Desabafo de uma mãe

Vera Lúcia Poeiras Assunção Salle

Este é o desabafo de uma mãe, não sofredora, mas de uma mãe que graças a Deus teve a bênção de vir de um lar sólido e de bons exemplos. Teve a sabedoria e o privilégio de criar seus filhos e dizer, estou sendo vencedora. Vencedora, porque a maior alegria de uma mãe é saber que os seus filhos estão trilhando o caminho do bem, do sucesso moral e espiritual. Por outro lado, é uma mãe que está muito preocupada com os filhos dos seus próximos.

Quantos relatos tristes vemos pela TV, lemos pelo jornal, e o pior, presenciamos a agonia e incapacidade de agir dos nossos amigos pais. O meu relacionamento pessoal é pequeno, mas presenciei só no ano que passou três adolescentes que foram executados a tiros, mortos pela metralhadora infalível das drogas. Acompanhei o sofrimento dessas famílias que lutaram com tantas dificuldades financeiras para criar seus filhos e no fim as drogas venceram.

Fico pensando numa solução para as nossas crianças, que quando percebemos já estão envolvidos na situação e não conseguem voltar mais. Abrem tantas instituições para crianças drogadas e a recuperação às vezes não é o que se esperava, e cada vez mais e mais drogas diferentes estão dentro do nosso lar.

É hora de nós, mães, revermos os nossos conceitos. Será que o bem material é tão importante na educação dos nossos filhos? Será que precisamos trabalhar tanto, enquanto nossos filhos ficam por conta de creches, babás, avós e até estranhos?

A mulher não foi escolhida para ser a reprodutora da espécie por acaso. Só ela é capaz de segurar uma gravidez com tanta honradez, passar pelas dores do parto, e ter a emoção maior do mundo que é a de ver saindo de dentro do seu ventre um ser tão perfeito. A nossa tarefa no mundo é muito mais importante que a de um político, de um empresário, ou de qualquer outro homem.

Cabe a nós, mulheres, acharmos uma solução sensata, digna e de resultados positivos e definitivos. A obrigação de salvarmos as crianças é nossa. E nós sabemos da grande força que uma mulher tem, que ela não abandona uma luta pela metade. Vamos nos unir e prepararmos um futuro brilhante para nossas crianças, porque o retorno gratificante também será nosso.

VERA LÚCIA POEIRAS ASSUNÇÃO SALLE é psicóloga em Londrina



UEL para todos

Félix Ribeiro e José Roberto Hoffmann

Passada a primeira etapa da eleição na UEL, queremos agradecer pela oportunidade de discutirmos, em alto nível, propostas pelo bem da instituição enquanto candidatos à reitoria. Compreendemos e respeitamos os que assumiram compromissos com os outros candidatos. A luta pela universidade continua, e entendemos que seja qual for a chapa vencedora, reafirmamos nossos compromissos e nossos propósitos em ajudar a UEL a voltar a ser uma referência nacional. Uma instituição de ensino de ponta, onde o aluno tenha uma visão crítica e consciente e que seja atualizado e preparado para competir com vantagens na árdua disputa do mercado de trabalho. Queremos ver a universidade onde a pesquisa seja de qualidade, e a pós-graduação, respeitada, em sintonia com as necessidades da comunidade.

Queremos também, que a extensão tenha braços longos para poder envolver as comunidades externa e interna à instituição. Queremos que os projetos tenham a participação de todos desde a sua concepção, e que tanto emissores como receptores sejam beneficiados pelas atividades. Queremos ainda, que a universidade tenha um grande projeto de responsabilidade social, abrindo suas portas para a comunidade que a mantém. Que os estágios não sejam mais interpretados como mão-de-obra barata, mostrando tanto ao aluno como aos empresários a importância de um relacionamento sadio, entre a instituição e o empresariado. Aspiramos o resgate da auto-estima da comunidade universitária, onde a segurança e a manutenção sejam prioridades para integridade física e para a vida da família universitária. Um campus bonito, limpo e bem cuidado, com acessibilidade aos portadores de deficiência.

Queremos ver os centros acadêmicos participando das discussões na base para fortalecimento do processo democrático. Seremos intransigentes em nossas reivindicações pela transferência da Clínica Odontológica para o campus e que, o HU e o HC tenham sua real importância reconhecida, pela autonomia e independência da instituição, integrados porém à UEL e pela implantação de ouvidorias descentralizadas administração itinerante.

Pretendemos ver os professores e funcionários respeitados. Que as horas extras trabalhadas sejam realmente compensadas ou remuneradas como determina a lei. Que haja incentivo e a flexibilização para a capacitação dos funcionários, visando o atendimento das exigências do PCCS. Que os cargos de chefias sejam ocupados por pessoas capacitadas e entrosadas com os setores específicos. Queremos que haja reposição dos quadros funcionais e uma urgente equiparação salarial com as demais instituições públicas de ensino superior do país. Almejamos uma UEL para todos, onde professores, alunos, funcionários e a população sejam contemplados, e que todos se sintam orgulhosos de nossa querida Universidade Estadual de Londrina, que tanto amamos e vimos nascer e crescer.

Finalmente, desejamos aos eleitos (reitor e vice-reitor), muita sorte, competência e coragem para bem administrar nossa universidade, com enorme acúmulo de demandas, sugerindo que os mesmos percorram bastante todas os setores da UEL, pois somente assim poderão conhecer as reais dimensões dos problemas de nossa instituição.

FÉLIX RIBEIRO e JOSÉ ROBERTO HOFFMANN são candidatos derrotados no primeiro turno da eleição para reitor da Universidade Estadual de Londrina

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