Sexo seguro e com prazer

Moacir Costa
  O uso da camisinha sempre foi motivo de dúvidas e polêmicas, se ela funciona ou não como proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, se diminui ou não o prazer sexual.
  Primeiramente quero garantir que é um método extremamente seguro. E, o que é melhor, pode ser encontrada em qualquer farmácia, supermercado, empório e até posto de gasolina. Sua maior qualidade é evitar as doenças que são transmitidas através de contato sexual, como a AIDS ou a hepatite C. A camisinha também funciona para se evitar uma gravidez não desejada. Para que funcione, é preciso tomar todo o cuidado para que não vaze.
  Em primeiro lugar, ao vesti-la, é necessário torcer a sua ponta para esvaziar o ar. Em segundo, é importante que se desenrole a camisinha no próprio pênis, mas só quando ele estiver ereto, para não atrapalhar a colocação. Em terceiro, sempre se deve deixar uma folga na sua ponta, para caber o sêmen que ali será depositado. Em quarto lugar, é importante retirar o pênis do canal vaginal quando ainda estiver rígido, segurando as bordas da camisinha para impedir o escoamento do esperma. E, por fim, só se pode utilizá-la uma vez, jogando-a fora em seguida. Se você repetir a dose e mantiver uma segunda relação, use uma camisinha nova, seguindo as instruções de colocação.
  Quanto à questão do prazer, acho que ele não diminui com o uso da camisinha. Alguns casais dizem que ela diminui a sensibilidade, tanto da vagina quanto do pênis, porque impede o contato direto com a pele e com as mucosas. Mesmo que isso acontecesse, é muito pequena a perda de sensibilidade. Em compensação, é muito grande a segurança que ela proporciona: acaba com o medo de uma gravidez indesejável ou de uma doença. E como o prazer sexual é intensificado também por carícias e beijos pelo corpo todo, o prazer está bem garantido.
  Outra discussão a respeito dela é se é ou não confiável como método anticoncepcional. Se for bem colocada, funciona e não quebra o clima erótico, pois com segurança o casal pode se soltar muito mais. Esse mito de que usar camisinha é como chupar bala com papel, é uma crítica infundada, é sinal de falta de maturidade emocional e de irresponsabilidade nesses tempos que exigem um sexo seguro.
  Finalmente, é importante salientar que muitos homens não usam camisinha por medo de perder a ereção. A falta de tranqüilidade no momento de colocá-la, quebra o clima erótico e a excitação diminui, reduzindo a ereção. É fundamental pedir a ajuda da parceira para a colocação da camisinha, fazendo desse momento um motivo de brincadeira, evitando a quebra do clima sensual e erótico.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo e mantém um serviço gratuito de esclarecimento de dúvidas sobre sexo pelo 0800-770-6543. Mais informações pelo site: www.projetoamarbem.com.br


Ensino técnico volta ao nível médio

Moisés Pedro Betoni
  Temos o prazer de ser porta-vozes de uma importante notícia para os jovens e para todos aqueles que vêem a inovação tecnológica como diretriz econômica regional de grande futuro.
  A notícia é esta: após 10 anos sobrevivendo com dificuldades como ‘‘pós-médio’’, o ensino técnico volta a ser oferecido no nível médio, isto é, tornou-se novamente uma opção profissionalizante que está ao alcance dos jovens ao término da 8ª série do Ensino Fundamental.
  É uma mudança muito significativa. Como ‘‘pós-médio’’, o ensino técnico tinha que disputar a preferência dos alunos com o ensino superior – e perdia, devido à idéia generalizada de que um diploma de faculdade é capaz, por si só, de assegurar uma carreira de sucesso.
  Trata-se de uma ilusão, logicamente. No entanto, o Brasil deixava de formar o pessoal necessário, de nível médio, para colaborar na implementação e manutenção de tantos equipamentos que representam inovações tecnológicas capazes de produzir avanços econômicos e sociais. Sem contar que a formação técnica de nível médio custa menos (comparada com o ensino superior) e é uma quase garantia de bons empregos.
  Essas distorções acabam de ser corrigidas. Nova legislação permite que o ensino técnico seja concomitante ao ensino médio, criando-se, assim, o ensino integrado, com duração de quatro anos, no qual a formação básica do Ensino Médio é oferecida simultaneamente à formação técnica.
  Qualquer instituição pode adotar essa fórmula. Nós, da Funtel/Colégio Ipolon, já adotamos, em nossos três cursos: Técnico em Eletrônica Industrial, Técnico em Eletroeletrônica Industrial e Técnico em Informática Industrial.
  Agora, com apenas 18 anos, o aluno estará pronto para seguir uma carreira profissional em áreas de grande demanda, mas também estará ‘‘na idade certa’’ para cursar uma faculdade, se for este o seu desejo.
  São mudanças relevantes, que nos entusiasmam e valorizam o nosso esforço de 37 anos formando técnicos para o desenvolvimento de Londrina. A Funtel é uma fundação municipal criada especificamente para esse fim. Já diplomamos mais de 3.000 profissionais, dos quais, para nosso orgulho, 85% estão atuando na área para a qual se formaram, conforme pesquisa que fizemos em setembro de 2005 com uma expressiva amostra de 400 ex-alunos.
  Acreditamos que outras instituições com o mesmo perfil da nossa possam seguir o mesmo caminho, oferecendo o ensino integrado. Quem tem a ganhar é o Brasil.
Moisés Pedro Betoni é superintendente da Fundação do Ensino Técnico de Londrina – Funtel/Colégio Ipolon


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