‘‘Opinião tendenciosa da FOLHA’’

Ademir Mueller, Antônio Zarantonello e João B. de Toledo
  A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná sempre respeitou a FOLHA DE LONDRINA, mas considera tendenciosos os editoriais publicados nos dias 5 e 6 de novembro. Neles, a FOLHA propõe leis mais apropriadas para combater o êxodo no campo, o desemprego e a informalidade. Porém, analisa a situação de forma parcial, predominantemente sob a ótica dos empregadores e em defesa da flexibilização das leis, o que, com certeza, prejudicará os trabalhadores rurais. A legislação é enfocada como a grande vilã da história. Os editoriais não citam que já existe uma lei específica destinada à categoria - a lei federal 5.889/73, regulamentada pelo decreto 73.626/74 - que contempla as peculiaridades do trabalho rural e assegura os direitos trabalhistas dos assalariados rurais. O problema é que ainda há resistência dos empregadores em cumpri-la. Também foi ignorado que os trabalhadores do campo são vítimas do modelo de desenvolvimento tecnológico adotado no País, caracterizado pela intensa mecanização das lavouras e pelo incentivo à exploração de culturas que absorvem pouca mão-de-obra, como a soja. A concentração de terras é um outro problema histórico que tem contribuído para expulsar os trabalhadores do meio rural.
  O senador Osmar Dias é citado como parlamentar credenciado a promover mudanças que poderiam preservar os empregos no campo, sem danos aos direitos já conquistados. Entretanto, Dias é autor de propostas que visam justamente o contrário, como o projeto de lei nº 167/2000, por exemplo, que propõe a revogação da CLT; a legalização do ‘‘gato’’ para livrar o empregador dos encargos trabalhistas; o fim das horas in itínere (valor do trajeto ao local de trabalho pago aos bóias-frias), entre outros itens. O senador defende a prevalência do negociado sobre o legislado, o que significa tornar sem efeito a lei. Também é autor da Emenda Constitucional nº 28/2000, que institui a prescrição qüinqüenal, onde o trabalhador pode reclamar apenas os direitos não-pagos dos últimos 5 anos, em total desrespeito à Constituição de 1988. Acreditamos que a questão do emprego e da informalidade no campo não pode ser enfrentada dessa forma, ou seja, beneficiando a minoria dos empregadores e penalizando a grande massa de trabalhadores. É preciso respeitar os direitos adquiridos.
ADEMIR MUELLER, ANTÔNIO LÚCIO ZARANTONELLO e JOÃO BATISTA DE TOLEDO são respectivamente presidente, vice-presidente e assessor jurídico da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná
NOTA DA REDAÇÃO : 1) Os operários rurais já são prejudicados do jeito que está, pois 65% deles, no Paraná, não têm registro. Por isso este Jornal propõe a legislação específica, para corrigir isto. 2) O Jornal cita, sim, a lei existente, e é justamente ela que inibe contratações. 3) O Jornal não é tendencioso e sim a favor de assalariados e patrões, ambos necessários e interdependentes.


Nem inferiores e nem superiores

Walmor Macarini
  Como tudo gira e vemos o universo de todos os ângulos, não estamos abaixo de nada e não há algo que esteja no alto com relação a nós. Estamos inseridos em tudo e formamos um grande campo unificado. Se podemos observar os outros mundos, de sua vez somos observados pelos habitantes dos infindáveis bilhões de corpos celestes e mais os dos mundos paralelos e invisíveis. Somos tão alienígenas para eles quanto eles para nós, e nesse contexto somos tão importantes quanto as demais inteligências que povoam a majestosa vastidão cósmica.
  Se nos pensamos inferiores, tal não é a realidade. Existem variados graus de conhecimento em cada civilização, mas não inferioridade e nem superioridade. Certos seres não têm o privilégio da emoção que nós habitantes da Terra temos, por isso seus enviados vêm buscar informações sobre esse atributo. Eles e muitos outros estão infiltrados entre nós, de forma humana ou não, e são visíveis ou invisíveis, embora não identificados. Eles vêm para haurir conhecimentos, porque a Terra – zona de livre-arbítrio – é um campo aberto para estudos e experimentos.
  Existem também os seres que se nutrem da energia dos nossos temores – uma espécie de alimento para eles, que gravitam em campo mental de baixa densidade, embora possuidores de poder. Eles têm buscado dominar a civilização terráquea e possuem os seus agentes por aqui. Seres de grande luz velam por nós e nos protegem, mas não dirigem nosso destino e não interferem em nossas decisões. Até porque, se o fizessem, estariam contrariando a lei e interagindo em nosso arbítrio. No seu tempo terreno Jesus já perguntava, ao assédio dos doentes: ‘‘Queres mesmo ser curado’’? – porque ele não o faria sem consentimento – e quando obtinha a permissão e operava a cura, dizia: ‘‘A tua fé te curou’’ (o poder no próprio enfermo) e nunca ‘‘Eu te curei’’. Ainda hoje este maravilhoso irmão mais velho – é assim que Jesus se intitula em suas mensagens dos tempos atuais – não muda nossos passos, embora nos indique caminhos se lhe pedirmos e lhe permitirmos.
  Terrestres e extraterrestres – aqui incluídas as elevadas hierarquias celestiais – todos estamos exercendo a grande vivência cósmica, e nós terráqueos não estamos à margem e nem somos dependentes, mas participantes. Essas hierarquias sabem por que viemos para este plano tridimensional – e nossa porção suprafísica também o sabe – e acompanham nossa tarefa nesta dimensão. Estamos aqui porque programamos esta missão antes de aportar nesta paragem. Nosso corpo físico é como a vestimenta do astronauta, para nosso espírito suportar esta densidade. Por isso os mestres de grande luz – que são milhares e milhares e não apenas os catalogados pelas religiões – nos dão cobertura e estão muito atentos ao desempenho desta nossa jornada terrena, porque somos obreiros tanto quanto eles e operamos em conjunto.
WALMOR MACARINI é jornalista na Folha de Londrina


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