ESPAÇO ABERTO
Por uma formação plena
Álvaro Cabrini Jr
Todo o esforço no sentido de melhorar e modernizar a formação dos profissionais paranaenses da Engenharia, Arquitetura e Agronomia, aproximar as universidades do ciclo produtivo, bem como permitir o contato dos alunos com a realidade do mercado deve ser apoiado, contanto que a adequação seja devidamente aberta à discussão entre entidades profissionais, universidades e toda a sociedade para o sucesso do exercício profissional. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-PR) pelos diversos programas de valorização e inserção profissional, como operador da regulamentação e corporação de ofício das profissões científico-tecnológicas, tem o dever de propiciar e solicitar uma presença participativa permanente na formulação de políticas e estratégias de interesse nacional, regional e local.
As necessidades mais específicas de certos tipos de indústria podem, efetivamente, ser supridas por uma formação mais curta (tecnólogo de nível superior), porém o desenvolvimento da engenharia só pode ser realizado por um profissional que teve sólida formação nas ciências básicas, que desenvolvem pesquisa científica e tecnológica e que tem familiaridade com o ciclo produtivo, formação esta que demanda um tempo compatível para sua realização. É preciso que as necessidades imediatas do mercado não comprometam uma estratégia de autonomia tecnológica do país que implica necessariamente na formação de engenheiros de alto nível e sólida formação, baseada nos currículos vigentes, em que antes de reduzir a carga horária, devemos ampliá-la.
Reconhecemos a conveniência e oportunidade de maior aproximação entre o sistema educacional, o sistema profissional e o setor empresarial. Embora, de certa forma, isso já ocorra, porquanto o sistema profissional conta em seus Conselhos com a representação das instituições de ensino e de representantes do universo profissional originários de entidades de classe, sem restrição à sua eventual postura como interlocutores do setor empresarial. Porém o sistema legal vigente impõe barreiras intransponíveis aos conselhos profissionais para agirem no modelo curricular.
Cabe ao setor empresarial verificar se a inovação tecnológica está sendo endereçada às escolas para que finalmente seja incorporada à bagagem cultural do graduando. A criação está na prática. A prática se dá no ambiente do exercício profissional favorecido pela capacidade empreendedora. À escola cabe receber o saber disperso neste ambiente, sistematizá-lo e ministrá-lo ao educando transformando este ser humano em novo agente de desenvolvimento.
ÁLVARO CABRINI JR. é engenheiro agrônomo e presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR)
Os patetas e a campanha eleitoral
Cláudio Marques da Silva
Não sabia que meus artigos eram lidos com tanta dedicação por meus superiores. Pena que não gostaram ou não entenderam o que eu queria dizer. Outras vezes entenderam aquilo que eu nem pensei em falar. Tornei-me o ''Rui Barbosa'' dos pobres de intelecto. Cada um me interpreta a sua maneira. Esses dias me perguntaram quanto eu ganho escrevendo artigos. Ganho sindicâncias, processos, remoções, e-mails, telefonemas deselegantes e, por último, ganhei uma suspensão de trinta dias.
Não há como negar que a sociedade evoluiu. Décadas atrás, e em Cuba até hoje, corria-se o risco de perder a cabeça e não o salário. Já que não fui feliz falando sobre segurança, vou atacar de cientista político.
Lula é a nossa Lucília Diniz. Ela trocou as próteses de silicone de 220 mililitros por outra de 275, fez coxa, refez a barriga, faz exercícios com halteres labiais, esteira e bronzeamento artificial e...continua feia. Lula só não implantou o dedo que falta, mas fez três aplicações de botox na face, tirou as linhas horizontais da testa, aplicou botox nos olhos, fez tratamento de pele, alinhou a arcada dentária, fez clareamento e, além de feio, continua mentiroso. Apesar de todo cuidado estético, se tivesse cabelos compridos ficaria igual a Araci de Almeida.
Geraldo Alckimin com seu estilo ''Bozó'' pensa que está concorrendo a uma vaga de bispo na CNBB. Heloísa Helena com seu radical discurso é apenas isso: ''Cheirosinha'', como ela mesma se definiu. Cristovam Buarque, com sua fala sem convicção, lembra de antigos professores de educação moral e cívica que não acreditavam naquilo que estavam ensinando. Luciano Bivar, na tentativa de ser eloquente, está parecendo bispo da Universal pregando sobre prosperidade. José Maria Eymael não ganhará votos, sobrepeso, com certeza. Não sei se ele é candidato a presidente ou se é garoto-propaganda de restaurante por quilo.
Não fossem as câmeras da Globo, os outros ''candidatos-caminhadas'' e seus adeptos, seriam facilmente confundidos com Antonio Conselheiro no início da carreira ou Inri-Cristo, o louco de Curitiba.
Dia 1º de outubro, cumprindo com nosso dever cívico, escolheremos dentre todas estas pérolas aquele que irá nos governar. As opções estão aí. ''Araci de Almeida'' Lula da Silva, Geraldo Alkmim ''Bozó'', ''Professor'' Cristovam Buarque, Heloísa Helena ''Cheirosinha'', ''Bispo'' Luciano Bivar e José Maria ''esfomeado'' Eymael.
Quando criança, gostava de assistir aos ''Três patetas''. Hoje, já adulto, assisto ao horário eleitoral gratuito. Nós rimos agora dos candidatos e, após eleitos, eles riem de nós. É a festa da democracia, nós somos os atuais patetas.
CLÁUDIO MARQUES DA SILVA é delegado de Polícia de Nova Fátima





