ESPAÇO ABERTO
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
- Empresas e motivação seletiva<br>- UFT: conquista histórica 
Empresas e motivação seletiva
Aylton Paulus Júnior
A produtividade refere-se ao maior ou menor aproveitamento dos recursos no processo de produção. Neste sentido, um crescimento de produtividade implica em melhor uso de pessoal, máquinas, energias, materiais, etc. Entre os beneficiários clássicos da produtividade encontramos a sociedade em geral e os trabalhadores em particular. No caso da sociedade evidenciamos o aumento da oferta de bens e serviços. Para os trabalhadores pode haver melhoras nas condições de trabalho e de remuneração.
Mede-se a produtividade para a identificação de problemas, para a verificação do acerto de decisões, para comparar desempenho de unidades produtivas, e outras finalidades. Especialmente queremos destacar a medida da produtividade decorrente de instrumentos de motivação para o trabalho. Note-se que a simples medida objetiva da produção altera o comportamento das pessoas.
O quanto de produtividade poderá obter e onde esta produtividade pode ser verificada na empresa é assunto de necessária investigação. Primeiramente, sabemos que os limites dos ganhos de produtividade são definidos pela função de produção, ou seja, não é possível aumentarmos a produtividade indefinidamente dado um conjunto de recursos e técnicas. O ganho possível tem limites. Aumentar o uso do fator de motivação indefinidamente é desperdiçar recursos, pois além da saturação o rendimento provável é decrescente. Sabemos também que as diversas categorias profissionais operam em suas respectivas funções de produção, isto é, os profissionais de vendas, os técnicos do laboratório, os do escritório e os do chão da fábrica produzem dado um conjunto específico de recursos, técnicas e de condições que lhes são próprias. Desta forma, cada categoria tem a sua própria função de produção que responde de forma diferenciada ao insumo ''motivação''. Assim, a aplicação de incentivos generalizados e uniformes, para todos não garante produção ótima.
O incremento da produtividade possível obedece ao princípio dos rendimentos físicos decrescentes aplicados a cada uma das funções. Para algumas tarefas da empresa, a produção já atingiu seu limite físico e não há incentivo que faça progresso. Em outras, pode-se obter boas respostas. Dessa forma, a distribuição de incentivo uniforme e generalizado desperdiça recursos. O incentivo deve ser específico e apropriado a cada situação.
Verifica-se ainda, para o sucesso de um programa de incentivos, que a recompensa pelos ganhos globais de produtividade da empresa não pode esquecer os que atuam no limite de sua produção, podendo, nestes casos, a indicação de distribuição de incentivos ser indireta, medida pelo lado da redução de custos.
AYLTON PAULUS JÚNIOR é economista em Londrina
UFT: conquista histórica
Alex Canziani
Fevereiro de 2007 entra para a história do Norte do Paraná. O último dia 12 marcou o início das atividades das tão esperadas unidades da Universidade Tecnológica Federal (UFT) em Londrina e em Apucarana.
É uma grade conquista! Se observarmos veremos que todos os países prósperos são aqueles que efetivamente investiram em educação. É o caso do Japão, Coréia do Sul, Alemanha e tantos outros. Seus exemplos corroboram com esta afirmação.
O Norte do Paraná há anos sonhava com a instalação de mais Centros Federais de Educação Tecnológica, os Cefets, e até com uma universidade federal. Pois estamos ajudando a realizar os dois, já que o Cefet do Paraná foi promovido a universidade. Tive o privilégio de ser, na Câmara Federal, um dos relatores pela sua transformação.
Com o início das aulas nas duas novas unidades, o Norte do Paraná ganha dois campi da melhor instituição de formação profissional e tecnológica do país, e a sua primeira universidade federal. As duas agora se somam à unidade de Cornélio Procópio, que já existia e que cumpre plenamente o seu papel.
Imagine se o Norte do Paraná não tivesse a Universidade Estadual de Londrina (UEL)? Quantos profissionais, empresas e oportunidades surgiriam se não existisse a nossa orgulhosa UEL? Não temos a menor dúvida de que a instalação da festejada UTF provocará o mesmo impacto positivo ao agregar oportunidades.
No ensino superior, a instituição oferece cursos de Tecnologia, de Engenharia, bacharelados e licenciaturas, e sua filosofia é oferecer cursos voltados às demandas profissionais regionais. Eis o seu grande mérito num país tão carente em capacitação de mão-de-obra.
Por isso estamos comemorando. Chegou a era dos novos sonhos, de novas esperanças e de grandes realizações. A Universidade Tecnológica faz parte da modernidade, a era do Século 21.
''Que todos os nossos sonhos desafiem as impossibilidades. Lembrai-vos que as grandes proezas da história foram conquistas do que pareciam impossíveis'', Charles Chaplin.
ALEX CANZIANI é deputado federal pelo PTB do Paraná e membro titular da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados


