ESPAÇO ABERTO
Os medicamentos anti-sexuais
Moacir Costa
O stress da vida moderna e o seu impacto no equilíbrio emocional tem aumentado os desajustes conjugais, a depressão e o agravamento das doenças crônicas. Isso tem contribuído para um aumento preocupante de tranqüilizantes, soníferos e antidepressivos, mesmo em pessoas jovens.
Isso é ainda mais comum, nas pessoas que estão envelhecendo e que se mostram mais sensíveis a esses medicamentos que atuam no sistema nervoso central.
Com o passar do tempo é natural que se tornem dependentes e outros sintomas passam a ser mais comuns, como a falta de memória principalmente para os acontecimentos recentes. Os reflexos já não são os mesmos e aumentam os acidentes de trabalho e no trânsito
A área sexual que para muitas pessoas já não se constitui em motivo de orgulho e satisfação, se mostra mais prejudicada com a redução do interesse sexual e da dificuldade em atingir o prazer, tanto para os homens como para as mulheres. É necessário o casal, dedicar mais tempo ao lazer e a intimidade. A mulher necessita fazer reposição hormonal se for constatada uma deficiência nessa área, e muita reposição afetiva para voltar a ter desejo sexual.
Os homens apresentam com o uso desses medicamentos, demora ejaculatória, e dificilmente obtêm e mantêm a ereção mesmo que sejam estimulados pela parceira. O uso de medicamento mais recente para melhorar potência, que tem ação prolongada (até 36 horas) tem contribuído para retomada da vida sexual e da autoconfiança, melhorando a vida sexual do casal.
A constatação da falta de vibração sexual nos usuários de tranqüilizantes, soníferos e antidepressivos é em decorrência da redução das sensações eróticas devido anestesia provocada por esses medicamentos.
É importante salientar que esses medicamentos que atuam no sistema nervoso, têm que ser utilizados com cautela e acompanhamento médico para evitar efeitos colaterais desagradáveis, no plano psicológico e na sexualidade.
Com a redução das doses desses medicamentos e as terapêuticas recomendadas, para melhora da função sexual é possível a retomada da vida afetiva e sexual, ingredientes importantes para a boa qualidade de vida.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo e autor do livro Quando o sexo é mais rápido que o prazer (Ed. Prestígio/Ediouro)
n Caro leitor, caso tenha dúvidas sobre sexo ligue para 0800-770-6543, de 2ª à 6ª, das 10 às 18h. O atendimento é realizado por médico ou psicólogo. Querendo saber mais acesse o site: www.projetoamarbem.com.br
A máscara das drogas
Ana Célia Almeida
No nosso processo de descobertas, buscamos muitas vezes viver emoções fortes e nos aventurarmos com algo desconhecido que nos dê prazer imediato e uma falsa ilusão para fugirmos da realidade dos problemas. É como se colocássemos uma máscara para nos escondermos de nós mesmos.
Muitas vezes queremos experimentar algum tipo de droga para saber a sensação. Podemos começar numa rodinha de amigos para nos sentirmos mais aceitos pelo grupo, e acompanhar a onda do momento. Tudo pode começar numa brincadeira, que pode acabar virando coisa séria. No início tudo é novidade, é gostoso, achamos que temos o domínio e o controle da situação, que começamos e paramos quando bem quisermos, mas na realidade isso não é verdade.
O uso esporádico pode virar uma dependência, onde podemos ser perdedores de nossa própria vida. Os caminhos a percorrer depende de nossa escolha, de nosso discernimento, pois sabemos quais são as causas e conseqüências. Mas é mais fácil entrarmos no mundo das drogas e nos acomodarmos, do que buscarmos ajuda para mudar o nosso estilo de vida.
É preciso muito mais que conhecimento e informação, necessitamos de amor para cuidarmos de nós mesmos e nos aceitarmos como pessoas que somos, devemos nos valorizar a cada dia e elevar a nossa auto-estima. Somos pessoas sensíveis e num primeiro momento de emoção forte de tristeza e alegria podemos, nos desequilibrar, e é aí que mora o perigo, pode ser o primeiro passo para experimentar as drogas.
No início é difícil aceitar o problema e buscar ajuda profissional e apoio da família, pois muitas vezes se esconde o jogo tentando disfarçar. Precisamos ter coragem para enfrentar a situação sem cobrarmos ou nos sentirmos culpados.
Devemos eliminar o peso de consciência que carregamos, pois não somos perfeitos, temos falhas e não podemos agradar a todos. Precisamos tirar a máscara das drogas, libertar-se de todo o mal, sendo mais autênticos para nos aceitarmos e aceitar os outros como são e aprendermos com as trocas de nossas experiências, sem medo de ser feliz.
ANA CÉLIA ALMEIDA é psicóloga em Londrina
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