ESPAÇO ABERTO
A cartilha do Colégio Maxi
Gerson Machado
Gostaria de parabenizar a iniciativa do Colégio Maxi pela cartilha ''Guia de Segurança'' editada com apoio da Polícia Militar, OAB e a imprensa. Utilizando do meu direito individual de liberdade de manifestação do pensamento, salvo melhor juízo, acredito que o guia é somente uma parte da educação para o exercício da cidadania que aquele colégio e a sociedade tem como dever preconizado no artigo 205 da Constituição Federal.
O guia, em sua capa, traz a logomarca do Colégio ''X'' sombreada pela mensagem ''Não à violência'', acompanhada de outra, logo abaixo: ''Londrina quer trocar o medo pela paz''. No entanto, ele não nos dá as dicas de como, efetivamente, alcançarmos a paz! Na verdade, nos dá dicas de vigilância e como se comportar em situações de crise! Situação de vigilância não quer dizer que obteremos assim, a paz!
Se Londrina quer ''realmente'' trocar o medo pela paz, precisa educar e formar seus cidadãos para o exercício da cidadania, multiplicando esta formação, se possível, de forma geométrica! A partir daí, identificar as causas desta violência e, gradativamente, acabar com elas! Quanto maior o número de cidadãos com formação para o exercício da cidadania, menor serão os índices de pobreza, de analfabetismo, de doenças, de individualismo, de sonegação, corrupção e crimes bárbaros.
Um verdadeiro cidadão, diante de qualquer conflito, não o resolverá agredindo, mas unindo forças e as exercendo, pacificamente como Gandhi, Martin Luther King, Tiradentes e até Jesus. Seus líderes, certamente não serão traídos como eles foram no passado por Judas, Pedro, Joaquim Silvério dos Reis, etc., muito menos pelos políticos que não cumprem suas promessas de campanha!
Um jovem formado para o exercício da cidadania não terá medo! Sem medo, não irá para as drogas e terá canalizada suas energias para revolucionar o país Quando vi no objetivo do guia ''O Colégio Maxi convida a população a refletir, a discutir e a se manifestar, exigindo ações de segurança do governo'' registro que, desde 2003, já apresentei ao colégio o projeto de Escola de Cidadania preconizando a formação para tal e o debate entre alunos, docentes, pais e sociedade em geral para a resolução pacífica dos conflitos como preconiza o artigo 4º da Constituição. Até hoje não foram implementados a reflexão e o debate.
Então, senhores diretores do Colégio Maxi e apoiadores da Guia de Segurança: que não fiquemos somente na elaboração do guia! Estou e acredito que também mais pessoas aguardando ansiosamente a data da reflexão, discussão e ação, pois convite esqueceu deste detalhe. Ah, se tais reflexões, discussões fossem realizadas em cada escola, em cada local de trabalho, em cada família? Imaginem cada cidadão, além da formação ética, conhecendo e entendendo o inteiro teor da Constituição, dos códigos civil, penal, de execuções penais e do consumidor? Haveriam tantos políticos corruptos e sonegadores impunes/imunes como temos? Sobrariam recursos para a saúde, educação, segurança e o combate à fome? As pessoas, obtendo comida, saúde, educação para a cidadania/profissão e segurança iriam para a criminalidade? Pensem nisso!
GERSON MACHADO é servidor público federal em Londrina
Itaú ou Caixa?
Palmo Geraldo Fidélis de Lima
O governo do Estado transferiu recentemente do Banco Itaú para a Caixa Econômica Federal o pagamento dos servidores públicos aposentados e pensionistas. Esta mudança repentina e autoritária está causando muitos problemas e reclamações desses servidores e pensionistas por várias razões, entre as quais citamos as seguintes: a minoria das cidades têm agências bancárias da Caixa, não se permitem mais contas conjuntas, déficit de pessoal para atender, necessidade de agendamento para atendimento eletrônico, o caixa eletrônico não apresenta serviço no visor, falta esclarecimento quanto à possibilidade de o servidor estabelecer procuração para movimentar sua conta e sobretudo a possibilidade de aposentados e pensionistas continuarem recebendo pelo Itaú, caso em sua cidade não haja agência bancária da Caixa Econômica Federal.
Entendemos que a Caixa é um banco público que, diferentemente de outros bancos privados, tem uma função social. Mas a qualidade de seus serviços deixa muito a desejar. Para conservar esses novos clientes terá que melhorar muito seus serviços.
Finalmente, não concordamos com a decisão autoritária do governador, pois não se trata de aplicação de dinheiro público, mas de pagamento de salário. A opção deveria ser dada para qualquer agência bancária, seja de bancos públicos ou privados, inclusive o Itaú, onde depositam seus pagamentos muitos municípios e estados da Federação.
Para resolver esses problemas, a APP-Sindicato está sugerindo aos deputados projeto de lei dispondo que nas localidades onde não existem agências do Banco do Brasil (para os ativos) ou da Caixa Econômica (para os aposentados e pensionistas), que o pagamento dos servidores estaduais seja feito em agências de bancos existentes na localidade. Assim, certamente os problemas enfrentados pelos servidores ativos, aposentados e pensionistas seriam minimizados.
PALMO GERALDO FIDÉLIS DE LIMA é representante dos servidores públicos aposentados e pensionistas da APP-Sindicato (Associação dos Professores do Paraná) na ParanáPrevidência





