ESPAÇO ABERTO
De quem é o papel?
Reginaldo José da Silva
Tão comum, tão natural e espontâneo quanto irresponsável. Caminhando ou mesmo do interior do automóvel atira-se o lixo nas ruas, pensando estar se livrando dele. Reportagem da FOLHA DE LONDRINA do último dia 3 mostrou as conseqüências da imensa variedade de lixo irresponsavelmente descartada nos mais diversos e indevidos lugares. Entre tantos materiais, dois deles representam quanto o problema é também cultural. As 140 bilhões de bitucas de cigarros descartadas anualmente no país parecem estampar o aviso: tão desiguais - entre shoppings luxuosos ou nas favelas - todos iguais, ao descartarem suas bitucas. Outro produto, inventado em 1862 por Alexander Parker, o plástico, é um símbolo fiel do consumismo. Sair do mercado com sacos plásticos é prática tão disseminada quanto a atenção que as conseqüências ambientais e a importância que deve ser dada a este tema merecem. Merecem, mas não recebem, é mais comum encontrar pacotes de biscoitos que se vangloriam da dupla embalagem - de plástico - que ver campanhas para substituir a prática dessas embalagens. Como as bitucas, acabam abandonadas por toda parte. Algo como a embalagem do bombom que o presidente Lula ganhou em Tucuruí, em 2004, na inauguração da Eletronorte. Disfarçou, disfarçou e, discretamente, jogou-a no chão. O mau exemplo maior veio, em 2006, quando em discurso pró-desenvolvimento criticou a legislação ambiental. Ah, que força têm e que falta nos fazem os bons exemplos. Não apenas no descarte de embalagens de bombons, mas com todas as 200 mil toneladas de lixo descartadas diariamente no país.
É fundamental mudar o conceito sobre o que é lixo. Ao contar a história de um tomate, desde sua plantação, o premiado Ilha das Flores traz a definição: Lixo é tudo aquilo produzido pelos humanos...e que, segundo o julgamento de um determinado ser humano, não tem condição de virar molho. O tomate abandonado pela dona de casa, rejeitado pelo tratador de porcos, foi julgado por mulheres e crianças famintas que procuravam alimento no lixão. Essa mudança de conceitos precisa passar pela conscientização e educação ambiental para a reciclagem. Esta tem benefícios evidentes, além de reduzir o lixo produzido e os gastos com a coleta, a contaminação e as inundações, pode gerar emprego e renda para os 480 mil catadores pelo país e, certamente, não teríamos dez mil bueiros entupidos em Londrina.
Não obstante, a reciclagem recebe tratamento secundário. Produtos reciclados são, inclusive, bitributados. Pagam impostos quando produzidos e voltam a pagar quando da reciclagem. Isenção ou desoneração precisam ocorrer nesta atividade, que recicla mais que pneu, metal, plástico e papel, recicla até mesmo as bitucas de cigarro. Legalmente o lixo é uma atribuição, um papel dos municípios, mas toda sociedade deve participar e colaborar. Atirá-lo nas ruas é um tiro (cada vez menos) silencioso na qualidade de vida.
REGINALDO JOSÉ DA SILVA é biólogo pós-graduado em Análise Ambiental e Policial Militar em Londrina
O fim de uma era em 2012
Walmor Macarini
O ano de 2012 assinala o fim de uma era, já conhecida dos maias, seres de grande conhecimento que aportaram na Terra em passado remoto. Será o começo de um despertamento mais acelerado e de expansão da consciência. O denominado calendário maia é uma onda de tempo, sobre a qual a Terra veio surfando. Os maias não criaram esse fenômeno; eles apenas sabiam, e vieram instalar alicerces para este tempo novo.
As turbulências que ora ocorrem são associadas a esse tempo de renovação, porque o expurgo já começou e acontecerá em proporção cada vez maior. Os abalos sísmicos e grandes tempestades são uma resposta do Planeta às agressões que tem sofrido, pela irresponsabilidade do homem, destacadamente dos países altamente industrializados. O globo terrestre tem sensibilidade porque é um organismo vivo e pulsante.
Paralelamente, novas e iluminadas mentes começarão a povoar a Terra, e muitos dos que estão indo embora não mais retornarão, porque não lhes caberá lugar aqui, da mesma forma que um dia os seres que encontraram abrigo neste planeta foram exilados de onde se encontravam, porque precisavam abrir espaço aos novos e mais puros que chegavam. O universo é como um grande condomínio, e os que não se encaixam em cada morada precisam mudar-se. Nada que não tenha acontecido antes e que não continuará acontecendo. E nada fora da harmonia que rege esse fabuloso mecanismo.
A ampliação do estado de consciência, que já está se operando e ganhará amplitude de 2012 em diante, resultará no abandono de velhos sistemas de crenças, que têm mantido o homem enclausurado no obscurantismo e guiado por idéias externas emanadas de religiões e não pelas oriundas de seu próprio centro de poder e decisão, que estão dentro dele. Porque o homem é seu próprio discípulo e o seu próprio mestre. Os escritos, referindo-se a um tempo que virá, falam de uma só igreja e um só pastor isto significando não uma corporação religiosa e um pregador, como alguns possam supor.
Tudo dará lugar a mentes iluminadas que chegarão e se juntarão às já existentes. Estas já vieram se preparando para essa era de luz, porque serão consonantes com ela. Cada qual reencontrará em si mesmo o poder, que é imanente da mente universal que rege todas as coisas. Muitos dão a essa força o nome de Deus; outros, de Deus Pai-Deus Mãe; outros mais, de Sabedoria Suprema; ou o Eu Superior; ou a Consciência Avançada de Luz.
Os físicos quânticos que agora estão descobrindo coisas fantásticas embora sempre existentes e do conhecimento dos místicos resumem o universo como um campo de energia. Mas adicionando que os seres humanos podem valer-se dessa força para tudo o que desejam, usando apenas a vontade e a visualização mental das coisas já acontecendo. Fala-se dos mistérios como coisas divinas e sagradas porque este é o atributo que as pessoas dão ao desconhecido, mas tudo é um grande campo vibracional, regido por um princípio inteligente de movimento, ritmo, evolução, causa e conseqüência.
WALMOR MACARINI é jornalista na FOLHA DE LONDRINA
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