ESPAÇO ABERTO
Sucesso de uma empresa
Luís Flávio Pierri
Nos últimos anos, a Tecnologia da Informação passou por constantes transformações. Neste período, fomos privilegiados por sermos testemunhas de diversas evoluções e, hoje, a tecnologia é um dos mais importantes aliados e facilitadores do nosso dia-a-dia, tanto em se tratando de tarefas profissionais quanto pessoais.
No entanto, todas essas mudanças não foram suficientes para que deixássemos de nos preocupar com um fator fundamental: a vulnerabilidade desta tecnologia perante riscos externos como distúrbios elétricos e interferência de hackers.
As empresas não podem ignorar esta realidade. De forma alguma podem estar expostas a estas ameaças, nem vulneráveis ao risco de sofrerem danos naquilo que é considerado um dos seus maiores patrimônios: os documentos. Muitos deles são estratégicos e fundamentais para o bom andamento dos negócios das companhias.
Os dados armazenados em um computador são extremamente importantes, porque é lá que o capital intelectual de uma organização, ou seja, as idéias geradas e registradas pelos profissionais, ficam armazenadas. Além disso, as interferências externas podem gerar grandes perdas financeiras, já que um minuto de sistema fora do ar ou parado gera um prejuízo muito maior do que podemos imaginar.
A manutenção das condições físicas dos equipamentos de uma rede, essencial para o bom funcionamento de um ambiente empresarial, também é assegurada pelos no-breaks. A importante missão de resguardar os computadores, equipamentos cuja ausência causa uma série de danos mesmo que por um período curto, é desempenhada por estes equipamentos de segurança.
Todo este cenário fez com que os no-breaks, equipamentos desenvolvidos para cada vez mais trazer recursos que garantam as informações de servidores e estações de trabalho, se tornassem obrigatórios e fundamentais no planejamento de segurança das empresas. Estimativas indicam que o segmento deve crescer cerca de 10% ao ano, entre 2004 e 2007.
Desta forma, o mercado de segurança tecnológica precisa caminhar à frente do da Tecnologia da Informação. O segmento não deve parar de se atualizar e equipamentos cada vez mais avançados e altamente eficientes são desenvolvidos para combater os diversos tipos de novas ameaças externas. Estes aparelhos de proteção devem se antecipar às evoluções, estando preparados para apoiá-las no momento em que acontecerem. Se o setor não acompanhar estas mudanças, os no-breaks não estarão aptos a garantir a segurança de redes repletas de informações indispensáveis para qualquer operador, desde um usuário de microcomputador até grandes corporações que movimentam milhões por meio de comunicação de dados.
Além destas perdas, devemos considerar ainda possíveis danos causados em uma rede de informática, que contam com um tempo médio de reconfiguração de no mínimo 4 horas, podendo chegar até 48 horas. Um agravante, nestes casos, é que as seguradoras não cobrem os riscos por perdas causadas à reputação da empresa pela parada do sistema de informática. Ou seja, prejuízo na certa.
Num futuro próximo, acreditamos que a estratégia do segmento de segurança tecnológica continuará sendo a de estar sempre na dianteira do mercado. Uma das principais tarefas das empresas deste nicho continuará sendo lutar pela conscientização de pequenas, médias e grandes empresas da importância destes equipamentos para sua segurança.
Luís Flávio Pierri é diretor geral da MGE UPS Systems no Brasil
Mãe Natureza: nossa única opção
Giovana Cotlinski Canzan Massignan
Um fato curioso ligado ao meio ambiente vem nos chamar a atenção no segundo semestre desse ano e merece aqui o nosso registro. A novidade é a notícia de que a Natureza (sim, ela) foi indicada e está em primeiro lugar na lista oficial dos pré-selecionados como personalidade do ano da revista norte-americana Time. Catástrofes como o Katrina e terremotos no Paquistão a colocaram na lista ao lado de figuras conhecidas como o Papa Bento XVI, o fundador na Microsoft, Bill Gates, o cantor Bono Vox, o líder do Al-Qaeda, Abu Musab Al-Zargawi, a famosa escritora J. K. Rowling, entre outros.
Apesar de todas as maravilhas registradas por essa ilustre conhecida desde que o mundo é mundo, apenas após o início de acidentes graves que a envolveram é que ela passa a ser objeto de maior preocupação pela maioria das pessoas.
Brincando um pouco com a nomeação feita pela revista, já que esta é apenas nosso ponto de partida à reflexão, vemos que em todos os outros anos (e séculos) anteriores, ela poderia ser nomeada à antítese do título a que ora é indicada, posto que sempre relegada à insignificante importância. Desde o início da civilização, os interesses econômicos predominaram frente a todos os outros fatores necessários a um desenvolvimento sadio. Só atualmente é que o mundo parece perceber que responderá pelas conseqüências de tais condutas irresponsáveis praticadas pelo homem, e que tendem a se agravar cada vez mais caso não sejamos todos agentes de mudança de atitude diante dessa realidade.
Portanto, necessário refletir, não por conta de uma nomeação numa revista, mas pelo nosso próprio futuro, se não é a mãe natureza quem sempre deve figurar no top de nossas prioridades, se não devemos buscar opções ambientalmente sadias em nossos processos de produção, em nosso dia-a-dia, em nossos projetos e em todas as atividades a que viermos a tomar parte; reconhecendo, finalmente, que precisamos atender à legislação ambiental não tanto pela sua obrigatoriedade, mas principalmente pela sua fundamental importância.
Giovana Cotlinski Canzan Massignan é advogada ambientalista em Curitiba
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