ESPAÇO ABERTO
Caminhar defensivamente
Julieta Arsênio
O princípio do caminhar é percorrer um caminho a pé. Os agentes da saúde nos têm aconselhado a caminhar, pois faz bem à saúde e é saudável para nosso equilíbrio emocional. No entanto, quem responde a esse chamado tem se deparado com os mesmos conflitos que encontramos no trânsito viário, com um porém, somos mais condescendentes e ignoramos os bons princípios de se transitar.
Transitar defensivamente tem por base a educação e a cidadania. Se não aprendemos a andar e não somos habilitados para tal, pelo menos empregue os princípios utilizados por você quando dirige nas rodovias e vias públicas: mantenha a sua direita e ultrapasse pela sua esquerda. Será que os locais destinados às caminhadas precisam ter sinalização para uma caminhada segura e prazerosa?
Se preciso for, sugiro que se implante sinais juntos às que já existem, alertando os que ali estão caminhando defensivamente, sem esquecer de pedir também àqueles que levam seu cachorros, recolher a sujeira deles quando defecar no espaço que nos é destinado, evitando-se assim trazermos para nossas casas qualquer outro dissabor contaminante.
Caminhar pelas margens do Lago Igapó, possibilita encontros de amigos, mas, principalmente, podemos admirar incansavelmente a beleza da sua paisagem, porém, a permissão para se pescar em sua margem tem contribuído com os transeuntes deseducados que sujam a pintura desse quadro presenteado a todos nós.
Não nos habilitamos para andar, todavia, se empregarmos alguns princípios defensivos, estaremos nos educando e educando nossos filhos a serem cidadãos e, se assim formos, estaremos contribuindo para passeios, caminhadas e trânsito mais feliz.
Tenho feito isso em minhas caminhadas e gostaria de encontrar outros pessoas como você que lê esse apelo e juntos, sem repressão ou imposição, multas ou acidentes, possamos fazer nossa caminhada mais agradável e segura. Tenho certeza que nossa saúde agradece.
Guarde isso para você que transita por esse mundo: mantenha sempre a sua direita e ultrapasse pela sua esquerda, recolha a sujeira de seu cachorro e não suje a pintura dessa paisagem onde você se encontra.
JULIETA ARSÊNIO é psicóloga especialista em Psicologia Jurídica, perita nomeada pelo Poder Judiciário e mediadora familiar em Londrina
Criatividade: a regra n-º 1 da empresa
Beto Mansur
Em tempos de concorrência acirrada, a criatividade é o elemento essencial para se destacar no mundo empresarial. No século IV a.C., o filósofo Sócrates defendeu que o homem tinha duas ações importantes: a busca de conhecimentos e a expansão de idéias, ou seja, da imaginação. O ato de expandir idéias é o poder intelectual que o homem tem de criar novos produtos ou serviços que venham fazer diferença frente à concorrência.
Se consultarmos a História, vamos concluir que a curiosidade foi um elemento que deu forças à criatividade. Isto esteve ligado à iniciativa e, no entanto, preciosas idéias foram arquivadas e esquecidas por falta de serem discutidas e também, por falta de ação do idealizador. Até o final dos anos 80, o profissional tinha como tendência, seguir a maioria. Mas, atualmente, as ações da maioria não passam de uma mesmice e este caráter, não vence a concorrência. Então, isso não serve para a atualidade do empreendedor. Hoje, frente à concorrência, temos que fazer a diferença.
O empreendedor tem que perceber, antes dos concorrentes, qual o produto ou serviço que o mercado está necessitando. No dia-a-dia, temos interessantes idéias e como alguns não têm a iniciativa de anotá-las, elas acabam caindo no esquecimento e dessa forma, não podemos aproveitá-las. Às vezes, nossa mente pode falhar. Assim, ao brotar das idéias, tenha a ação imediata de anotá-las, para depois, passar para o caderno de novas idéias. Você já teve essa idéia? O ato de anotar idéias é uma atitude prática de se armazenar e manobrar idéias, que aos poucos, ganharão forma.
No início do século XX, Henry Ford teve notícias da criatividade e da iniciativa de um jovem conhecido como Renault. Este empreendedor decidiu participar, na França, de uma corrida de carroças puxadas por animais. Mas, esse francês teve a criatividade de substituir a força animal, pela força de um motor de 2 HP. Final da história: Renault, embora com a propulsão de um motor, perdeu a corrida, não desistiu e passou a estudar como melhorar o uso de um motor em carroças.
Nos EUA, Henry Ford decidiu discutir tal criatividade e iniciativa com Tomas Edson - o inventor da lâmpada elétrica. Depois de apresentar suas idéias, Edson respondeu a Ford: É por aí! Ford, que vinha de uma família de construtores de carroças, passou a desenvolver sua criatividade quando estudou a maneira de como instalar um motor e apresentar aos seus potenciais clientes, um novo produto útil e prático. As carroças produzidas pelos Ford tinham um custo em torno de 500 a 800 dólares. Além do custo elevado, a encomenda, por ser 100% artesanal, demorava próximo dos 60 dias para ser entregue aos clientes. Era preciso modernizar o produto e baixar o custo.
O final da história você já conhece: a criatividade e a iniciativa deram origem ao útil e prático automóvel. Portanto, seja curioso! Crie, faça suas idéias ganharem corpo, tenha iniciativa e fique à frente da concorrência. E mais: quando você começar a anotar suas idéias, você vai se surpreender.
BETO MANSUR é professor e palestrante sobre emprendedorismo em Londrina
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