ESPAÇO ABERTO
Agricultor: uma data para celebrar
Nilson Roberto Ladeia Carvalho
Terra, esse nosso planeta que poderia ter sido chamado Planeta Água, certamente não o foi, devido a presença dos seres humanos que habitam neste solo firme e onde encontram para sua sobrevivência tudo aquilo que precisam, desde o alimento até as matérias-primas mais raras necessárias às invenções de última geração, pois, nada se cria, tudo se transforma.
E é nesse processo de transformação que surge a profissão de agricultor, quando o homem deixa apenas o ato de consumir aquilo que a natureza produz, para praticar o ato de ajudar a terra a realizar o processo de reprodução daquilo que espontaneamente a natureza vinha realizando.
Certamente, se não fossem esses profissionais, a humanidade não teria chegado até aqui. São eles que conhecem os segredos da terra, o cio da terra e sabem como produzir o trigo do pão; o leite da vaca; o algodão da roupa; o tomate da salada; o cacau do chocolate; a soja do óleo, a madeira dos móveis e do papel; a carne do churrasco; a cevada da cerveja; a cana do açúcar e do álcool; o nosso arroz e feijão de cada dia e aquele café do cafezinho, enfim, daria para escrever um livro com tantas coisas que estes profissionais produzem e oferecem para os moradores do nosso planeta Terra.
Para estes profissionais tão valorosos, nada mais justo que uma data para serem lembrados e comemorado - 28 de julho - Dia do Agricultor.
A Terra agradece aos agricultores e agricultoras. E nós, homens e mulheres lhes damos os nossos parabéns e pedimos para que continuem firmes nesta profissão, que não deixa de ser uma missão, pois têm a responsabilidade de cuidar deste nosso solo, produzir e também conservá-lo para que as outras gerações possam usufruir deste milagre da reprodução das plantas e dos animais.
Por isso também, podem contar conosco, profissionais dos diversos setores que atuam na agricultura e pecuária, pois estaremos sempre buscando a melhor forma de atuar no sentido de se produzir bem, porém com qualidade, respeito ao ambiente e, principalmente, visando o bem-estar dos agricultores, agricultoras e suas famílias.
Salve, 28 de Julho!
NILSON ROBERTO LADEIA CARVALHO é engenheiro agrônomo e secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento de Londrina
Reencarnação e transmigração
Walmor Macarini
Nação acentuadamente católica e com um considerável número de fiéis das denominadas religiões bíblicas (as fundamentadas na interpretação ipsis litteris da Bíblia), a população brasileira assiste com certa resistência à presença de novelas que tratem de reencarnação, como agora ocorre. Embora a doutrina espírita seja a terceira do Brasil em número de seguidores, as palavras reencarnação e comunicação mediúnica soam indigestas para, pelo menos, 2/3 dos brasileiros, que, apesar desse fato, formam um povo místico.
Na Bíblia, livro de Mateus, está escrito: Eu porém vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram. (...) Então os discípulos entenderam que (Jesus) lhes falara a respeito de João Batista. Elias veio em novo corpo, o da criança nascida que viria a ser João Batista. Jesus também encarnou, para a voluntária missão evangelizadora. Nós, pouco iluminados, tivemos que repetir muitas vezes esse processo.
A Bíblia é aqui citada por ser o livro em que as religiões dominantes do Ocidente acreditam, mas as revelações acerca de fenômenos do gênero estão presentes em milhares de livros, escritos em tempos e lugares diferentes e retratando fatos similares. Ademais, as obras psicografadas por mestres de grande luz e por pessoas muito conhecidas que transcenderam e enviaram suas mensagens não deixam margem a dúvidas.
Essas mensagens, somadas às visões, que se somam aos milhões, atestam que as duas formas de manifestação são comuns. O budismo, outras religiões milenares do Oriente e o espiritismo as consagram. Não se trata apenas de uma questão de fé mas de acontecimentos reais vividos e testemunhados e já de domínio da ciência paralela, a denominada não-convencional.
A morte é apenas do corpo físico e não algo tão misterioso que impeça a comunicação entre os dois lados. Os passos depois daqui não vão longe, pois não se muda de lugar mas de estado de consciência. Se as pessoas tinham afinidades terrenas, natural que isso continue e que a comunicação se estabeleça.
Cada ser é uma individualidade, mas veste muitas roupagens no experimento carnal, que pode durar milênios pela contagem de tempo da tridimensionalidade. As muitas vidas são na verdade uma só vida. Nascer, morrer, nascer de novo, ainda morrer, e assim sucessivamente, até que chegue o momento de vôos mais altos. Tudo dentro de um harmonioso ordenamento. A reencarnação explica as razões de acontecimentos terrenos que se apresentam inexplicáveis para muitos, como a da criança que já nasce com doenças ou deficiência física, de pessoas que morrem ainda jovens, de muitos que nascem em lugares miseráveis e outros cercados de riqueza.
Este o princípio do carma (não um castigo mas a bagagem que trazemos) e das vivências sucessivas neste planeta, no mais dos casos no mesmo círculo familiar ou coletivo em que se viveu antes. Muitos de nós planejamos o que somos, mas o eu racional esquece isso ao aqui chegar, para que se exercite a tarefa proposta e se opere o mérito, com o risco de que se repita antigos erros e aí é preciso recomeçar, uma ou muitas vezes.
Os essênios, que abrigaram Jesus algum tempo depois dos seus 13 anos, eram conscientes do processo da reencarnação (o retorno à fisicalidade) e da transmigração (o deslocamento para outras esferas e não mais a Terra). A crença no processo das vidas sucessivas e na razão de assim ser tornam o homem mais sereno, em paz consigo mesmo e com tudo e todos que o cercam.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina
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