ESPAÇO ABERTO
Dia Mundial de Combate ao Tabagismo
Alberto Toshio Oba
Fumar deixou de ser bonito e charmoso. Não é mais símbolo de status, muito menos de sucesso. Outro dia, ao atender uma paciente, tentei convencê-la a abandonar o hábito de fumar:
- A senhora precisa parar de fumar. O cigarro está prejudicando sua saúde.
Ela nem deu atenção.
- O cigarro envelhece e deixa a pele feia - apelei. O que é verdade, pois sabemos que o cigarro aumenta oito anos à idade cronológica da pessoa.
- Minha mãe tem 80 anos e fuma até hoje, respondeu-me ela.
- Estou falando isto como médico para seu próprio bem e pelo conhecimento científico que tenho...
- Conheço um médico que fuma em minha cidade, argumentou ela novamente.
Definitivamente, esta paciente não tinha o desejo de parar de fumar. E isso é importante no processo de deixar o cigarro. Mas como médico, acredito que nossa obrigação é orientar e alertar o paciente e todas as demais pessoas que fumam sobre os males do cigarro, em todas as oportunidades que temos. E hoje é uma dessas oportunidades, pois é o Dia Mundial de Combate ao Tabagismo.
Grande parcela das pessoas que fuma é mais pobre e com menos acesso à informação. Talvez mantenham o vício por falta de conhecimento ou por não querer acreditar que o cigarro realmente causa tantos problemas à saúde.
O hábito de fumar é extremamente nocivo às pessoas. O câncer de pulmão, por exemplo, está relacionado ao tabaco em quase 100% dos casos. Ele também está intimamente ligado a muitos outros tipos de Neoplasias. Além disso, diminui a capacidade intelectual, a disposição para o trabalho e outras atividades do dia a dia.
O cigarro provoca dependência química e psicológica. Cerca de 30% dos fumantes tornam-se dependentes químicos da nicotina. Os dois tipos de dependência representam desafios para o tabagista, no entanto, a dependência química exige maior esforço e, em alguns casos, medicamentos para se libertar deste hábito pernicioso.
Parar de fumar é uma decisão inteligente e exige ação e persistência por parte da pessoa, pois sabemos que não é uma tarefa fácil. Marque uma data para livrar-se deste hábito pernicioso. Se precisar, procure ajuda médica ou de profissionais capacitados para auxilia-lo. Hoje existem programas específicos que ajudam o fumante a deixar o cigarro com mais facilidade. Vale a pena! Daqueles oito anos perdidos pelo tabagismo, é possível recuperar sete em dois anos.
ALBERTO TOSHIO OBA é médico em Londrina
A Terra e vida extraterrestre
Walmor Macarini
Há uma estreiteza da ciência convencional ao imaginar que só pode haver vida em algum outro ponto do universo pela existência de água, oxigênio, dióxido de carbono e temperatura de até 40 graus. Porque observa do ponto de vista das necessidades do habitante da Terra. Mas este planeta é modelo universal? Segundo esse entendimento, se algum lugar tem características terrenas, então pode ter vida; do contrário, não. Quem disse que todos os seres que habitam a vastidão do cosmo precisam de água e daqueles demais elementos citados?
Essas considerações vêm a propósito da recente descoberta de um planeta semelhante ao nosso o GL-581c e a partir dessa premissa a ciência oficial conclui que pode haver vida lá. Isto é decretar, por vesga dedução, que nos outros planetas e planos invisíveis ao olho humano tudo é morto e inabitável. Sob certos aspectos, ciência e religião andam muito devagar. O homem, ao pisar na Lua, e as sondas que chegaram a Marte, não viram vida por lá, porque esperavam encontrar seres iguais aos terráqueos e eventualmente habitando apenas a superfície. Por que não o núcleo e a periferia?
E se eventuais formas de vida são invisíveis aos humanos? E se não habitam casas, mas orbitam ao redor e valem-se desses corpos celestes apenas como sustentadores de energia? Ao descobrir esse novo planeta os cientistas dizem que suas condições são ideais para a existência de vida. Que vida? Vida igual à nossa. Mas os terráqueos são modelo para os quintilhões de sistemas que enchem a universo? E o que dizer dos intrigantes relatos de que há vida no interior da Terra? E não nos referimos às minhocas.
Onde foram parar os aviões, barcos e seres tragados no Triângulo das Bermudas? Os portais de entrada para esse núcleo já foram detectados pela ciência secreta. Fala-se deles também com relação a Marte. Não se crê que os anjos e a almas dos humanos atravessam paredes? É o mesmo princípio, que se funda na existência de uma mais refinada essência de matéria, cujos elétrons giram em outra velocidade. Nós não vemos e não tocamos os anjos não porque são anjos mas porque as vibrações de sua estrutura eletromagnética são mais velozes.
Há seres viventes preenchendo todo o espaço cósmico. Obviamente que não com a mesma constituição física e vibratória dos habitantes da Terra. Achar que só existem seres em lugares semelhantes ao nosso é uma concepção tão curta quanto a dos que, no passado, acreditavam que a Terra era achatada e não redonda. É preciso ampliar o horizonte de visão, não o dos telescópios mas o do entendimento; abrir a consciência e direcioná-la para a profundeza do inimaginável.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA
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