Sim, a felicidade sexual existe
Moacir Costa

Muito se fala a respeito de sexualidade, de prazer. Esse é um tema que até costuma ser tratado com uma certa frivolidade, como se o que é bom se resumisse a uma conta de mais: quantas vezes em uma só noite. E quem aproveita mais, o homem, que pode ser capaz de mais de uma ereção, ou a mulher, com a possibilidade dos orgasmos múltiplos? Afinal, o que é felicidade sexual? Pode mesmo acontecer? Para qualquer sexo e faixa etária?
Giacomo Dacquino, psicanalista italiano especializado em sexologia e autor de mais de 15 livros, tem levantado uma questão fundamental e que merece boa reflexão: a imaturidade sexual. Ninguém pense que isso tem a ver, invariavelmente, com a juventude. Ao contrário, pode se estender para a vida inteira, caso não seja cuidada e revertida. Para o estudioso, imaturidade sexual é o comportamento genitalizado, bastante comum entre os homens e governado exclusivamente pelo prazer imediato. É a tal da numerália - importa mais o quanto que o como. E isso empobrece a vida sexual.
A preocupação neurótica com o desempenho é um fantasma que ronda os relacionamentos. Alarma tanto que quando alguém nota diferenças para menos, no que considera normal, trata de sair em busca de ajuda. Com medo de perder pontos no placar convencional, de baixar seu ''rendimento'', porque fatalmente aconteceria uma crise de autoconfiança.
É certo que atualmente há medicamentos que ajudam muito a restituir o que os homens chamam de virilidade. Desde o advento do Viagra, até o lançamento do Cialis, houve um grande progresso nesse campo delicado dos problemas com ereção. E a evolução diz respeito não apenas à possibilidade de ter e manter uma ereção, mas também de estar apto a isso por muito mais tempo. Os remédios de primeira geração ofereciam cerca de quatro horas e eficácia, os de última já estendem esse período ás 36, ou seja, é o fim do sexo com hora marcada.
A felicidade, nesse campo, tem a ver não apenas com a questão funcional, mas sobretudo com o exercício da afetividade e da sedução - algo que requer tempo e atenção. Sexo não é ginástica, mas envolvimento. Assim, quem se acostumou a vivenciá-lo na base dos números, tem de abrir novas portas para conhecer um mundo de novas possibilidades. A começar pela descoberta do que realmente agrada às suas parceiras. E isso diz respeito à intimidade. Ao desvendar mistérios.
O mundo convencional, ligado ao hemisfério esquerdo do cérebro, é lógico, racional, objetivo, concreto. O da experiência, que tem a ver com o lado direito do cérebro, é o das sensações e percepções e não se expressa por palavras, senão por gestos, movimentos, impressões dos sentidos. Ambos podem estar em perfeita harmonia, se o primeiro não estiver sempre em primeiro lugar. É preciso abrir espaço para vivências novas, experiências.
A felicidade sexual é um campo aberto e ilimitado, que embora possa acolher o convencional, se enriquece com o novo. Veja a pessoa amada, a seu lado, como alguém em parte desconhecido e a desvendar. Use o que já sabe para descobrir o que sequer desconfia. Ouse nas carícias. Aposte delicadamente na intimidade. Seres humanos sexualmente felizes não se preocupam com desempenho, porque estão mergulhados na busca, infinitamente gratificante, do prazer mútuo. Essa é a grande viagem!
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo

O verdadeiro poder emana do povo
Francisco Assis Frigério

A televisão é capaz de influenciar a vida das pessoas, seja no momento em que aborda um tema polêmico nas novelas, seja quando dá destaque a alguma informação em seus telejornais. Porém, o que grande parte da população não se ateve ainda é que muitas vezes as informações são manipuladas para que se prevaleça a vontade de alguns. É o velho ditado: ''É muita TV na cabeça das crianças''.
Ironia ou não somos manipulados por esse meio de comunicação e muitas vezes mudamos nossa opinião sobre determinado assunto. Com isso ''eles'' sempre conseguiam influenciar a população em seus propósitos, porém algo está mudando.
Com a internet e os e-mails que andam pela rede as coisas podem mudar sim, mostrando para as emissoras de TV que elas não podem mais nos influenciar como faziam antes. Exemplo disso é o referendo sobre o desarmamento em que a turma do ''sim'' estava apoiada pelas emissoras e já cantavam vitória nas ''pesquisas'' mostradas na tela. Porém, a turma do ''não'' acabou por ganhar mostrando aos poderosos que a população vive com medo, vive na chamada sociedade de risco, no processo penal de emergência e que não aceita mais somente o que aparece na TV.
Mas o que muita gente ainda não prestou atenção é que uma das principais responsáveis por esse resultado foi o meio de comunicação mais usado no planeta: a internet. Através dos e-mails que vão de amigo para amigo, de parente para parente, conseguiu-se conscientizar a população.
Temos que ser assim agora com as eleições 2006. Não nos deixemos influenciar por pesquisas de ''já ganhou''. Votemos com consciência e nos candidatos de nossa confiança.
Com isso será possível mudar o Brasil dando uma resposta a essa corrupção que assola o país e mostrar para os ''poderosos'' que realmente exercemos a cidadania com o voto direto, secreto e universal, onde o verdadeiro poder emana do povo e não da influência da TV.
FRANCISCO ASSIS FRIGÉRIO é estudante de Direito em Londrina

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