ESPAÇO ABERTO
Dia Mundial do Serviço Leonístico
Pedrina Nobre Marques
Hoje, 8 de outubro, comemoramos o Dia Mundial do Serviço Leonístico dando posse a novos associados em todo o mundo. Como as necessidades humanas e das comunidades crescem, nossa capacidade de atendê-las deve crescer proporcionalmente. Além do mais, é imperativo que nossa força vinda do desenvolvimento dos sócios expande de acordo para a manutenção do equilíbrio em face dos desejos e mudanças que nos levam a aumentar o nosso comprometimento na força do serviço voluntário nas comunidades ao redor do mundo.
E é nesta expansão de novos voluntários onde reside o sucesso do movimento leonístico. Quando se trata de medir o sucesso, o Lions Clube Internacional se destaca como um dos grandes triunfos da era contemporânea. Desde o sonho visionário de um homem, Melvin Jones, em 1917, um agente de seguros de Chicago, a associação ampliou seus horizontes até se converter no farol que traz esperanças e oportunidades aos povos de todas as partes do mundo.
As realizações de homens e mulheres com mentalidade de serviços em 194 países deram ao Lions Clube Internacional e aos seus clubes uma genuína reputação como a principal organização de clubes de serviço do mundo. Os esforços coletivos de mais de 1,4 milhão de sócios em 46 mil clubes resultam, anualmente, em centenas de milhões de dólares em doações e num número igualmente impressionante de horas prestadas a serviços voluntários beneficiando a comunidade e as necessidades humanitárias.
Este sucesso patrocinou causas de milhões de pessoas - jovens, idosos, deficientes - em praticamente todos os países. E tudo isto tem sido alcançado, e magnificamente alcançado, graças ao desejo coordenado e sincero de ajudar o próximo. Que registro impressionante de realizações! Que tradição inspiradora de sucesso! Sabemos que somos bem-sucedidos através dos resultados dos nossos serviços leonísticos: o sorriso de uma criança que superou uma deficiência; a gratidão de uma senhora idosa que, graças aos óculos reciclados que recebeu, pode agora ver claramente; a gratidão dos habitantes de uma vila pela água potável que receberam. A cada hora do dia, exemplos como esses descrevem a história de nosso sucesso.
Esse sucesso foi possível e é possível graças aos exemplares programas de serviços e a todos os leões, companheiras leão, domadoras e leos, de todas as partes do mundo que transformaram esse sucesso em realidade. Hoje estamos felizes, pois sabemos que mais luzes vieram fazer parte da nossa grande família leonística no mundo inteiro. Para o Lions, as pessoas mais importantes do mundo, são as pessoas que necessitam dos nossos serviços, pois são elas que nos oportunizam o exercício de uma das mais belas virtudes: o do servir desinteressadamente.
PEDRINA NOBRE MARQUES é governadora do Distrito LD-6 do Lions Clube Internacional em Londrina
Esporte ainda sob ditadura e corrupção
Beto Monteiro
Desde o regime militar que o esporte brasileiro conserva as mesmas regras ditatoriais de controle, embora houvesse mais idealismo e os militares até que o fizeram razoavelmente bem. Com o fim da ditadura nossa cartolagem foi se deteriorando moralmente, atrasando e comprometendo o futuro dos esportes brasileiros, salvo alguma exceção. A pergunta é o que está errado? Está errado a regra de eleição dos presidentes das federações esportivas dos estados.
Ainda hoje, passadas décadas de democracia, os esportistas ainda não elegem seus representantes. Quem o faz são os presidentes de clubes e geralmente sem legitimidade ou conhecimento de causa. Clubes são criados às pressas ou seus dirigentes comprados para votar e perpetuar no mando umas nulidades ou aproveitadores.
A solução é mudar essa lei esdrúxula e deixar que os interessados desportistas (atletas federados) votem nas eleições das federações. Cada esportista federado deve votar o representante de seu esporte no estado. Por exemplo, tenista paranaense vota na eleição da Federação Paranaense de Tênis, automobilista do Paraná vota para Federação Paranaense de Automobilismo, judoca vota para eleger o presidente da sua federação estadual de judô, e assim se deve fazer com todos os esportes e em todos os estados.
Os presidentes das confederações brasileiras dos esportes podem, salvo melhor idéia, continuar sendo votados pelos presidentes das federações dos estados de cada esporte respectivamente. Com a diferença que esses presidentes eleitos por nós, estarão legitimados pelos esportistas. Vejam recente crise no tênis nacional, que precisou da atitude firme do Guga e seguidores de bom senso. E só temos um Guga e só no tênis.
Com legitimidade, ideal e moral, vamos impulsionar o esporte e nós, esportistas, não mais poderemos reclamar dos nossos representantes, pois terão sido eleitos democraticamente e por quem sofrerá seus comandos e não mandos, como é hoje. Estamos há décadas atrasando nosso mundo esportivo com a manutenção desse sistema arcaico, que é igual ao sistema representativo brasileiro que nos tira a culpa e isenta da máxima cada povo tem o governo que merece. Isso será verdade quando, livre e distritalmente, elegermos nossos fiéis representantes.
Alguns esportes brasileiros carecem de simpósio para redefinir seus rumos. É o caso do automobilismo em particular. Federar simpatizante num esporte é cadastrá-lo, cobrar anuidade simbólica (R$ 30) que ajudará nos custos da federações e confederações e quantificará os simpatizantes de cada esporte, dando-lhes o direito, o ideal e a responsabilidade do voto.
BETO MONTEIRO é produtor rural em Londrina





