemas:
  - Escolha com cuidado os cordões de luz, mangueiras e pisca-piscas. Eles devem ser de procedência recomendada e certificados pelos institutos de qualidade.
  - Ao instalar os sistemas elétricos, especialmente os já utilizados anteriormente, verifique sua condição geral e preste atenção às emendas. Use só fita isolante de qualidade comprovada.
  - Assegure-se de que a capacidade e a resistência dos condutores, tanto da fonte de energia quanto dos enfeites em si, sejam compatíveis e dimensionados para a carga elétrica requerida, observando a correta escolha de cabos e fios. Dessa forma se evita que os fios derretam ou provoquem curtos-circuitos que podem levar a incêndios.
  - E lembre-se que somente um aparelho elétrico deve ser ligado em cada tomada. Não utilize multiplicador de tomadas como os chamados benjamins e ou ‘‘Ts’’.
  - Na ornamentação de exteriores (como fachadas, jardins, varandas e grades), o cuidado deve ser redobrado.
  - A umidade e a presença de água são fatores que elevam bastante a probabilidade de acidentes.
  - Não instale objetos decorativos nas proximidades da rede pública de energia e jamais use os postes para ornamentação.
  - Finalmente, não faça nenhuma instalação se você não tem conhecimento prévio de segurança elétrica. O correto é contratar um profissional habilitado e credenciado pelo Crea, um engenheiro eletricista para orientá-lo no projeto e na aquisição de dispositivos e para realizar a instalação.
  Não se prevenir dos riscos elétricos pode matar ou causar incêndios.
LUIZ CARLOS MURASKA é engenheiro eletrônico e eletrotécnico em Londrina

Sobre Jesus e sobre Cristo

Walmor Macarini
  Jesus e Cristo são individualidades distintas. Cristo é preexistente a Jesus e estava presente nele e nos iluminados mestres que o antecederam em ministérios terrenos. E está presente na essência de todo ser humano. Quando Jesus se referia ao Pai reportava-se ao Cristo nele. O nominativo Cristo, atribuído a Jesus Cristo, é como um sobrenome, da mesma forma que um filho carnal tem o sobrenome do pai.
  Jesus não mais existe, porque morreu, e seu espírito habita as elevadas esferas, de onde ainda assiste o mundo, porque sua missão com este planeta ainda não terminou. Cristo é o canal que nos une ao Deus Pai/Deus Mãe. Daí dizer-se que ‘‘não se chega ao Pai senão por meio do Filho’’ (o Cristo), que é a nossa vertente de conexão com o divino.
  É um equívoco milenar - que doravante irá se diluindo - dizer-se que Jesus é o ‘‘filho único de Deus’’, pois o mesmo Jesus veio nos dizer que éramos uma fraternidade, ele incluído. Em todas as suas mensagens, nos dias atuais, o memorável mestre se proclama nosso irmão mais velho.
  O Filho é um designativo para definir a chama emanada de Deus e que nos une à nossa origem primordial. Cristo tomava o corpo de Jesus com freqüência quase total, mas não permanentemente. Era quando Jesus estremecia-se em si mesmo, como está escrito na Bíblia, e o Cristo se incorporava nele. Jesus viera dos elevados planos para ser, nessa temporada terrena, o mediador entre Cristo e os homens. Seu corpo de luz, assim como o de Maria (que o recebera em seu ventre) foram preparados a partir das hostes celestiais para essas sublimes missões.
  O apóstolo Lucas diz, no Novíssimo Testamento (uma designação que uso para me referir às novas novíssimas), que ‘‘o Cristo está voltando aos santuários espirituais de cada ser humano’’. Na verdade não quis dizer que Cristo em dado momento se foi, mas que agora essa manifestação será muito intensa, porque os tempos são chegados. Jesus, em um dos seus apelos recentes, nos pede: ‘‘Deveis conscientizar-vos de que vossos corpos são templos vivos do Cristo’’. Fala não dele (Jesus) em nós mas do Cristo interno de cada um. ‘‘O Reino está dentro de vós’’, revelava Jesus aos co-irmãos terrenos.
  Compreender a distinção entre as duas ‘‘pessoas’’ (a de Jesus e a de Cristo) faz a diferença, porque no Cristo de cada ser humano está toda a glória. É preciso, porém, que cada um tenha consciência disto e visite com freqüência seu santuário interior, o que está em cada ser humano. É ali, e não nos templos construídos pela mão do homem, que estão a verdade, a sabedoria e o poder. Ao procurar fora de si o homem não conhecerá a verdade e a sua unidade com o Criador.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA

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