Distorções da análise de crédito

Priscila Simplicio
  É comum andar pelas ruas e ver crédito sendo oferecido como mercadoria em promoção. A grande onda do crédito fácil fixou residência no comércio e nas instituições financeiras. Anúncios do tipo: ‘‘Traga aqui o seu carnê quitado de outra loja e abra o seu novo crediário sem consulta a restritivos ou análise de crédito!’’, ‘‘crédito fácil e sem burocracia!’’, ‘‘crédito para funcionário público’’, ‘‘crédito para aposentados’’; tornaram-se comuns.
  Lojas oferecem crédito, financeiras e bancos mandam cartas e cartas oferecendo o que parece ser bondosamente cedido aos clientes como um grande favor e por que não dizer a solução de todos os problemas. É nítido que o crédito está tomando formas industriais. Comércios querem operar como bancos em cima de suas mercadorias nas vendas a prazo, as instituições financeiras não bancárias também aproveitam a oportunidade de arrecadar valores por meio dos juros. Percebe-se um Brasil que motiva o endividar ao invés do poupar. Mas e os pequenos comerciantes, como se posicionam?
  Os grandes magazines normalmente arcam com o risco do não recebimento, porém são empresas que gozam de estabilidade financeira, ou seja, têm capital para arcar com os riscos de um crédito sem análise. Por outro lado, as pequenas empresas patinam no dinheiro contado mês a mês. Segundo dados do Sebrae, 75% das pequenas empresas do brasileiras fecham suas portas nos três primeiros anos de funcionamento, dentre os motivos está a falta de capital de giro, logo, se um pequeno comércio que já possui dificuldade de capital de giro obtiver grandes dificuldades de recebimento nas suas vendas a prazo, pode entrar em dificuldades.
  Até quando não perder uma venda vale a pena? A ansiedade em fechar as metas do mês, o concorrente que vende em condições melhores de pagamento, a concorrência com os grandes magazines, enfim, todos esses fatores levam o pequeno comerciante a uma pressão em se adequar ao mercado, porém, análises básicas como uma ficha cadastral, consulta a restritivos, verificação da data de abertura da conta bancária do cliente, e principalmente muita cautela na hora de vender quantidades maiores do que o normal, além de ligar para pedir referências dos clientes com outros fornecedores podem ser algumas das precauções básicas na hora de se vender a prazo.
  A análise de crédito é sim de extrema importância, porém, é evidente que só diminui os riscos, mas, não pode evitá-los em 100% dos casos, existem golpistas profissionais espalhados no comércio, mas, ainda assim a análise de crédito pode evitar que a empresa leve um grande golpe e tenha que arcar com prejuízos. Enfim, é a conivência do próprio comércio com restritivos e compradores explicitamente mal-intencionados que alimenta a distorção da importância da análise de crédito.
PRISCILA SIMPLICIO é administradora de empresas em Londrina


Ainda a cura pela auto-hemoterapia

Walmor Macarini
  Depois que publiquei, quinta-feira passada, um relato sobre a auto-hemoterapia, que consiste da cura pelo próprio sangue, recebi informações de que muitos estão fazendo esse tratamento, por via da medicina convencional. Algumas pessoas afirmam que nem são portadoras de algum mal, mas o fazem para reforçar seu sistema imunológico. É para esse fim que se destina a auto-hemoterapia, ou seja, o sangue extraído da veia do próprio paciente e injetado em seu próprio músculo. Uma prática antiga, que foi abandonada certamente pela sua simplicidade e baixo custo. Isto certamente não convém à indústria das doenças.
  Agora, pelo extenso relato do médico carioca Luiz Moura, contido em DVD de quase três horas, as pessoas começaram a se interessar pelo sistema, desconhecido de muitos, embora do conhecimento da medicina. Com 80 anos de idade e atuando na atividade médica todo o tempo depois de formado, Moura tem muitas experiências positivas no êxito da auto-hemoterapia, que não tem nenhum segredo a não ser o reforço das defesas imunológicas. Porque os antibióticos não eliminam as bactérias, apenas detêm sua progressão, porque o que as destrói é o sistema imunológico do próprio corpo humano. Essa transfusão de sangue tem essa função.
  Volto a este assunto visando servir, especialmente as camadas pobres, que parece nunca curar-se e vivem nas filas de atendimento. Moura também recomenda a ingestão de cloreto de magnésio. Porque o homem tem carência de magnésio, um estimulador do sistema imunológico. O famoso Ascaridil não é dispensado, e com o magnésio e a auto-hemoterapia, reforça a imunologia - ele garante. O magnésio é encontrável no sal, mas as indústrias salineiras o extraem e o vendem à parte. Com a idade de 50 anos o timus das pessoas se atrofia e os males aumentam. Isto não ocorre se o sistema imunológico é ativado.
  Mas não apenas isto: o médico Luiz Moura recomenda que se tenha mente positiva e que se creia na própria cura. Porque a mente tem forte poder de cura e também de destruição. Ódios geram doenças. É preciso gostar do que se faz e gostar dos colegas de trabalho. O uso continuado de antibióticos cria bactérias mais resistentes. Todas essas providências demonstram ser eficazes, por isso devem ser adotadas pela Saúde Pública, a partir de determinação do Ministério da Saúde. Não se trata de curas aleatórias, mas com base científica, tanto que são praticadas por grande número de médicos. Uma consulta a esses profissionais deve ser feita, porque todos os relatos atestam que não há contra-indicações.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA

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