ESPAÇO ABERTO
Segurança pública em Londrina
Octávio Cesário Pereira Neto
Após a chegada de 300 policiais militares aparelhados com 30 viaturas (novas) e 10 motocicletas (novas), o cenário do crime organizado mudou em nossa cidade. Hoje, Londrina deixou de ser manchete dos jornais pelas atrocidades seguidas de mortes ocorridas diariamente, provocadas por gangues ligadas, principalmente, ao narcotráfico, bem como os crimes de furtos, roubos e acidentes de trânsito, que tiveram uma redução de 3,04%.
Felizmente, o clima de insegurança está mudando e, de acordo com os órgãos de imprensa, mudou para melhor. O que podemos ler nas manchetes são notícias que nos deixam aliviados ao saber que nem tudo está perdido. Segundo reportagem de ontem da Folha de Londrina, o índice de redução dos crimes praticados em nossa cidade chegou a 40%. Este prenúncio de que a paz poderá vir a reinar em nossa cidade, evidencia que faltava para Londrina um pouco mais de atenção por parte dos governantes, que foi restabelecida nesta operação pente-fino. Embora todos saibamos que Londrina clama por um contingente maior de policiais militares há muitos anos.
Contudo, o que mais nos preocupa é que uma ação efêmera poderá ter um desdobramento desastroso. Tão logo este efetivo retorne ao seu local de origem, a corporação do 5º Batalhão da Polícia Militar se sentirá desguarnecida pela falta do reforço policial, podendo sofrer um grande desgaste caso a criminalidade volte a pôr em risco a segurança dos munícipes.
Esta ação promovida pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, onde os PMs podem contar com viaturas novas, combustível, armas e salários acima do teto da categoria em razão de estarem desenvolvendo uma ação específica fora de suas bases, é sem sombra de dúvidas um estímulo ao combate à criminalidade, onde homens destemidos e capacitados podem enfrentar de igual para igual os grandes impérios do crime organizado.
Como londrinense, faço um apelo ao secretário de Segurança Pública para que não retire este aparato policial enviado da capital, sob pena de Londrina voltar a ser manchete nos jornais como cidade violenta onde a corporação militar sente-se impotente e inoperante em função de vários fatores, como o pequeno efetivo de PMs, sucateamento das viaturas, falta de combustível e, sobretudo, pela baixa remuneração dos oficiais que põem a vida em risco para tentar coibir os atos criminosos que assolam com maior freqüência as cidades-pólo do Paraná. Que estas ações em prol da segurança pública, no combate à criminalidade, sejam uma constante. É patente que a prática de delitos cometida pelos marginais está sendo repelida e neutralizada, dando esperanças de que o clima de paz e segurança está prestes a reinar para a felicidade do londrinense.
OCTÁVIO CESÁRIO PEREIRA NETO é empresário em Londrina
Poder do milagre em cada um
Walmor Macarini
As pessoas acreditam no poder da prece mas não que esse poder seja uma emanação de energia de si mesmas. Imaginam que o resultado da prece, em forma de graça alcançada, desce do céu por intercessão de alguma divindade. Não é bem assim que acontece, senão que a força da fé individual entra na consonância das elevadas vibrações cósmicas, onde habitam os santos, e assim ocorre um processo de sintonia e de sinergia. O poder dos anjos e das infinitas hierarquias divinas é emanente de um único campo de força, que rege e move todas as coisas, incluída a essência primordial do homem.
Não é a intervenção das divindades que promove o denominado milagre e sim a que está dentro do próprio suplicante. Seria como o condutor de um veículo com um motor em bom estado e o tanque cheio de combustível, que ignorasse a autopropulsão e esperasse que uma força externa chegasse para movê-lo. Assim é com aqueles que estão nas elevadas esferas (não lugares, mas estados de consciência), que podem nos ajudar mas nada farão por nós a menos que comecemos por acionar nossa própria força.
Nenhum ser divino poderá interferir em nosso livre-arbítrio e operar por nós. Nem Deus o faz, primeiro por não se tratar de um ser à parte da Criação, e porque é o homem que move Deus e não o contrário. Compreenda-se com isso que o homem, em sua essência espiritual, é que compõe a substância de Deus. Movendo-se, o homem aciona Deus. Ou senão, temos de conceber Deus como um títere monitorando marionetes.
Nada interfere no livre-arbítrio de nada, porque tudo é um só campo vibratório, regido por uma sábia lei de causa e efeito. Quando uma folha cai, produz reflexos em toda a planta. A folha, a raiz, o tronco, são a planta. O todo é a soma dessas partículas, uma interagindo sobre a outra. Assim Deus. Sem o homem (e todas as coisas), Deus não seria. Milagres, é o homem quem os produz, utilizando-se da divina força que o alimenta e que está dentro dele mesmo. Em todos os movimentos e em todos os fenômenos, que os olhos humanos podem identificar ou não, reside a magia do milagre.
Se Jesus (e o citamos porque é a divindade mais suplicada) está num ponto mais alto e lançamos uma corda às suas mãos para subir, ele agüentará firme mas não nos puxará e sim esperará que subamos, pelo próprio esforço. Este o exemplo para aqueles que, equivocadamente, imaginam que Jesus irá salvá-los sem exigir participação. Quem nos ensinou o caminho se rejubilará pelos que empreendem a caminhada. Jesus e todos os santos apreciam nos ajudar mas apreciam também que os ajudemos. Deus leia-se a suprema força cósmica idem. A questão é saber até onde os temos ajudado ou se apenas lhes temos pedido.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina
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