ESPAÇO ABERTO
A politização da venda da Sercomtel
Michel Machado
A realização de um estudo sobre a viabilidade econômica da Sercomtel Celular é louvável. Porém, ela já deveria ter sido realizada há pelo menos cinco anos. Em reportagem publicada na FOLHA, no dia 06/11, foram elucidadas as vertentes do estudo que alicerçarão a decisão sobre o que fazer com a telefônica. São elas: econômico-financeira-contábil, a tecnológica e a de perspectivas de mercado futuro. A reportagem também trouxe um outro ponto merecedor de uma análise especial. Refere-se ao estudo que foi encomendado no início deste ano. Segundo o texto, houve um aumento significativo do custo impactando pesado na Celular. São gastos com energia, água, luz e folha de pagamento. Estes custos realmente são os de maior impacto?
Um membro do grupo de estudo criou a Lei do Plebiscito, se a criou deve considerar a participação da sociedade importante. Então, nada mais justo que membros da sociedade integrem também este grupo de estudo, pessoas técnicas, analistas, especializadas na área. São muitos os que possuem estes pré-requisitos e tenho certeza que, por amor a Londrina, doariam seu tempo. Dentro do grupo de estudo, quem são os técnicos em telecomunicação e analistas de mercado especializados neste área?
A demagogia e interesses políticos é que têm impedido a venda da Sercomtel Celular, não é o amor pela mesma. Este argumento é hipócrita e já desgastado perante a sociedade. Contudo, quem detém o poder também tem meios para manipular a massa, fazer com que esta aja de acordo com seus interesses e isto é notório neste caso. Amor vem acompanhado de respeito, e não houve respeito com relação à Sercomtel Celular. Portanto, pode-se afirmar que também não houve amor à mesma, houve e há uma politização com relação à venda.
Se não houvesse politização sobre a venda, a Sercomtel Celular não mais estaria nas mãos da Prefeitura de Londrina. A população não pode ser considerada culpada por optar por outras operadoras, também não se pode culpar a população por ser contra a venda da Sercomtel Celular, pois esta opinião popular é fruto de discursos demagógicos.
Como economista posso afirmar que uma tendência de mercado é percebida muito antes que uma empresa venha a dar prejuízo. A concorrência impulsiona o mercado. Prevalece e sempre prevalecerá a lei do mais forte. Portanto, se realmente havia interesse de tratar a venda de forma séria, este assunto já teria sido concretizado há dois ou três anos. Vender a Sercomtel Celular não é crime ao patrimônio público, crime é não vendê-la.
MICHEL MACHADO é economista em Londrina
Escolher o melhor para nós
Walmor Macarini
Tenho escrito que devemos ter pensamentos, sentimentos e palavras que exaltem as boas coisas, usar roupas que nos agradem, fazer coisas que nos tragam satisfação, ter hábitos saudáveis que nos proporcionem bem-estar, nos rodear de pessoas que nos alegram, digerir comidas e bebidas que nos satisfaçam, enfim escolher o melhor para nós. É preciso crer que merecemos o melhor. Nem tudo depende de dinheiro, mas se depender, e acreditarmos que podemos obter o que queremos, o dinheiro aparecerá.
Temos que nos aprovar sempre. É bom visualizar imagens criativas, escrever afirmações positivas, agradecer por tudo a todo momento. No mínimo agradecer pelo privilégio da vida. Chega de gastar espaço e tempo para falar das coisas desagradáveis deste mundo. Dos males, todos sabemos. Mas também sabemos das virtudes, que são em maior número, e são elas que devemos exaltar. Temos de reverter o processo e sugerir e mentalizar formas de melhoria, sem culpar ninguém, porque todos somos agentes do processo, e o que há de ruim e de bom é resultado do que emana das mentes humanas.
Se pararmos de contabilizar o número de assassinatos e parar de mencioná-los, eles irão desaparecendo. É a mente coletiva que os cria, e os executores propensos - porque fragilizados - os executam. Se nos mudamos para melhor, o mundo começará a mudar no mesmo sentido. Porque pensamentos e sentimentos atraem coisas iguais. Vale para o bem, vale para o mal. Devemos viver em harmonia com todas as coisas e valorizar o processo da vida. Olhar as atribulações com responsabilidade, para identificarmos até onde colaboramos com elas. Abençoar nosso trabalho, nossa empresa, nosso salário, e o mais virá por acréscimo.
Há dentro de nós todos os ingredientes do sucesso. Temos que pensar e proclamar, com convicção, que somos competentes, capazes de todas as empreitadas em que nos lançamos e de obter aquilo que queremos. A Providência Divina não é contra que queiramos ganhar dinheiro. Foi Deus quem criou o dinheiro. Bom que o ganhemos honestamente e não o usurpemos dos outros pela exploração e pelo logro.
Podemos desejar tudo de bom para os outros, mas desejarmos isso também para nós, mantendo-nos receptivos e crentes de que somos merecedores. Isto é importante: nos acreditarmos merecedores, não eventualmente pensando numa compensação pelas nossas virtudes, mas simplesmente nos sabermos herdeiros das riquezas por dádiva divina. O mérito está em acreditar. Se dizemos ou imaginamos que as coisas boas não são para nós, já estamos decretando isto e elas se manterão afastadas de nosso alcance. Há um interessante ditado da sabedoria cósmica que diz: Cuidado com o que você desejar com convicção, porque você pode obter.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA
- Os artigos devem ter, no máximo, 30 linhas. Os artigos publicados não refletem, necessariamente, a opinião do jornal. [email protected].





