A arte de dar e receber

Frequentemente, encontramos pessoas insatisfeitas com a vida, jogando a culpa de seu mal-estar no Universo, no governo, na política econômica, na escola... Essas pessoas estão jogando o jogo errado. No jogo da vida, para um ganhar o outro não precisa perder. Imagine que a abundância do Universo depende de uma roda e que essa roda gira em torno de dois verbos de ação: dar e receber. O modo como as pessoas se comportam em relação ao doar e receber determina em grande parte aquilo que elas são, financeiramente falando. Observe: Pessoas que são capazes de dar, mas não sabem receber, são soberbas. Pessoas que gostam de receber, mas não querem dar, são egoístas. E pessoas que não gostam nem de dar nem de receber são estéreis. E além de pessoas soberbas, egoístas e estéreis, há aquelas que lidam harmoniosamente com o dar e o receber: são pessoas prósperas.

Como você é em relação a dar e receber? Saber disso é importante, porque, antes de partir para uma nova posição, é preciso saber de onde você está partindo! Você tem mais dificuldade em dar ou em receber? De posse dessas informações, você conseguirá adotar um plano de ação para trabalhar a sua deficiência e aprimorar o que você já sabe fazer! Para começar, comprometa-se com o dízimo pessoal, que é o pagamento a você mesmo de 10% de tudo o que você receber. Esse dinheiro é seu, para guardar. Não o utilize para satisfazer necessidades imediatas. Vá juntando e faça dele dinheiro o seu imã de dinheiro. Habitue-se a manuseá-lo, acompanhe seu crescimento. E, uma vez comprometido com o dízimo pessoal, não falte com esse compromisso. A cada entrada de dinheiro, pague 10% a si mesmo.

Além da ação de dar e receber, a roda da abundância tem seus quadrantes, representados pelos verbos declarar, solicitar, arriscar e agradecer. Para declarar alguma coisa, é preciso ter autoridade para isso. A autoridade que temos sobre nossas vidas nos permite fazer declarações para nós mesmos e, assim, recriar nossa realidade. Porém, esse tipo de declaração só tem efeito a partir do momento em que você assume a sua autoridade sobre si mesmo.

Se você não pedir, nada lhe será dado. E tão importante quanto pedir é saber pedir. Ser objetivo e determinado pode fazer toda a diferença. Caso contrário, você corre o risco de pedir uma coisa e receber outra, completamente diferente. Na vida, é preciso arriscar, vencer o medo, ousar! Acima de tudo, é preciso confiar que o Universo está trabalhando a seu favor! A maioria das pessoas tem medos e preocupações que a impedem de ousar, de arriscar dar um passo que possa fazer toda a diferença no resultado final. São pessoas que ficam sempre no ''quase'', ''por um fio'', ''faltou coragem''. Autoconfiança e intuição são as forças que fazem com que as barreiras do medo sejam rompidas, impulsionando-nos para a frente, sempre!

Agradeça por tudo o que você tem e gostaria de ter. Lembre-se de agradecer também tudo pelo que você não têm e não gostaria de ter. Dessa forma, você estará se comunicando com o Universo, deixando-o a par do que você quer e do que você não quer para a sua vida. Para manter a roda da abundância girando sempre a seu favor, coloque essas atitudes em prática no seu dia-a-dia. Isso gera um padrão de energia capaz de colocá-lo em sintonia com a abundância universal, fazendo-a fluir até você.

LAIR RIBEIRO
é palestrante internacional e médico cardiologista em São Paulo (webpage: www.lairribeiro.com.br)





Quando o senso comum contamina os experts



Pense no arquétipo de um advogado. O que você espera deste profissional? No mínimo que entenda um pouco sobre legislação, principalmente a forma como ela é produzida. Por isso, fico muito decepcionado quando vejo um colega de profissão levantando a seguinte bandeira, encontrada no limbo do senso comum: ''O problema das nossas leis é que não se exige qualquer formação do legislador, temos Frank Aguiar, Clodovil, entre outros congressistas, totalmente despreparados para a elaboração das leis, o que acaba trazendo vários vícios formais e técnicos a elas''.

Que uma pessoa comum pense assim é até compreensível, mas um advogado? Ele deveria saber que o processo legislativo é muito mais complexo do que colocar o Frank Aguiar ou o Clodovil na frente de um computador para que eles redijam projetos de lei.

Existe todo um corpo técnico nas Casas do Poder Legislativo que possui exatamente a missão de primar pela precisão técnica e formal da produção legislativa. Além disso, vários juristas são convocados para trabalhar nos projetos mais relevantes, e a própria tramitação dos projetos de lei é toda intricada, passando por diferentes comissões, tudo para que a lei seja aprovada em harmonia com o ordenamento pátrio.

Se há problema na elaboração das leis, certamente ele não esta ligado a uma deficiência de capacidade dos parlamentares, mas a uma séria e crônica deficiência de moral e ética, o que faz com que eles pensem menos nos eleitores e mais nos patrocinadores de campanha, naqueles que lhes podem dar uma contribuição econômica efetiva.

E assim são aprovadas leis com várias expressões ambíguas, ou com lacunas, paradoxos, inconstitucionalidades, não porque a máquina se equivocou, mas porque era interessante daqueles que conduzem a nação.

Resumindo, o problema do Poder Legislativo não é Frank Aguiar e o Clodovil, são os vários senhores educados, inteligentes, médicos, engenheiros, empresários, que não hesitam em escolher o caminho mais fácil...


Quando o senso comum contamina os experts
Pense no arquétipo de um advogado. O que você espera deste profissional? No mínimo que entenda um pouco sobre legislação, principalmente a forma como ela é produzida. Por isso, fico muito decepcionado quando vejo um colega de profissão levantando a seguinte bandeira, encontrada no limbo do senso comum: ''O problema das nossas leis é que não se exige qualquer formação do legislador, temos Frank Aguiar, Clodovil, entre outros congressistas, totalmente despreparados para a elaboração das leis, o que acaba trazendo vários vícios formais e técnicos a elas''.

Que uma pessoa comum pense assim é até compreensível, mas um advogado? Ele deveria saber que o processo legislativo é muito mais complexo do que colocar o Frank Aguiar ou o Clodovil na frente de um computador para que eles redijam projetos de lei.

Existe todo um corpo técnico nas Casas do Poder Legislativo que possui exatamente a missão de primar pela precisão técnica e formal da produção legislativa. Além disso, vários juristas são convocados para trabalhar nos projetos mais relevantes, e a própria tramitação dos projetos de lei é toda intricada, passando por diferentes comissões, tudo para que a lei seja aprovada em harmonia com o ordenamento pátrio.

Se há problema na elaboração das leis, certamente ele não esta ligado a uma deficiência de capacidade dos parlamentares, mas a uma séria e crônica deficiência de moral e ética, o que faz com que eles pensem menos nos eleitores e mais nos patrocinadores de campanha, naqueles que lhes podem dar uma contribuição econômica efetiva.

E assim são aprovadas leis com várias expressões ambíguas, ou com lacunas, paradoxos, inconstitucionalidades, não porque a máquina se equivocou, mas porque era interessante daqueles que conduzem a nação.

Resumindo, o problema do Poder Legislativo não é Frank Aguiar e o Clodovil, são os vários senhores educados, inteligentes, médicos, engenheiros, empresários, que não hesitam em escolher o caminho mais fácil...

BRUNO PONICH RUZON é advogado especialista em Direito Constitucional pela Universidade Estadual de Londrina é advogado especialista em Direito Constitucional pela Universidade Estadual de Londrina

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