ESPAÇO ABERTO
Deficiência hormonal e reposição
Moacir Costa
A deficiência androgênica acomete um percentual elevado de homens após os 65 anos. É natural a diminuição de testosterona no processo de envelhecimento que se manifesta de forma lenta e progressiva. O sintoma que mais chama a atenção e preocupa os homens é a sensação de indiferença e apatia sexual.
Esses homens mostram-se perplexos e às vezes indignados pelo fato de já terem experimentado uma vida sexual bastante ativa, o que sempre foi motivo de orgulho e satisfação.
Essa redução do interesse sexual se agrava com o estado de tristeza e depressão, em decorrência de problemas de saúde, financeiros ou familiares, bastante comuns nessa fase da vida.
Nesse período, começam a ocorrer dificuldades em lembrar do nome das pessoas e outros esquecimentos corriqueiros, com redução da massa muscular e sensação de cansaço constante e insônia.
O uso de tranqüilizantes e anti-depressivos tem sido crescente nessa fase da vida e isso passa a ser um novo agravante para a função sexual, com redução da potência e dificuldade em manter a ereção. Esses homens evitam conversar sobre seus problemas e muitos deles se mostram envergonhados e se retraem socialmente. A qualidade do relacionamento conjugal e da vida pessoal entra em declínio.
As chances de recuperar a auto-confiança e as necessárias trocas afetivas ficam difíceis e deixam de ocorrer, agravadas com a ausência de contato físico e afetivo, principalmente no campo sexual e erótico.
A avaliação médica e o apoio psicológico são imprescindíveis para encorajar esses homens a buscar tratamento. A reposição de testosterona tem sido mais freqüente, mas deve ser acompanhada pelo médico e a retomada do desejo melhora bastante a auto-estima e a vida amorosa.
O uso desses novos medicamentos para restauração da confiança e da potência sexual tem sido bastante oportuno, pois os efeitos colaterais desses medicamentos são discretos e o tempo de ação, do mais recente deles, é bastante duradouro (até 36 horas), o que possibilita a retomada da vida íntima num clima de descontração e maior vibração sexual.
Por mais que seja o envelhecimento um fator de limitação, a medicina tem evoluído de forma tão satisfatória que tem sido possível envelhecer com bem estar e desfrutar melhor da vida em todos os setores, inclusive no sexual.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo e mantém um serviço gratuito de esclarecimento de dúvidas sobre sexo pelo 0800-770-6543. Mais informações pelo site: www.projetoamarbem.com.br
Vamos ler jornais?
João Luís Almeida Machado
Época de férias escolares, época de o professor repensar seu método de ensino. O que pode melhorar? Além das possibilidades da TV, dos filmes, das histórias em quadrinhos e das artes em geral, uma ótima opção é trabalhar em sala de aula com jornais e revistas. É um recurso que está ao alcance de educadores e estudantes, mas ainda pouco explorado. Hoje, com o avanço dos meios de informação eletrônicos e da Internet sobre a imprensa escrita, é fundamental a sua utilização. Induz mais ao raciocínio e facilita o aprendizado da arte de escrever.
Os professores devem estar atentos para o fato de que o jornal de ontem pode ser muito bem aproveitado no dia seguinte ou mesmo muito tempo depois. O que é considerado velho pela maioria das pessoas é um valioso manancial de textos, imagens, anúncios, quadrinhos, charges, gráficos e tabelas para pesquisa nas mais diversas áreas.
O primeiro, e mais importante, passo para a realização de qualquer atividade relacionada a esses recursos é o próprio professor ler jornais e revistas regularmente e, na medida do possível, sempre que encontrar notícias relacionadas a sua área de atuação, guardar o artigo, criar um arquivo, reservar o material para uso futuro. Uma outra prática imprescindível para que um projeto dessa natureza funcione é a coleta freqüente de mais revistas e jornais pela escola, trabalho esse que pode ser coordenado pelos próprios professores e alunos.
A comunidade acadêmica também deve incentivar as doações à escola, inclusive com campanhas no bairro ou região. Praticamente todas as editorias de jornais e revistas podem ser aproveitadas. Fotos, desenhos, designs gráficos, notícias, tabelas e até mesmo as publicidades encontradas podem render aulas e mais aulas. E o mais importante, a uso desse material captura a atenção dos alunos de forma impressionante, desde que o planejamento e a condução sejam bem executados.
Os ensinamentos do professor nas várias disciplinas podem ser detalhados e complementados com artigos, imagens ou qualquer outro recurso disponível em jornais e revistas. Há publicações diversas, tratando de temas como ciência, história, cultura, arquitetura, geografia, economia, relações humanas... Entre os jornais, há os suplementos de cultura, os cadernos dedicados a trabalhos com crianças, os quadrinhos, os artigos de economia, política, esportes, as palavras cruzadas, os comentários sobre livros e filmes, notícias sobre ciência e educação...
Criar novas formas de aprendizado, estimular a leitura e promover o debate entre os estudantes é também tarefa do professor. Trata-se de uma experiência inesquecível para a maioria dos alunos, pois lhes permite repensar conteúdos, articular argumentos, compor textos explicativos e, posteriormente, até mesmo editar o material trabalhado em sala de aula no laboratório de informática da escola. Teremos assim indivíduos capacitados para enfrentar as grandes questões que surgem no mundo globalizado e um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.
JOÃO LUÍS ALMEIDA MACHADO é mestre em Educação, Arte e História da Cultura e editor do Portal Planeta Educação, da Futurekids do Brasil
- Os artigos devem ter, no máximo, 30 linhas. Os artigos publicados não refletem, necessariamente, a opinião do jornal. [email protected].





