Controle da poluição atmosférica

Waldemar de Oliveira Neto
  A poluição do ar é um fenômeno decorrente principalmente das atividades industriais em vários aspectos dentre os quais destacamos a concentração de indústrias em pequenas partes do planeta.
  Dos inúmeros problemas decorrentes da concentração industrial, a emissão de material particulado, monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx), compostos orgânicos voláteis e metais é uma questão que preocupa consideravelmente a sociedade e os órgãos públicos. Na ausência de controles, podem ser emitidos poluentes nocivos para a atmosfera, o solo e a água, onde poderão contribuir para os impactos no ambiente e na saúde humana.
  No Paraná, existe uma resolução específica que estabelece os limites de emissão desses materiais particulados, gases e metais. Trata-se da resolução Sema nº 041, de 2002, que define critérios para o controle da qualidade do ar, à qual serve como instrumento básico de gestão ambiental, para proteção da saúde humana. Entretanto, a maioria das empresas desconhece o teor dessa resolução, por isso não vem tomando providências para atendê-la.
  Essa resolução especifica padrões de lançamentos para todas as atividades industriais que possuam ou venham possuir fonte de emissão de poluentes atmosféricos, independentemente do tipo de combustível que está utilizando, devendo providenciar, periodicamente, a caracterização e a quantificação da emissão, através de amostragem em dutos ou chaminés. Quando esses padrões forem determinados, indústrias e outras fontes de emissões terão que se adequar à resolução, quando haverá a necessidade da modelagem das dispersões de gases, do material particulado e dos metais, projetos para a minimização e adequação de emissões (filtros, lavadores de gases, ciclones, etc) e, principalmente, o monitoramento periódico das emissões (saída de dutos e chaminés).
  Deve-se ressaltar, ainda, que o monitoramento da qualidade do ar, ou seja, o controle da poluição atmosférica deve ser amplamente divulgado, pois dessa forma esclarecerá a sociedade sobre os problemas de qualidade do ar e reforçará a consciência ecológica.
WALDEMAR DE OLIVEIRA NETO é químico industrial, mestre, especialista em gerenciamento e auditoria ambiental e professor em Londrina


Funcionário comprometido

Abraham Shapiro
  Tenho certeza de que você, assim como eu, já foi vítima de um atendimento ruim, seja pela falta de gentileza de um recepcionista ou por um tempo de espera longo demais. O problema é comum e ocorre com tamanha freqüência que assusta. A principal razão, segundo empresários, consultores e líderes em geral, é a falta de comprometimento dos funcionários.
  Mas inspirar comprometimento e responsabilidade nos funcionários não é fácil. E, para piorar, a própria empresa e o empresário adotam práticas que dificultam ainda mais. Selecionei algumas idéias e exemplos simples que, quando aplicados, podem influenciar positivamente os colaboradores e melhorar, de maneira geral, o atendimento na empresa.
  1. Custo-benefício vantajoso: Quando o cliente compra um produto, espera que os benefícios obtidos justifiquem o valor pago por ele. Isso é o que se chama custo-benefício. É preciso embutir no produto características, serviços extras e - mais importante - atitudes que façam o cliente perceber o valor agregado. Exemplo: uma garrafa de água custa R$ 1,20. Servida com atenção, pode valer R$ 1,50. A mesma garrafa, servida com atenção, gelo no copo, uma rodela de limão e rapidez, pode chegar a R$ 2,00. Se tudo isso for feito, o nome do cliente for citado e o atendimento concluir com um sorriso, ela poderá valer R$ 2,50. E o cliente paga!
  2. Funcionário Treinado. Tão importante quanto ensinar ‘‘o que fazer’’ é ensinar ‘‘como fazer’’. O funcionário precisa conhecer os padrões mínimos de eficiência a serem alcançados. O treinamento deve ensinar teoria e prática. Necessita de acompanhamento. Muitos treinadores oferecem apenas blablablá e cobram caro por isso. Tolo de quem paga e acha que isso irá mudar alguma coisa. O programa de treinamento de uma empresa precisa ser planejado e ser administrado por quem tem consciência plena dos resultados que se deseja alcançar. Em muitas empresas, o programa de treinamentos mais eficaz talvez comece pela demissão do responsável pelos Recursos Humanos.
  3. Pedir feedback: Seus funcionários ouvem o que está sendo falado para eles? Como você se certifica disso? Já lhe ocorreu que eles podem estar por fora de tudo e fingem estar entendendo? Ouvir é mais que escutar. Significa ‘‘processar mentalmente e tomar uma atitude’’. Sem conceitos registrados na mente, este processo não ocorre. Assim, não há compreensão e, por conseguinte, não haverá ação.
  4. Ensine, mas sem pressionar: Nem pense em fazer pressão. Não funciona. Qualidade se obtém ensinando o que é certo, corrigindo erros com didática e reforço positivo. Punição, só em último caso. As pessoas dão o pior de si como resposta ao autoritarismo e ao negativismo. Enxergar o que é bom no trabalho de seus colaboradores é sábio. Expressar reconhecimento é motivador. Mas, se depois de um longo tempo, houver persistência em erros e vícios, elimine os teimosos da equipe. Tudo nesta vida tem limite, inclusive a burrice. Tal como um pai, um líder de verdade só alcança sucesso na realização de seus objetivos quando põe em prática três grandes princípios. E eles são: exemplo, exemplo e exemplo.
ABRAHAM SHAPIRO é consultor e atua em treinamento empresarial e em desenvolvimento de liderança em Londrina


- Os artigos devem ter, no máximo, 30 linhas. Os artigos publicados não refletem, necessariamente, a opinião do jornal. [email protected].

mockup