Lula e a ‘síndrome da incompetência’

Oscar Ivan Prux
  Na crise causada pelo presidente boliviano Evo Morales, que por decreto nacionalizou bens da Petrobras e de outras empresas brasileiras que possuem investimentos na Bolívia, o presidente Lula tem tido péssimo desempenho. Lula não teve reação firme e, em primeiro momento, absurdamente, chegou até a dar razão para Evo. Agora, tenta se justificar por alegações pífias de que mesmo o gás tendo seu preço elevado na Bolívia, não subirá para os consumidores brasileiros, argumentos típicos de quem não sabe o que fazer.
  Lula nunca foi preparado para enfrentar questões desse tipo e chegou ao que, no universo empresarial, se chama de ‘‘síndrome da incompetência’’. Ou seja, quando alguém demonstra capacidade é elogiado e promovido até que alcança cargo que está acima de seu potencial. Pois bem, ele sonhou em ser presidente do Brasil, tantas vezes tentou e com muita luta conseguiu, mas agora está querendo ir além do que pode.
  Infelizmente, tem a ilusão de vir a ser líder mundial partindo de uma base em movimentos sociais, tal como fez para chegar à Presidência. E nesse ponto se identifica com Evo Morales (que é manipulado pelo fanfarrão Hugo Chávez). A questão é que nesse caso ele precisa decidir se representa o povo brasileiro e defende os interesses nacionais na qualidade de presidente do Brasil ou se incorpora à figura de líder de movimentos sociais, cerrando fileiras com Evo Morales que também vem desses movimentos (diga-se, dos cocaleiros).
  E é diante desse dilema que Lula naufraga na síndrome da incompetência. Ele acredita que poderá ser líder de uma corrente social latino-americana de esquerda, que seria capaz de reformar a ordem mundial. Todavia, lhe falta competência. Nesse processo nacionalista implantado na Bolívia, empresas brasileiras estão sendo injustamente despojadas de investimentos e bens que adquiriram legitimamente. Contratos não estão sendo honrados e, na seqÜência, fazendeiros brasileiros radicados na Bolívia poderão ter suas terras confiscadas.
  O povo boliviano tem direito a não ser explorado por imperialistas e a ser dono de seus recursos naturais, porém as empresas brasileiras têm igual direito de não terem seus bens e investimentos confiscados. Então, que a Bolívia pague a conta de quem investiu para que ela pudesse encontrar e explorar o gás e o petróleo de seu subsolo (tecnologia que ela não tem e sempre precisou que fosse fornecida pela Petrobras). E mais, que respeite os contratos realizados corretamente de acordo com a legislação boliviana, que Evo Morales quer mudar agora para amanhã dizer que as empresas brasileiras estão fora da lei.
  Este é o momento de mostrar que o Brasil não é uma ‘‘republiqueta’’, mas sim, que sua natural liderança advém do tamanho continental de seu território e, principalmente, da pujança de sua economia, sendo que, pacificamente, pode retaliar por medidas econômicas, qualquer país que agrida direitos de empresas ou de cidadãos brasileiros. E assim deve fazer!
OSCAR IVAN PRUX é economista, professor de Direito e advogado em Apucarana



Jovem, o futuro da nação: que futuro?

Marcel Bataglia Gonçalves
  Desde que me conheço por gente ouço dizer que o jovem de hoje será o futuro da nação. Levando em consideração todas as teses, pensamentos e conceitos sobre esta afirmação, podemos dizer que literalmente eles serão o futuro. Mas que futuro os aguarda?
  O que se espera é um futuro promissor, uma nação que proporcione satisfação, alegria, momentos sem guerras, sem violência, sem corrupção, ou seja, um futuro que trará melhores condições de vida para um povo sofrido onde cada um terá orgulho de dizer: sou brasileiro. Vivemos hoje em uma época turbulenta onde o tumulto da revolta, da criminalidade, do preconceito, da mentira, da corrupção, do descaso dos poderes públicos com o povo, da inconformidade da tamanha riqueza que temos e não a utilizamos para o nosso próprio bem.
  Como podemos esperar um futuro digno para os jovens de hoje se muitos pais não conseguem educar seus filhos para o mundo que irão ingressar? Se os administradores de nossa nação (os políticos) não fazem questão de preocupar-se verdadeiramente com os interesses do povo sendo que, inúmeros impostos são pagos ao governo, e para quê? Simplesmente para alimentar seus desejos ambiciosos por dinheiro e sempre deixar seus ‘‘amados’’ eleitores na miséria, e até mesmo a mídia que corrompe as crianças e jovens com seu jeito influenciável de ser.
  Tenho dois exemplos que podem ser citados. Um é a recente tragédia que ocorreu no Rio de Janeiro no último dia 4 com o integrante da banda ‘‘Detonautas’’. O guitarrista Rodrigo Netto foi atingido por um disparo de arma de fogo ao ser assaltado no momento em que voltava para casa, deixando na amargura seus familiares, amigos e admiradores. O outro é mais próximo que vocês podem pensar: um homem que fazia serviços para a empresa em que trabalho também foi vítima do disparo de arma de fogo, mas aqui o crime foi causado por briga de favelas de Londrina. Uma vida foi tirada de um homem sem ao menos ter uma parcela de culpa. Que segurança terei quando for sair da minha própria casa?
  Talvez, um dia não seremos chamados a compor um campo de batalha em defesa de nossa querida pátria, mas com certeza seremos convidados constantemente a redobrar nossas atenções para com os jovens, os amigos, as atitudes em meio à sociedade e, finalmente, reunir nossas forças para dar um fim a todo esse tumulto que nos entristece cada dia mais.
MARCEL BATAGLIA GONÇALVES é estudante de Turismo no Centro Universitário Filadélfia (Unifil) em Londrina


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