ESPAÇO ABERTO
Uso recreativo de remédio
Moacir Costa
É sabido que o brasileiro se automedica com freqüência, a ponto de ter em casa sua pequena farmácia, e diante de qualquer dor ou desconforto corre em busca de remédios. Isso na maioria das vezes sem orientação médica .
Nos últimos 8 anos, com o surgimento desses medicamentos que devolvem ao homem a potência que desapareceu em virtude do excesso de bebedeira, brigas conjugais, depressão, complicações do diabetes, hipertensão arterial e outros males, têm sido polêmico o fato de muitos homens, principalmente os mais jovens, exaltarem o efeito e o uso desses medicamentos. Inicialmente surgiram o Viagra e o Levitra, com efeitos semelhantes e com ação de 5 horas e mais recentemente o Cialis com um tempo de ação bem mais prolongado (até 36 horas), permitindo que o sexo seja experimentado de forma menos apressada e mais espontânea, garantindo o prazer.
É sempre bom lembrar que os mais jovens são curiosos em encontrar novas formas de viver e se relacionar. Estão sempre dispostos a enfrentar novos desafios e confrontações, como meio de provar a sua virilidade e capacidade de conquista.
Recentemente, uma pesquisa do Instituto DataFolha realizada com mais de 2000 pessoas, mostrou que a maioria delas (80%) tem preocupação com o desempenho na hora H, e apenas 2% fazem uso recreativo desses medicamentos. A constatação é que muitos homens apesar de contar sempre vantagens, se mostram sexualmente inseguros e ansiosos na intimidade. A comprovação desses dados tem sido observada em pesquisas realizadas em países desenvolvidos (Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Canadá), inclusive no Brasil, através da Fiocruz que mostra que 48% dos homens entre 40 e 70 anos, apresentam algum grau de insegurança ou disfunção erétil, ou seja, quase metade dos homens acima dos 40 anos apresenta dificuldades sexuais.
O melhor que esses homens têm a fazer é conversar mais com suas parceiras e com seu médico, pois 59% deles evitam falar de sexo durante a consulta e cuidar mais da sua saúde, procurando fazer periodicamente após os 45 anos, exames preventivos principalmente do coração e da próstata.
Por outro lado, dedicar-se mais às atividades físicas, praticando esportes e exercícios físicos aumentam o bem-estar. Não esquecer que o lazer, diversão, boa música, dança e o namoro independente da idade, revigoram a estima pessoal e melhora o convívio com a parceira. O uso desses medicamentos, segundo a pesquisa DataFolha, melhora o desempenho sexual em 70% dos casais, e sua qualidade de vida. Isso é uma boa notícia para milhões de brasileiros.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo
Uma alternativa à incontinência urinária
Edine Kawano Kitahara
Quando ouvimos falar em fisioterapia, logo pensamos em tratamento para dor na coluna, joelho, etc. E tratamento fisioterapêutico para incontinência urinária? A fisioterapia uroginecológica vem difundindo-se cada vez mais, sendo um método inovador e com técnicas atualizadas que são muito utilizadas na França.
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Um problema que atinge 9% da população feminina e 5% da população masculina em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A incontinência urinária é muitas vezes erroneamente interpretada como parte natural do envelhecimento e, por isso, muitas pessoas não procuram ajuda. Mas quem não fica constrangido em ter que muitas vezes utilizar protetores, não praticar a atividade física que gosta por medo de perder urina na roupa e ficar com o cheiro forte de urina perto de outras pessoas?
A incontinência urinária mais freqüente é a perda de urina nos esforços como espirrar, tossir, levantar da cama ou quando se faz algum outro tipo de esforço. Estas perdas são devido à hipermobilidade da uretra e/ou insuficiência esfincteriana.
A fisioterapia uroginecológica utiliza várias técnicas para alcançar dois objetivos principais: restabelecer a continência e prevenir as deteriorações da estática pélvica na mulher, que são a maioria. Mas também crianças e homens que foram submetidos à cirurgia de próstata podem sofrer com as perdas de urina.
É muito importante uma avaliação específica para determinarmos qual o tipo de incontinência e a melhor conduta fisioterapêutica.
A fisioterapia utiliza várias técnicas como orientações verbais para mudanças comportamentais relacionadas à micção, trabalho manual, eletroestimulação para fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, cinesioterapia (exercícios ativos específicos) e o biofeedback que é um equipamento eletrônico para revelar ao paciente, de maneira contínua e instantânea, alguns acontecimentos fisiológicos internos normais ou anormais em forma de sinais visuais ou auditivos.
A fisioterapia uroginecológica quase não tem contra-indicação e é uma nova alternativa de tratamento conservador.
EDINE KAWANO KITAHARA é fisioterapeuta especialista em uroginecologia em Londrina





