Parque Tecnológico de Londrina

Marcelo Trautwein
  Londrina tem a magia que vai além dos cálculos, extrapola a ciência, não se mede nem se pesa... Cidade que tanto já se projetou com importantes instituições de pesquisa, como a UEL, o Iapar e a Embrapa, Londrina agora constrói um novo caminho para o futuro, com a criação do Parque Tecnológico.
  Apesar de ser uma proposta de vanguarda, com visão de futuro, só agora sai do papel. E não há como negar que a determinação e a dedicação dos atuais governos federal, estadual e municipal são o alicerce para a consolidação do projeto. O Parque Tecnológico de Londrina está se tornando uma realidade.
  Como âncora do empreendimento, o Complexo Metrológico do Ipem/Inmetro vem sendo discutido desde 1997. Inicialmente previsto para ser instalado no campus da UEL, recebeu todo o apoio da instituição e também da Prefeitura, Acil, Sivepar, Adetec, Sebrae e várias outras lideranças políticas e comunitárias de Londrina por diversas razões, a obra não seguiu adiante na época.
  Retomada a proposta em contatos com atuais governos estadual e municipal, o projeto ganhou força com o apoio de deputados como Paulo Bernardo, na esfera federal, e André Vargas e Elza Correia, no âmbito estadual. Com a determinação do governador Roberto Requião, do presidente do IPEM/PR, Leonaldo Paranhos, do diretor do Inmetro, Roberto Guimarães, e do prefeito Nedson Micheleti, o esforço das comunidades científica, empresarial e acadêmica é recompensado.
  Londrina mais uma vez sai na frente de grandes centros, destacando-se nos cenários estadual e nacional na garantia do suporte para empresas, instituições de ensino e pesquisa e, principalmente, para os consumidores, com a instalação de um dos mais modernos complexos laboratoriais do Brasil. O Complexo Metrológico do Ipem/Inmetro, para atuar nas áreas de metrologia química e têxtil, é uma referência para o Mercosul, com investimento de mais de
R$ 6 milhões.
  Vão ser realizados em Londrina os ensaios, pesquisas, testes, provas e contraprovas de uma infinidade de produtos oferecidos ao cidadão. E tudo com uma marca: Parque Tecnológico de Londrina. Com trabalho, participação, desenvolvimento, progresso e ação social, Londrina confirma a sua liderança e a sua capacidade de buscar o futuro para orgulho dos londrinenses.
MARCELO TRAUTWEIN é gerente regional do Ipem e Conselheiro Municipal de Ciência e Tecnologia



Consórcios públicos: vitória dos municípios

Alex Canziani
  Já dizia o ditado ‘‘a união faz a força’’. E é o que vislumbramos com a recente sanção da importantíssima - e até imprescindível - lei que regulamenta os consórcios públicos. Com ela, os municípios terão parâmetros legais para se unirem em torno de consórcios intermunicipais, e abrirem uma nova frente para o desenvolvimento social e econômico de suas regiões.
  A Lei Federal nº 11.107/2005, originária de um projeto de lei do deputado federal Rafael Guerra (PSDB-MG) e sancionada no começo de abril pelo presidente Lula, era uma das principais bandeiras municipalistas.
  O processo dos consórcios já era utilizado há mais de 15 anos em algumas regiões do país, principalmente na área de saúde, mas a ausência de leis específicas, como esta, impedia que, em boa parte dos casos, a atuação conjunta atingisse os níveis de eficácia esperados.
  Agora, a situação mudou. As novas regras vêm clarear e facilitar muitas ações idealizadas por muitas prefeituras, e possibilitam a criação de mecanismos de coordenação, cooperação e pactuação entre o governo, os estados e os municípios. Antes não existiam essas regras, o que resultava na precariedade das formas de cooperação.
  A nova sistemática tem pelo menos quatro objetivos claros: a instituição de um mecanismo de coordenação federativa adequado às diversas escalas de atuação territorial; o fortalecimento dos poderes públicos constituídos; o incremento das políticas públicas executadas em parcerias e a necessidade de se obter garantias jurídicas adequadas em todo o processo.
  Apoiamos esta causa. Com a nova lei, os municípios poderão realizar políticas de integração eficientes e enfrentar os problemas que não puderem ser resolvidos nos seus limites geográficos.
  Em um momento de recursos finitos e demandas cada vez maiores, os consórcios poderão ser um novo paradigma de gestão pública, economizando recursos e otimizando ações.
  Por conta das poucas oportunidades no âmbito público, geralmente ‘‘amarrado’’ justamente por atender a interesses que afetam a todos, entendemos, pois, que os consórcios públicos aparecem num momento importante. Muitas amarras poderão ser desatadas.
ALEX CANZIANI SILVEIRA é deputado federal pelo PTB do Paraná


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