Harry Prochet que te quero bela

Izaias Bitencourt Moraes
  A Avenida Harry Prochet nasceu da necessidade dos moradores das margens do Ribeirão Tucanos e dos distritos localizados ao sul de Londrina. Bonita, muito apreciada, inclusive com uma passagem obrigatória pela barragem do Lago Igapó, é inicialmente estreita no trecho denominado Rua Almeida Garret. A partir daí, torna-se mais larga, como se abrisse as entranhas dos bairros vizinhos para dizer: bem-vindos.
  Com o decorrer dos anos, naturalmente a estradinha de terra foi mudando e acolheu bairros às suas margens sem, entretanto, merecer os cuidados compatíveis com o seu porte. A manutenção do estreitamento da Almeida Garret, por exemplo, criou um gargalo, comportando um trânsito lento e de alto risco. A vida seguiu seu curso e, nos últimos anos, a avenida passou a crescer, a acomodar atividades comerciais. Primeiro uma panificadora, depois um posto de combustível, a Associação Médica, a Leal Master, o Rotary e hoje diversas empresas estão ali, firmes, acreditando na maturidade da Prochet.
  Foi um processo interessante, onde a via, algo inerte, foi adquirindo vida, pujança e personalidade. Personalidade? Sim, o caráter e a valentia das pessoas dirigentes dos negócios e das atividades empresariais do local. Hoje, preocupa a comunidade a necessidade de uma injeção vitamínica para fortalecer a avenida naquilo que é sua missão: comportar o tráfego. Não mais de pessoas, cavalos e carroças, mas de automóveis, vãs, ônibus e caminhões contendo carregamentos vários para destinos diversos, como alunos das universidades, moradores de bairros e distritos e carga das transportadoras. O organismo sobrecarregou-se e está doente.
  Esta sobrecarga tem sido comprovada por estudos técnicos de tráfego e pelos inúmeros acidentes ocorridos. Dias atrás, inclusive, mais um. Um ciclista foi atropelado. A Harry Prochet cuja vocação é ser bela e acolhedora, manchou-se de sangue. Sangue da cabeça de um trabalhador tolhido em sua jornada diária em busca do pão indispensável à sua família. Não é essa, sem dúvida a Prochet almejada pela comunidade.
  Entretanto, a receita está pronta. Na prateleira da Secretaria de Obras da Prefeitura de Londrina dorme um projeto de revitalização para restabelecer as condições de normalidade e de convivência dos diversos usuários. Os recursos também existem, segundo diversas declarações de secretários e do próprio prefeito Nedson Micheleti.
  Ora, o que esperamos? Alguma ocorrência mais grave? Acredito que não. A comunidade espera confiante o início e a conclusão dos trabalhos, certos de que será uma nova etapa de desenvolvimento, de empregos e de segurança, iniciando uma nova etapa da Harry Prochet.
IZAIAS BITENCOURT MORAES é presidente da Associação de Moradores dos Jardins Alcântara, Vale do Reno e proximidades



...‘É o que vocês vieram fazer’

Walmor Macarini
  Mensagens atuais de Jesus, enviadas por via de canais terrenos, que são os profetas destes tempos – e não por incorporação, pois isto seria impossível tratando-se de uma divindade de tanta luz – robustecem o que ele mesmo disse quando aqui esteve. Ou seja, que cada ser humano é tanto o criador como a criatura (‘‘o que eu faço vós também o fareis, e ainda melhor’’), e que quando falou isto não podia ainda ser entendido.
  Mesmo assim muitos de seus ensinamentos – afirma – não foram compreendidos, que suas palavras sofreram distorções e isto foi acontecendo cada vez mais, à medida que sua história era recontada. São dele as palavras de que, em seu nome, fundaram-se muitas religiões, ‘‘mas nenhuma delas capacitou a humanidade’’. Elas apenas exerceram ‘‘um controle de consciência de massa’’.
  ‘‘Vim a vocês – ele diz – como irmão e, pela distorção, fui elevado a único filho do Pai e do qual vocês podiam se aproximar somente através de mim. Esse ensinamento os separou ainda mais de sua própria divindade, e a ilusão floresceu’’.
  Mas Jesus lembra, nessa mensagem, que cada qual ainda pode recuperar esse poder. Complementa que isso não significa a negação do Pai e sim o reconhecimento da divindade em cada um. Portanto, a afirmação do Pai. Porque, como diz, todos guardam dentro de si ‘‘a energia do avatar’’. Jesus era um avatar, o que quer dizer a descida de uma divindade em forma humana. Significando que, não obstante os desvios terrenos, cada ser é divino em sua essência.
  Avatar é ‘‘aquele que vem trazer luz para o mundo’’. ‘‘É o que eu vim fazer – diz o Mestre – e é o que vocês vieram fazer’’. Repita-se: ‘‘É o que vocês vieram fazer’’. Escritos da sabedoria pouco revelada também afirmam que o homem veio para divinizar a Terra’’. E se tantas turbulências existem, isto não inqualifica a obra, porque ela também se vale de provações purificadoras.
  ‘‘O verdadeiro papel da humanidade nunca foi totalmente entendido’’ (por ela própria) – são recentes palavras de Jesus. ‘‘Muitos mundos se beneficiarão do drama de polaridade que se desenrola aqui, mundos que vocês representam, mundos aos quais vocês serviram e dentro dos quais continuam a atuar, mesmo enquanto estamos juntos neste’’. Porque ‘‘a consciência do Pai é vasta, penetrante, e se expande constantemente’’.
  Jesus declara que a consciência da humanidade terrena também se expande – e ele se junta ao dizer ‘‘nossa consciência’’, portanto inclui-se. ‘‘Porque tudo é uma só consciência‘‘.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


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