ESPAÇO ABERTO
Super-homem e realidade
Renata Shizue Okubo e
Lílian Cantelle
Em um mundo em que novas doenças são ora ou outra encontradas e em que as condições de clima, de alimentação e de segurança não são as melhores, soa agradável a idéia de um supercorpo: que não sofra de colesterol, que não precise aplicar insulina contra diabetes, que tenha ossos resistentes como aço e que não envelheça.
Não é devaneio pensar aqui no Superman, mas talvez fosse mais certo pensarmos em um homem como o Homem Invisível (do romance clássico de H.G. Wells, que virou filme em 1933) - um homem que é modificado através de alguma tecnologia, e que passa a ter propriedades que antes não tinha.
Fora da ficção, o cientista Robert Freitas do Institute of Molecular Manufacturing (IMM, dos Estados Unidos) desenvolveu recentemente um novo tipo de hemácea, a célula vermelha do sangue. Esta nova espécie de célula sanguínea - o respirocito, com cerca de um milésimo de milímetro (um nanômetro) - é muito mais eficiente do que as células naturais: conduz o oxigênio com 236 vezes mais eficiência. Ou seja, uma seringa de sangue com este tipo de célula daria conta de conduzir tanto oxigênio quanto todo o nosso sistema sanguíneo conduz, agora. Sob o ponto prático, isso permitiria a um homem passar horas sem respirar: tanto quanto nossas amigas focas e tartarugas.
Um corpo que desafia toda a lógica da resistência parece um supercorpo, realmente. Algumas opiniões defendem que o processo de evolução natural está perto do seu limite, ou que demora tempo demais; por isso, a intervenção da engenharia genética é um bom atalho para algumas evoluções - aqui, representada pela nanotecnologia.
Enfim, desafio ou não, super-homem ou não, o corpo humano já não é mais tratado como há 50 anos: marcapassos, implantes subcutâneos e próteses de platina já pareciam que iriam tranformar o homem em um tipo de robô ou andróide - tanto que foram nos últimos 40, 30 anos que o cinema e a literatura começaram a criar histórias sobre este tema com maior ênfase. Mas hoje, são procedimentos de certa forma rotineiros, não causam mais escândalo.
A modificação do corpo não é mais novidade, falta saber até que ponto vai chegar - hoje, estamos no ponto equivalente a um milésimo de milímetro.
RENATA SHIZUE OKUBO e LÍLIAN CANTELLE são alunas do curso de Filosofia e bolsistas de projeto de pesquisa na Universidade Estadual de Londrina
Abrindo portais de novas freqüências
Walmor Macarini
A tecnologia das comunicações chegou a um ponto de plenitude, e doravante o que acontecerá será apenas aperfeiçoamento do que existe. Porque o próximo passo daqueles que já galgaram degraus e transpuseram portais será sintonizar-se com seres de elevadas esferas, e não por meios eletrônicos mas diretamente. Portanto, internet, telefonia celular, transmissão de imagens transcontinentais por via de aparelhos de bolso, TV de altíssima resolução, a futura nanotecnologia, já são coisas obsoletas antes de haverem envelhecido.
Não me refiro a contatos com habitantes de outros mundos embora isso já aconteça e também ganhará intensidade mas com hierarcas de grande luz que não se transportam por meio de veículos espaciais, porque onipresentes na totalidade cósmica. Quero dizer que iremos falar com aqueles que denominamos anjos, santos, fadas e tantos mestres ascensos, desconhecidos dentre os que imaginariamente conhecemos.
Estes serão contatos para a chegada das informações novas que a humanidade receberá e que destronarão velhas interpretações e crenças e redirecionarão mentes e comportamentos. Não será um processo de impacto ou unilateral, ou seja, esses seres se tornarão visíveis e dialogarão conosco inclusive a nosso chamado. Nada acontecerá abruptamente, mas irá envolvendo cada vez mais um maior número de pessoas.
Muitos habitantes da Terra já o fazem e tantos outros estão prontos para dar início a esse contato, porque são portadores do implante de um código genético diferenciado que está sendo ativado (ou reativado). Será uma abertura para as freqüências cósmicas se fundirem com as freqüências telúricas entenda-se as da Terra. As turbulências que ocorrem no planeta no momento, geradas pelas mãos humanas e pela força da natureza que age e reage por impulsão das mentes inqualificadas da humanidade irão ainda intensificar-se e semearão mais morte, dor e estrago, mas serão como as dores de parto de uma revelação nova que vem chegando.
Esses abalos acontecerão até que ciclos se completem, mas grandes portais de luz se abrirão simultaneamente e véus irão caindo e revelando coisas maravilhosas. Tudo lenta e progressivamente, porque em tudo, se houver saltos abruptos, a humanidade enlouqueceria. As hieraquias mais altas sabem disso e têm responsabilidades sobre os co-irmãos terrenos. As igrejas, como as conhecemos, irão fechando suas portas por desuso, e isso acontecerá por um processo natural e sem rupturas.
A memória remota e adormecida de cada pessoa se reativará e todos saberão o que são, e verão que fazem parte da legião dos anjos e compõem famílias espirituais com as quais já se interconectam, embora o obscurantismo dos que se encontram no experimento e na missão da densidade carnal. Porque a existência de cada um remonta aos tempos eternos. O que acontecerá será que a humanidade irá reingressando no seu originário estado de superconsciência. Muitos dos que estão neste planeta, em forma humana, já vieram para ancorar essa nova freqüência. Diríamos, por falta de palavras adequadas, que eles são oriundos do futuro.
WALMOR MACARINI é jornalista na Folha de Londrina
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