Hora de reduzir custos

Ricardo Rodrigues
  Após três anos de turbulência, o agronegócio brasileiro, finalmente, pode vislumbrar um futuro promissor. É verdade que os principais problemas do setor ainda aguardam soluções e que as medidas até agora tomadas foram suficientes apenas para aliviar a crise. Porém, temos um cenário favorável à realização de investimentos, que precisam ser feitos, para que os produtores tenham condições necessárias de aproveitar os bons ventos do mercado e reduzir custos.
  Ao menos, alguns fatores colaboram: as cotações dos grãos estão em elevação, com a demanda internacional para produção de biocombustíveis. Além disso, boa parte das dívidas acumuladas nas últimas safras foram arroladas. E, principalmente, os juros para financiamento agrícola foram reduzidos nas linhas oficiais e privadas. Em média, 2%, variando atualmente entre 6,75% e 9,75%.
  É bem verdade que algumas culturas ainda não apresentam um cenário claramente definido quanto a preços. Este o caso da citricultura que, no começo do ano foi amplamente beneficiada com a repactuação dos contratos de fornecimento de laranja, mas vive um momento de cautela com as cotações internacionais do suco em queda e a progressiva desvalorização do dólar frente ao real. Do mesmo modo, a cana-de-açúcar, que, embora viva um ciclo de expansão, está menos rentável ao produtor/fornecedor (recebe-se hoje metade pela tonelada de cana - cerca de R$ 17 - que há 12 meses), graças à maior participação da Índia no mercado internacional de açúcar.
  Ansiosos por desovar estoques, atualmente os fabricantes oferecem condições excepcionais, há tempos não vistas no mercado. Hoje há pagamento para até 24 meses e prazo de até cinco anos com juros menores, entre outros fatores que ajudam e aceleram a desova dos estoques. Com este clima favorável, são muitos os produtores que renovam seu maquinário. Aproveitam os longos prazos para aplicar o capital desmobilizado (máquinas usadas) em fundos de investimentos rentáveis. Assim, conseguem reduzir ainda mais os juros e fazem caixa.
  Além disso, ganham na lavoura e em produtividade. Quem faz as contas, sabe muito bem que o óleo diesel representa 30% da parcela dos custos de operação da lavoura. Portanto, trocar maquinário com garantia de fábrica, que consome menos combustível e que faz a lavoura produzir mais, é, sem dúvida, uma decisão muito sensata. Num momento de incertezas, nunca é fácil decidir a questão dos investimentos. Mas, é necessário. Pois podem fazer toda a diferença em obter no futuro o lucro tão esperado.
RICARDO RODRIGUES é engenheiro agrônomo e gerente agrícola em São Paulo


Seja autor da sua própria história

Angelo Luiz Orcelli
  Nós, seres humanos, somos movidos pelas nossas emoções. Possuímos quatro emoções básicas que regem a nossa vida: raiva, medo, tristeza e alegria. Toda emoção tem duas maneiras de ser vivida. O medo e a tristeza podem nos deixar paralisados. A raiva e a alegria podem nos impulsionar. O modo como as vivemos depende apenas da forma que as gerenciamos.
  Todos nós continuaremos a sentir medos e a nos entristecermos durante toda nossa vida. Estamos, então, condenados e ter uma vida fugindo dos medos? Subindo 20 andares de escada por medo de elevador? É preciso perceber que os medos são importantes para nossa sobrevivência. Ele é um indicativo de que existe algo a ser enfrentado rumo ao nosso crescimento. Isso deve ser feito com segurança, estratégia, conhecimento e sabedoria.
  Devemos viver eternamente em depressão porque algo triste aconteceu em nossa vida? As tristezas não acontecem em nossa vida para nos amargurarmos e sim para aprendermos com elas, para que saibamos que o passado não pode ser mudado, mas pode ser ressignificado para podermos viver um presente muito melhor e conquistarmos um futuro brilhante.
  Do outro lado estão a raiva e alegria. Sentir raiva é normal. Só não é normal descarregar esta raiva nas pessoas. Gosto de citar o exemplo do filho cujo pai é alcoólatra e que esse pai chega em casa embriagado toda noite e bate na família. Esse filho fica com muita raiva, é evidente! E tem duas escolhas: transferir essa raiva para as pessoas sendo agressivo, bebendo tendo uma vida irregular ou escolher de tanta raiva nunca mais passar por essa situação e se transformar em um homem exemplar e assim usar a raiva de uma maneira adequada.
  A alegria, essa sim, sempre vale a pena senti-la. No entanto, é necessário que tenhamos discernimento e percepção para não nos tornarmos inconvenientes. A alegria quando usada de forma adequada torna ambientes saudáveis, evita doenças psicossomáticas, faz da pessoa que a trás consigo uma pessoa desejada.
  Seja autor da sua história, contemple as coisas belas da vida, gerencie seus pensamentos, administre suas emoções, pratique a arte de ouvir, ressignifique seu inconsciente, faça da vida uma grande festa. Tenho certeza que assim você mudará o mundo.
ANGELO LUIZ ORCELLI é terapeuta comportamental em Cambé###


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