Concessões de rodovias, no Brasil e no mundo

Moacyr Duarte
  Em recente editorial, a Folha de Londrina abordou questões sobre a cobrança de pedágio em rodovias, no Brasil e no mundo. O debate sobre o tema é de extrema importância, pois abre caminho para o esclarecimento. Ganham os leitores, que, desta forma, exercem o direito de ter acesso a uma variada gama de informações, por meio de uma imprensa livre e pluralista.
  No entender do jornal, o pedido de informações encaminhado ao Ministério dos Transportes, para uma análise mais completa da licitação de oito trechos de rodovias federais, pode servir para chamar a atenção das autoridades de que o modelo de concessão adotado não tem similar no mundo. Segundo o editorial, no exterior, o pedagiamento só existe para rodovias novas, construídas por concessionárias privadas.
  De fato, até 10 anos, o pedagiamento era aplicado, basicamente, a novos empreendimentos. Ocorre que, a exemplo do Brasil, outros países tiveram de reduzir os investimentos em rodovias. Segundo o Macquarie Bank Limited, da Austrália, entre 1970 e 1997, os Estados Unidos diminuíram em 65% os recursos públicos para o setor. Com a redução e a elevação dos custos de manutenção, muitos países passaram a recorrer às concessões para garantir qualidade à sua malha rodoviária.
  Na Bulgária, o governo assinou um contrato de 35 anos para a administração e recuperação da rodovia Trakia, uma das mais importantes do país. Do consórcio fazem parte empresas privadas de Portugal. Nos Estados Unidos, a Chicago Skyway também será administrada por um consórcio privado, com um contrato de 99 anos. Na Polônia, um consórcio liderado pela companhia Skanska irá administrar um dos principais eixos rodoviários, o A1. O contrato de recuperação e operação dos 90 quilômetros da rodovia irá até 2039. Na França, o governo começou a vender à iniciativa privada a sua participação nas três maiores operadoras de rodovias pedagiadas.
  Como vemos, também no exterior, a participação do setor privado se estende à recuperação, manutenção e melhoria de rodovias existentes. Assim, é possível afirmar que o nosso país segue na mesma linha de outras nações que primam pelo desenvolvimento da malha rodoviária. No Brasil, desde o início dos contratos, as concessionárias já investiram nas rodovias mais de R$ 10 bilhões.
MOACYR DUARTE é presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em São Paulo


Humanidade a caminho da depuração

Walmor Macarini
  Todas as tragédias que abalam o mundo, incluindo aquelas que assolam nosso dia-a-dia em forma de violência, corrupção e toda a sorte de mazelas sociais, são coisas que temos produzido e atraído, pelas nossas formas-pensamento, que são indutivas e ao mesmo tempo repressivas, portanto operando num redemoinho de correntes vibratórias idênticas. É um processo de explosão das condensações que vieram se formando.
  Há uma acumulação de energia inqualificada no corpo etérico do Planeta, e as manifestações violentas que irrompem em todas as partes e de todas as formas, são furúnculos chegando ao ponto de erupção. Nada mais que colheitas daquilo que a mente e os atos humanos têm semeado, com seus ódios, iras, arrogâncias, ciúmes, invejas, ganâncias, desejos de vingança. Não há, portanto, inocentes, e se não fizemos agora o fizemos em vivências anteriores. Não estamos juntos neste ‘‘vale de lágrimas’’ por acaso.
  Mas todas essas turbulências são como dores de parto, porque um admirável tempo novo vem se formando no próprio ventre da humanidade. Alguns poucos iluminados, que ressurgem aqui e ali e crescem em número, são os preparadores de uma nova ordem que se instalará e reacenderá a chama planetária. Um ciclo está se encerrando e um novo começa, e depois de toda a purulência se iniciará o secar das feridas, até a purificação.
  Esse tempo de bonança não acontecerá por acaso e nem por benesse divina, mas pela expansão da consciência de cada indivíduo e pela abertura do portal que o fará conhecer-se a si mesmo. A partir de então ele desvenderá a razão de todas as coisas e saberá que é parte integrante do processo.
  As religiões, tal qual as conhecemos hoje, terão desaparecido e só imperará um único e elevado estado de consciência – a figura anunciada de uma só igreja e um só entendimento. É quando desabrochará a alma imortal de cada ser, pelo autoconhecimento, que transcenderá a esfera mental e alcançará a supraconsciência. Por ora o homem tem sido amante de sua própria imperfeição, tanto que a cultua, pelo equívoco de buscar corrigi-las por fórmulas igualmente imperfeitas e portanto da mesma linhagem.
  Se, mesmo na adversidade, o homem expandir seu coração e der oportunidade a que sua intuição se manifeste – a voz do seu Eu Superior, que lhe fala a partir de dentro de si mesmo – subirá ao patamar para o grande salto evolutivo. Quem se retardar terá de passar por recomeços e pela repetição de tormentos e resgates. O que não será punição divina mas o natural giro do ciclo cármico das vidas sucessivas, até a obtenção da leveza que o alce a esferas mais elevadas.
  O homem é um ser divino cumprindo missões terrenas, não um guerreiro condenado a abocanhar coisas e espaços, em disputa com seus iguais. Quando ele se conhecer a si mesmo, consciente de sua divindade, não sentirá mais medos (porque todos os desregramentos são medos) e ingressará no vasto campo de compreensão da eternidade.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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