ESPAÇO ABERTO
Movimento pela ética na política
René Ariel Dotti
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançaram segunda-feira passada a campanha de combate à corrupção eleitoral. A idéia consiste no estímulo à população para denunciar candidatos e partidos que cometerem abusos na propaganda e nas eleições. Qualquer eleitor poderá fazer reclamações nos comitês instalados nas seções estaduais da OAB e nas paróquias existentes no país. Esse movimento contra os desvios da política chega à quarta edição prestigiado por mais de 20 entidades. Durante a cerimônia de lançamento, na sede da OAB em Brasília, o ministro César Asfor Rocha, coordenador-geral da Justiça Eleitoral, afirmou que a partir da lei resultante da iniciativa, surgiram instrumentos eficazes para que a Justiça possa conduzir melhor o controle das campanhas a salvo de abuso de poder e corrupção.
A difusão de advertências e conselhos sobre a importância da ética na política é uma das expressões da cidadania, um dos fundamentos da República, ao lado da soberania, da dignidade humana, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e do pluralismo. O voto, no dizer antológico do imortal José de Alencar, não é somente um direito político do cidadão; é uma fração da soberania nacional.
O cidadão que paga impostos e cumpre as obrigações tem não somente o direito como o dever de escolher representantes dignos para os parlamentos e os governos. Deve participar diretamente ou através de seus mandatários das decisões relevantes da administração pública. A cidadania é um conjunto de direitos e deveres que liga as pessoas a uma entidade política que existe para atender as demandas públicas.
Além do líder nacional da OAB, Roberto Busato, que tem proclamado a importância fundamental da ética na política, outra voz autorizada é a do presidente da CNBB, dom Geraldo Majella. Em matéria assinada pela jornalista Lígia Formenti, da Agência Estado, ele afirmou, alto e bom som, que o País vive a perplexidade. E referindo-se aos desvios de conduta de parlamentares e administradores públicos, completou: É preciso acabar com essa farsa. E o julgamento não pode ser efeito apenas pelos tribunais, mas também pelo povo. Para ele, as eleições serão um importante instrumento para que se proscreva atitudes que não são feitas para alcançar um bem comum, mas que procuram, sim, atender apenas grupos de seus interesses.
Essas ponderações e advertências harmonizam-se com as preocupações transmitidas ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, pelo movimento Da indignação à ação. Entre as propostas entregues pelos seus dirigentes, constam as seguintes: a) O TSE deve divulgar pela televisão e pela Internet as principais espécies de infrações para inteirar a sociedade acerca do que é ilícito; b) A criação de um disque-denúncia nos Tribunais Regionais Eleitorais; c) A assistência jurídica para eleitores. Essas e outras iniciativas darão resultados se os eleitores exercerem, cada vez mais, os direitos de cidadãos. Uma série de atitudes positivas em múltiplas frentes assim como ocorreu a partir do final dos anos setenta com o nascimento da consciência ecológica.
RENÉ ARIEL DOTTI é advogado e professor universitário em Curitiba
O que atrai as mulheres
Moacir Costa
Até pouco tempo, músculos definidos e fortes eram sinais que diferenciavam homens e mulheres. Mas o que seduz as mulheres? Personalidade, caráter, honestidade, sensibilidade e senso de humor exercem um poder incrível sobre elas. Para entender esse processo de atração sexual, é preciso levar em conta o papel fundamental das expectativas culturais. Por exemplo: um homem com os braços tatuados e músculos avantajados, pode despertar desejo entre mulheres de determinadas culturas, enquanto outras demonstrarão até repulsa.
É que as tatuagens, muito em moda para certos grupos reforçam idéia de coragem e virilidade, enquanto para outros não tem significado. Basta pensarmos que nos idos de 1800 era importante que o homem tivesse maneiras quase femininas, usasse peruca de longos cachos e sapatos de salto alto. Hoje esse homem de séculos passados só não causaria espanto num desfile de carnaval.
Mas há uma questão que faz parte da evolução humana e que nos ajuda a entender muita coisa. Nos tempos pré-históricos, os homens foram caçadores, e por isso mesmo desenvolveram a musculatura e ganharam braços mais fortes; enquanto as mulheres, em função da gravidez e do parto, desenvolveram quadris largos, seios maiores e depósitos de gordura em determinadas áreas do corpo. Eles tinham o físico do caçador, elas tinham o corpo de quem ia gerar e amamentar os filhos. Isso está mudando nos dias atuais.
As diferenças entre os sexos estabeleceram padrões de comportamento e de convivência. Mas hoje percebemos que a aparência física em si não é tão fundamental para a excitação das mulheres. O homem, hoje ainda é atraído pelo bumbum, seios, aspecto físico, mas já valoriza a inteligência e a participação da mulher na sociedade. Para a mulher, o que chama atenção são as qualidades. Elas procuram homens confiáveis, leais e bem colocados profissionalmente.
Homem excitante é o que demonstra afeto, que se desdobra em atenções. O corpo masculino simboliza mais a proteção e o conforto do que a aparência em si. Tanto é verdade que a mulher que tem necessidade forte de ser protegida, acaba sendo atraída por um homem mais velho, que é sinônimo de poder, autoconfiança e maturidade. Estudos mostram que o homem bem-sucedido nas conquistas, além de dizer coisas interessantes, sabe ouvir com atenção, tem senso de humor, é divertido e sincero. Essas características indicam um homem mais centrado e tranqüilo, ao mesmo tempo determinado e confrontador quando necessário, capaz de criar um clima sensual, despertar o desejo e garantir uma vida sexual mais gratificante.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo





