A ocasião faz a eleição

Thiago Ruiz
  Em tempos de crise política o Congresso Nacional aprovou projeto de lei de autoria do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), o qual dispõe sobre o processo eleitoral. Trata-se de uma mini-reforma com o escopo de tornar as campanhas mais baratas, impedir que candidatos concorram em desigualdades de condições e objetiva maior transparência nas prestações de contas eleitorais. Não é novidade que nosso Legislativo produz normas ‘‘a toque de caixa’’, convergindo as incontáveis normas em um amálgama de leis obsoletas e inaplicáveis. Leis que decorrem de situações críticas emergentes que maculam o cenário nacional. Leis de ocasião. Desta vez não é diferente, trata-se de uma resposta à crise política.
  De certo modo, haverá uma evolução na legislação eleitoral, amenizando determinadas avacalhações gerais durante o processo eleitoral. Entre as principais mudanças está a fixação de limites de gastos de campanha e o uso de conta bancária específica que registrará todo o movimento financeiro da campanha. Ainda, segundo o projeto, o tesoureiro torna-se co-responsável (junto ao candidato) pela veracidade das informações financeiras e contábeis da campanha, que deverão estar discriminadas na internet.
  A poluição visual recebeu merecidas sanções, principalmente, em relação à proibição de outdoors, propaganda em postes, viadutos, etc., nos bens de uso comum ou que dependa de cessão do poder público. Igualmente, será vedada a confecção de bonés, camisetas, entre outros brindes. O projeto também proíbe o showmício, ou seja, a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício.
  Por outro lado, o presidente da República, aduzindo ser prejudicial à democracia, vetou dispositivo do projeto que apenas permitia a gravação de programas de televisão e rádio em estúdio, vedada as gravações externas, o uso de montagens e computação gráfica.
  Na seara dos crimes eleitorais, o projeto de lei instituiu como delito o ato de imputar falsamente a candidato conduta que seja vedada na lei eleitoral, buscando, assim, proteger a concorrência leal entre os candidatos. Em relação aos crimes contra a honra estabelece o projeto de lei a forma qualificada em razão de ofensa veiculada através da internet. Ocorre que estes delitos sucumbiram diante do crivo do presidente da República. Agora, no prazo de 30 dias o Congresso pode rejeitar, por maioria absoluta, o veto presidencial.
  Sobretudo, a referida reforma é parcial, insuficiente, o país necessita é de uma profunda reforma política. Certamente, em respeito ao princípio da anterioridade, conforme já sinalizou o minutos o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio, a nova norma somente obterá vigência nas eleições de 2008. Agora, já em relação à eficácia, quem sabe no pleito de 8002.
THIAGO RUIZ é advogado em Londrina


Líder ou chefe, o que você é?

Angelo Luiz Orcelli
  Muita gente acha que o mundo está mudando e aí começa o engano das pessoas. O mundo não está mudando, o mundo já mudou. Os conceitos de que o comando era exercido pelo chefe, deu lugar a um conceito que nada tem de novo apenas passou a ser percebido e adotado pelas pessoas de sucesso.
  Liderar é a habilidade de influenciar pessoas a executar com entusiasmo tarefas para atingirem objetivos identificados como sendo para o bem comum. Habilidade é simplesmente uma capacidade adquirida, por isso podemos afirmar que liderança é uma habilidade que pode ser aprendida e desenvolvida por alguém que tenha o desejo e pratique as ações adequadas.
  O líder conhece sobre comportamento humano, percebe que a harmonia no ambiente onde vive (seja no lar, no trabalho ou no lazer) começa com ele, sabe que as pessoas são seres diferentes e, portanto, devem ser tratadas e aceitas como diferentes, sabe reconhecer e elogiar as habilidades dos outros. O grande líder tem a capacidade de construir relacionamentos saudáveis.
  O chefe não conhece nem mesmo seu próprio comportamento. É altamente carente e faz de tudo para os outros reconhecerem nele as habilidades que julga ter. Está sempre a procura de um culpado para seus resultados negativos, julga como responsabilidade de todos a desarmonia no ambiente onde vive, impõe-se pelo poder, muitas vezes usando de violência física ou psicológica.
  Você já pensou em fazer um balanço entre seu lado chefe e seu lado líder? Como é seu comportamento junto à sua família? Como é seu comportamento no seu ambiente de trabalho? Como é seu comportamento com você mesmo? Você sente que sabe nortear o comportamento de seus filhos e promover a harmonia no lar? Você sente prazer no seu trabalho, se sente respeitado e admirado? Você conhece o comportamento humano? Sabe como promover mudanças eficazes? Você conhece o princípio de domínio de seu estado emocional e como fazê-lo? Você é líder? Parabéns.
  Você é chefe? Agora que já sabe que é chefe e não líder, não pode ficar preso à síndrome da ‘‘Gabriela’’ (‘‘Eu nasci assim, eu cresci assim...’’). Mude, busque a felicidade sua e das pessoas à sua volta, faça-se admirado e não apenas aceito. Só resta mudar, aprendendo, pois tudo na vida pode ser conquistado basta acreditar e agir com as ferramentas certas, a sua felicidade só depende de você.
ANGELO LUIZ ORCELLI é graduado em Administração de Empresas, consultor master practitioner com PNL e empresário na área metal mecânica em Cambé


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