ESPAÇO ABERTO
Planejamento estratégico na empresa
Beto Mansur
Neste início de século, sem dúvida, o Planejamento Estratégico pode ser considerado como a mais eficaz ferramenta da Administração de Empresas. Isto é tão real que quase a totalidade dos gestores de negócios a conceitua como essencial sua implementação. Com este conhecimento, os empreendedores podem ter ganhos sobre outra informação, uma vez que esta ferramenta dá consciência da direção a qual a empresa deve seguir para alcançar metas ou metas. Porém, isto será possível quando se elabora um plano estratégico, a partir de processos materializados num plano de negócio.
E, conforme Ram Charam, em seu fabuloso Encarando a Nova Realidade (Editora Negócio), qualquer plano de negócio que se preze precisa responder a três perguntas: Qual a natureza do jogo em que estamos? Para onde ele está indo? Como ganhar dinheiro nesse jogo? Essas três perguntas abordam a verdadeira essência do negócio!
Outro aspecto que temos que considerar é que a globalização é uma idéia antiga, mas só agora estamos numa interrelação em freqüência mundial. A expressão globalização tem sido utilizada mais recentemente num sentido marcadamente ideológico. Porém, para que tenhamos a realização dos nossos sonhos, é necessário ter visão estratégica, que é a capacidade de avaliar ou mesmo de investigar os fatos pelo sentir, pelo pensar e pelo agir. Dessa forma, poderemos estabelecer metas e alcançar os resultados. E mais: precisamos estar convictos de que aquilo que queremos poderá tornar-se realidade.
Se pensarmos num sentido lógico, em muitas empresas, de pequeno ou de grande porte, não podemos começar a elaborar o planejamento estratégico sem ser questionada qual a razão de ser da empresa. É que até o trabalho de cada parceiro perde o sentido, ou seja, torna-se sem objetivo se não for pensado o propósito da atividade em si, da mesma forma que a empresa necessita decidir qual o seu propósito de negócio. Por isso, quando uma empresa estabelece uma missão, ela está exteriorizando sua necessidade de seguir um caminho independentemente das dificuldades e espera que seus colaboradores contribuam nesta trajetória.
Com isto, em primeiro lugar os gestores devem investigar para analisar os objetivos do negócio, em seguida provocar uma significativa análise do contexto e dos pontos fortes e fracos da própria empresa. Feita essa análise, a partir destes conhecimentos, a empresa poderá estabelecer quais as possíveis ameaças e oportunidades do empreendimento e, assim, determinar quais os fatores determinantes que concorreram para o sucesso. Para se alcançar os objetivos, deverão ser elaboradas estratégias e ações - com prazos determinados - que possibilitarão o alcance de resultados pela empresa. Contudo, de maneira ampla, as empresas deverão implantar sistemas que incentivem a produtividade, pelo planejamento estratégico, com orientação para resultados com inovações e eficácia. Dessa forma, o empreendedorismo será colocado em prática e a possibilidade de as empresas ganharem longevidade junto ao mercado será real.
BETO MANSUR é advogado, professor de curso pré-vestibular em Londrina e palestrante de Empreendedorismo, História e Sociologia
Ser simples
João Jacob Buchala e Laura Jacob Buchala
O mundo mudou. Saiu dos padrões complexos e entrou numa era da flexibilidade. Basta aos conceitos difíceis! Agora a ordem é: seja simples.
Empresas despertam! Agora não só buscam funcionários competentes e habilidosos, mas funcionários bem informados e capazes de se comunicar com clareza. Gerar uma experiência memorável nos clientes é o x da questão. Por isso, mais do que nunca, a comunicação é um elemento essencial na vida empresarial, e quanto mais simples e autêntico, mais rápido os resultados serão obtidos.
Saber se comunicar é uma arte.
A batalha pelo sucesso empresarial não é mais estabelecida pelas flutuações de mercado. Os líderes estão certos de que seu campo de batalha é bem menor, tem cerca de 15 centímetros. Esta guerra se trava na mente humana!
É provável que você já tenha passado pela situação de não conseguir entender perfeitamente o recado. Talvez tudo tenha se complicado quando criou coragem e perguntou uma segunda vez, e mesmo assim não conseguiu entender.
Pois é. Empresas perdem milhões de dólares por isso. Certamente, as pessoas não se concentram em dizer tudo com clareza e, principalmente, com empatia. Perguntas são intoleráveis, dúvidas inadmissíveis! O engraçado é notar que não só a estrutura se prejudica, mas também, e principalmente, o cliente.
Se esta é a sua situação, inverta o jogo. O erro clássico é olhar para o próprio umbigo. Em empresas, não é o produto que torna o negócio rentável, mas sim os clientes! Crie meios que facilitem a comunicação, estratégias para fortalecer vínculos.
A esse propósito vale lembrar a resposta que um líder da alta gerência da Starbucks deu à pergunta que lhe fizeram de qual o porquê de seu estrondoso sucesso. É simples - disse o executivo - não estamos no mercado do café para atender pessoas. Mas estamos no mercado de pessoas para vender café.
JOÃO JACOB BUCHALA e LAURA JACOB BUCHALA são, respectivamente, estudantes de Psicologia e Administração na Universidade Estadual de Londrina
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