Triste Brasil

Arnoldo Anater
  O Congresso Nacional discute a aprovação de Medida Provisória (MP) doando 20 milhões de reais para a assistência a centenas de famílias de agricultores que moram e trabalham na fronteira do Brasil com a Bolívia.
  É estranha essa doação porque, segundo consta, essas famílias já foram expulsas pelo governo de Evo Morales das terras que ocupavam há anos no vizinho país. Mais paradoxal ainda conforme informações de Brasília - que esses milhões serão aplicados para assentar na mesma área famílias de lá, ajudando a Bolívia a fazer sua reforma agrária quando aqui a nossa reforma (agrária) não avança.
  As nossas famílias continuariam sem rumo e sem destino lá. Sim, porque senadores e deputados que são favoráveis à aprovação da MP não querem essas famílias de volta ao Brasil porque vão engrossar os problemas sociais, aumentando a violência e as filas de marginais e sem-terra que acabarão na senda do crime para sobreviverem em sua pátria.
  Será que é mais fácil sustentar brasileiros fora do Brasil, pagar para irem embora ou mantê-los no exterior do que tê-los trabalhando e vivendo dignamente nas terras em que nasceram?.
  Alguém já disse: triste do país que não pode acolher seus filhos. E se o exemplo pega: como ficam os brasiguaios, também agricultores brasileiros que exploram terras no Paraguai? E os milhares de irmãos nossos que vivem fora do Brasil, em outros países, e que não sabemos nem onde estão e como vivem?
  Aliás, freqüentemente, lê-se: ‘‘Brasileiro morre espancado na Filadélfia’’ ou ‘‘Brasileiro morre assassinado em Londres’’. Eles só são notícia quando mortos barbaramente. Só assim se fica sabendo que tinha brasileiro vivendo naquele país que não consta em nenhum livro de história ou geografia.
  Essas notícias são quase diárias na imprensa. Estamos deixando brasileiros - quase todos jovens - fugirem do Brasil para tentar uma vida e um futuro dignos longe daqui e ainda servir à fúria da violência globalizada! E o que fazemos? A imprensa o que diz?
  Triste Brasil que não pode dar condições de vida aos seus filhos. Vendê-los a Evo Morales é melhor? É a solução?
ARNOLDO ANATER é jornalista em Curitiba


Revelações sobre homem e mulher

Walmor Macarini
  Não me apraz transcrever outros escritos e fazer citações, embora o que escrevo está no éter ou escrito em algum lugar, ou já foi dito. Portanto, nada me pertence e nada pertence a ninguém, porque tudo é de domínio universal. Somos, sim, co-criadores com o Universo – ou outra denominação que se queira dar a essa força (da qual somos parte) que tudo rege – mas todas as coisas já estão disponibilizadas, bastando sintonizar-se com elas, dar-lhes formas e ir buscá-las. Assim com a música, com a poesia, com os inventos e descobertas e todas as manifestações, valendo também para as coisas que se desejar. Óbvio que será preciso, por exemplo, ter propensão à música para extrair do Cosmo uma composição, e assim por diante.
  Isto dito, e como hoje é o dia consagrado à mulher – embora ela deva ser consagrada todos os dias – leio nas revelações pleiadianas (de seres iluminados da constelação das Plêiades) que ‘‘os homens têm maiores bloqueios em seus centros de sentimento que as mulheres’’ e que ‘‘as vibrações masculinas chegaram ao poder há cinco mil anos’’, um tempo relativamente recente. Porque prevalecia o matriarcado, ou seja, o poder das mulheres. Sabe-se que diversas culturas nativas possuíam características predominantemente femininas. Os homens também eram portadores de intuição e sentimento, mas houve um cisma e eles perderam tais qualidades. A partir de então ‘‘a energia feminina, portadora da magia e da intuição, concordou em abdicar dessas virtudes’’, mantendo temporário silêncio, e tal aconteceu pelo deliberado bloqueio do chacra da laringe.
  Foi a partir daí que ‘‘o movimento patriarcal dos últimos cinco milênios afastou o homem do processo do nascimento’’. Ele se dedicou às tarefas pesadas. Assim, desconectaram-se as almas gêmeas, que consistem ‘‘da energia masculina e feminina coexistindo num só corpo’’ – do homem e da mulher. A separação resultou nos conflitos hoje existentes entre os representantes dos dois sexos e na sociedade sendo governada pelo aspecto masculino. Mas as mulheres começaram a desfazer esse nó, por isso o seu poder já retorna, e muito forte.
  ‘‘Aos homens – recomandam os pleiadianos – incumbe entender esse processo e não fazer resistência’’. Por isso as dificuldades no relacionamento entre homem e mulher – ou entre machismo e feminismo. Esses seres estelares orientam que ‘‘é preciso deixar o sentimento entrar na área da sexualidade’’, para sentir-se ‘‘a amplitude da emoção e não apenas da relação física’’. O emocional que a sexualidade representa ‘‘é um remanescente da divindade no ser humano’’.
  O ponto de equilíbrio deve ser buscado. ‘‘O homem deve dar abertura ao seu centro de sentimento e tornar-se mais vulnerável. E as mulheres precisam redefinir seus conceitos de feminilidade. Ambos, então, se tornarão mais cativantes’’.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA


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