ESPAÇO ABERTO
Melhor idade e universidade
Izabel Fernandes Garcia de Souza
Terceira idade ou idade feliz é tempo de viver! E pode-se viver intensamente, afinal, as tarefas formais de se estabelecer financeiramente, constituir família e educar os filhos já foram satisfatoriamente cumpridas. O país envelheceu. Muitas pessoas se aposentaram, mas, querem continuar vivendo ativamente!
Surgiram então os grupos de terceira idade que promovem ações extremamente importantes e válidas a estas pessoas.
Porém, vê-se que estes movimentos visam quase que exclusivamente ao lazer como danças, teatros, viagens e em algumas vezes ajudam os idosos na captação de recursos financeiros já que muitos se dedicam a trabalhos manuais ou culinários que são vendidos em feiras de artesanatos.
Por um longo tempo estas atividades de dança, pinturas e outras satisfizeram a este público e esta não é uma crítica à existência dos grupos de terceira idade, pelo contrário, o trabalho ali desenvolvido é merecedor de todos os aplausos, pois traz de volta ao convívio muitos idosos que se sentiam sozinhos em suas casas. Mas, com o desenvolvimento da tecnologia e o processo irreversível de globalização, as exigências destas pessoas aumentaram de modo significativo.
Hoje o pessoal da idade feliz anseia por voltar aos bancos ecolares. Sim, eles querem estudar computação. Querem estar ligados ao mundo através da rede internet. Mas, bem mais do que isso, o grupo da terceira idade tem um sonho de fazer um curso superior. Aquele que sempre teve vontade, mas, que abriu mão para que o companheiro e depois o filho cursasse. Aquela profissão que era a menina de seus olhos e continua até hoje esperando a chance de se tornar realidade.
E agora, com o aumento da expectativa de vida, e, de vida com qualidade, por que não apoiar as iniciativas destes jovens idosos que trocarão suas experiências de vida enriquecendo as salas de aulas e se apropriarão das teorias e conhecimentos que os professores têm a passar e da energia que os jovens têm a partilhar? Venham alunos da idade feliz, as universidades estão de portas abertas esperando por vocês!
IZABEL FERNANDES GARCIA DE SOUZA é professora universitária e coordenadora do curso de Secretariado Executivo da UniFil
Inteligência emocional
Angelo Luiz Orcelli
Zinedine Zidane tecnicamente o melhor jogador da Copa do Mundo, considerado o melhor jogador francês e, na opinião de muitos, um dos maiores talentos futebolísticos que o mundo já viu, é o assunto do momento. Mais precisamente, a cabeçada que ele deu no jogador italiano Materazzi no jogo que decidiu o Mundial.
Muitas vezes estamos perto de alcançar o nosso tão sonhado ouro, de atingir nossos objetivos e falhamos. Por quê? Por erros de estratégias, por falta de persistência e, na maioria das vezes, por falta de autoconhecimento, de autocontrole ou pelo que a neurociência chama de inteligência emocional. Quando falta inteligência emocional, quando não conseguimos gerenciar nossas emoções de maneira adequada, nossas habilidades caem a zero e tomamos atitudes inconvenientes. Devemos lembrar sempre que vivemos em sociedade onde existem regras, onde a cada ação existe uma reação inversamente contraria.
Zidane daria uma resposta inteligente às ofensas do italiano Materazzi, ignorando, ganhando o jogo, batendo o pênalti, marcando e sendo campeão do mundo, receberia todas as honras que certamente sonhou ao encerar sua carreira. Ao contrario, com a sua falta de inteligência emocional ele manchou uma carreira brilhante, maculou a imagem do senhor gentil que ele passava ao mundo que o assistia e que havia aprendido a admirá-lo. Ele foi a mola-mestre para que a França chegasse à final da Copa do mundo, mas isso poucos lembram, muitos lembram da sua cabeçada no peito do italiano.
Aconteceu e agora? Não dá para mudar a história. Sempre haverá uma conseqüência, isso é fundamental que saibamos. É importante admitir o erro e aproveitar a oportunidade para aprender a fazer de forma adequada, não procurar culpado para os nossos erros! Esse procedimento é muito comum nas pessoas: achar que sempre o outro foi culpado, não nós, uma forma de justificar o erro. Com certeza, não viveremos o suficiente para errar e aprender com nossos erros, baseado nisso foi nos dado a oportunidade de aprendermos observando os erro dos outros.
Se os seus sonhos, se os seus objetivos não estão sendo realizados, estão ficando pelo caminho, deixe de procurar soluções fora de você, analise como está seu comportamento emocional, o sucesso é atingido por aquele que acredita ser vencedor, que tem aliado a isso inteligência emocional e que sabe gerenciar adequadamente suas emoções.
ANGELO LUIZ ORCELLI é graduado em Administração e empresário na área metal mecânica e consultor master practitioner em PNL em Cambé
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