ESPAÇO ABERTO
Dois pesos e uma medida
Julieta Arsênio
Muito se discute o problema ambiental e suas implicações no nosso contexto vivencial. No entanto, pouco ou nada tem sido feito para sua preservação. Quando se busca solucioná-los, os procedimentos burocráticos acabam nos frustrando e nos levando a desistir de resolvê-los.
Vejamos o primeiro peso: ''a água'' - elemento essencial para nossas vidas e que, segundo orientações de órgãos especializados, caminha para a extinção. Como viveremos?
Segundo peso: os ''pombos'' - ser vivo, símbolo da paz, que infestam nossas praças e que contaminam nosso ambiente, provocando até doenças. Como eliminá-los?
Alojados em árvores que embelezam nossas cidades e purificam o ar que respiramos, esses serem declaram guerra em nosso meio e nós nos submetemos à sua degradação. Não podemos e não temos meios legais para pacificar essa guerra ambiental, a não ser aceitá-la e diariamente limpar a sua imundície, sujeira essa prejudicial ao homem.
Quando chove então, cuidem-se para não deslizar nessa rampa ''a la'' tobogã, além do que nos constrange pelo visual que deixam nas calçadas defronte nossos lares e locais de trabalho.
Isto nos leva a usar o elemento primordial às nossas vidas - ''a água'' -, para limparmos a imundície imposta, não só pelas irracionais aves, mas pelos dirigentes de nossa cidade.
Observando os dois pesos, notamos que gastamos muita água, enquanto essas aves se proliferam cada vez mais. O que fazer?
É imprescindível observar que mesmo pagando a água utilizada, estamos colaborando para a diminuição do seu consumo e o mal maior, assiste de camarote, nossas insatisfações e de mãos atadas.
A burocracia para a resolução desse conflito, além de complexa e talvez impossível, é tão demorada que desistimos de buscar soluções e agimos a ''laisser-faire'' (deixa estar para ver como fica).
Contudo, isso nos incomoda, pois precisamos da água e não temos coragem e somos impedidos de eliminar o símbolo da paz, afinal ''ele'' é mais importante que o homem. Logo para esse impasse, o melhor seria buscarmos outro planeta, pois este está falido e em extinção.
Convido-os, enquanto é tempo, criarmos uma ONG que nos proteja, pois dos dirigentes nada recebemos, principalmente quando não se têm medidas eficazes para apresentar.
JULIETA ARSÊNIO é psicóloga do Centro Londrinense de Investigação Psicológica
Jesus dos 13 aos 30 anos (3)
Walmor Macarini
No livro ''A Filosofia Hermética'' encontramos que Jesus era um ritualista, visto haver estudado nas escolas de mistérios. Sua túnica branca e sem costura, feita de um só pedaço de pano, mostrava ser ele Filho do Sol - o Grande Sol Central. Seus braços estendidos em forma de cruz indicavam que tinha conhecimento das ciências herméticas egípcias. O átomo divino de seu coração tinha atraído átomos igualmente puros, que criaram seu belo corpo, sua bela mente e seu belo coração, através dos quais sua perfeição podia se manifestar. Ele não teria atraído esses átomos se nas vidas anteriores - vividas outras vezes aqui na Terra, no exercício de sua voluntária missão neste planeta, e naturalmente com outros nomes - se não houvesse adquirido toda a experiência necessária.
O doutor Saint Yves, baseado no estudo das crônicas encontradas em templos budistas e nos rolos do Mar Morto, diz que Jesus também esteve no Egito, para reunir-se com os sábios. Isto ocorreu no decorrer desse ciclo dos 13 aos 30 anos de idade. Ali era o ponto de encontro de todos os pensadores, filósofos, historiadores e gramáticos. Que tesouros encerrava a imensa biblioteca de Alexandria, que César mandou destruir, com todo o seu acervo? Ali se encontravam as ciências esotéricas, as ciências do conhecimento transcendente.
Desde antes do início do seu ministério conhecido, que foi dos 30 aos 33 anos, Jesus já ensinava - pelos lugares por onde andou - a paternidade de um Deus soberano e a irmandade dos homens (ele incluído) e empenhou-se para tornar conhecidas as grandes verdades, embora falasse por parábolas ao povo simples, porque de outra forma as pessoas não entenderiam - como a grande maioria da comunidade cristã não entende ainda hoje.
Na Índia Jesus habitava as cabanas dos miseráveis e comia com eles, e por isso era olhado pelas castas superiores como um pária, um rebelde, um renegado religioso, enfim um cidadão indesejável. Onde chegava, Jesus arranjava inimigos entre a classe sacerdotal. Na Pérsia ele aprendeu, mas acabou também professor dos próprios instrutores, que lhe rogavam o ensino dos princípios superiores, que Jesus compreendia por estudo e por inspiração. Essa inspiração se revelava na plenitude quando a chama crística envolvia seu corpo. Como tinha notáveis faculdades terapêuticas, Jesus ensinava que a atitude mental, por parte do enfermo, influía consideravelmente na própria cura.
Escreve-se que, na Pérsia, Jesus - acompanhado de um séquito de magos - seguiu para a região da Babilônia e depois para a Grécia, onde se relacionou com os filósofos atenienses. Dali foi para Alexandria e depois para a cidade de Heliópolis, onde passou a habitar uma casa particular e tinha também um escriba, uma espécie de secretário. Também ali os sacerdotes o molestaram, por causa de seus ensinamentos místicos.
Spencer Lewis narra, após pesquisas juntadas no livro ''Mistérios da Vida de Jesus'', que ele começou ali a preparar-se para os graus superiores da Grande Fraternidade Branca - à qual seu espírito ainda pertence, nos elevados planos hierárquicos. A partir daí Jesus voltou à Palestina e deu início à sua pregação conhecida. (Continuaremos com o tema na próxima quinta-feira).
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA





