Corrupção: uma chaga exposta
- Gilberto Jordão

  A corrupção implantada no Brasil é nada mais, nada menos que uma propagação perversa que está desmoralizando o sistema governamental, envergonhando os honestos e aumentando a miséria e a desigualdade em nosso país.
  Nossa pátria está virada aos avessos, ou seja, a justiça é uma palavra sem sentido e a honestidade é coisa de babaca. Saber que existe uma Carta Magna que diz: os cidadãos são iguais, sejam eles pobres, ricos, cultos, analfabetos, negros, brancos, homens, mulheres, etc. Estão faltando, aos homens, princípios morais. O que vemos diariamente são covardes incrustados no poder usando o poder para enriquecer-se às custas dos honestos.
  Viver em um sistema governamental em que a união fica com 65% do arrecadado, os estados-membros com 22% e os municípios com 13% e não sabemos onde são empenhados ou investidos tais arrecadações é assustador.
  O mais triste, nisso tudo, são os reajustes que se afloram, sem piedade: os aluguéis, os remédios, os transportes, a cesta básica e para não fugir à regra, os combustíveis. O sistema governamental está em estado de putrefação, pois a corrupção corre solta. Ética não existe na administração pública, em todos os níveis.
  Nossas necessidades não são atendidas. Há corrupção em todos os setores e divisões do sistema: policiais envolvidos em maracutaias, extorsões, chacinas; as leis de trânsito são ignoradas, pois não existe uma eficácia na sua execução; os infratores ficam à revelia; bicicletas são conduzidas na contramão sem a menor atenção das autoridades; os ‘‘pitboys’’ espancam pessoas em boates, chegando muitas vezes a matar, mas são soltos pela ineficácia da lei e conivência das autoridades, pois os tais ‘‘pitboys’’ são filhos de
‘‘papais’’; pessoas andando na calçada com cães de raças ferozes, como pitbulls, por exemplo, pois pensam que são donas das calçadas; jovens e adolescentes usam e vendem drogas a céu aberto, tudo na presença de policiais arrogantes, estúpidos e corruptos.
  Mas, o que nos anima, nisso tudo é ver que a sociedade, representada pelos cidadãos de bem, não desistirá jamais de combater essas perversidades. A sociedade do bem se renova e se desdobra para mostrar que o campo moral sobrepõe-se ao imoral. A sociedade não se submete a qualquer desvio de hábito menos digno, ainda mesmo que seja difícil de resistir a tais ostentações.
  Essa sociedade pura é a evolução da espécie humana, que dominará o nosso planeta usando as ferramentas do bem: ética, honestidade, trabalho digno, moralidade, dentre outros. A qualidade do ser humano está presente nos princípios básicos como honradez e caráter.
GILBERTO JORDÃO é professor universitário em Maringá


Não criticar ninguém e proteger-se
- Walmor Macarini

  Um mal de efeito danoso é ter pensamento de limitação e de imperfeição sobre outra pessoa, porque se ela estiver receptiva a essa emanação, portanto fragilizada – e geralmente está – pode absorver o que se pensa dela e assim permanecer nesse estado, às vezes por longo tempo. Se dizemos ou pensamos que fulano é um fracassado, com toda certeza o afundamos ainda mais nessa condição e assumimos com ele um débito. Essa conta terá, em determinado momento, de ser quitada, e se não fizermos a reversão do que foi dito ou pensado, tal retonará ao ponto de origem, com conseqüências funestas. Então, os atingidos serão dois: o receptor e o emissor. Por isso que as pessoas vivem atribulações como depressão, doença, tragédias, que continuarão mesmo após a morte física. Esta é uma forma de pagamento da conta, e não por suposto castigo divino e sim pela lei natural de causa e efeito.
  Ninguém escapa dessa lei, a não ser que mude sua forma de proceder e comece a pedir perdão, sincero, sobre todas as maledicências e rotulações negativas contra outras pessoas. Todos vivem rogando pequenas pragas contra alguém, geralmente sem pensar e sem intenção de ferir, mas o efeito será o mesmo. Basta simplesmente a inocência de dizer que ‘‘fulano é uma pessoa muito doente’’ para ele consolidar ainda mais seu precário estado de saúde. Se alguém está enfermo, temos de imaginar que sua essência é saudável – como de fato é – e nada mais dizer e pensar. Por que se há de fazer a afirmação de que alguém é doente, que é ruim, que é incapaz, que é ladrão, que é isto e aquilo?
  Uma emissão de pensamento libera energia e tem o poder do raio. Há quem nada sofre, mesmo que bombardeado, mas porque se defende com idêntico pensamento de que nada a ferirá. Um pensamento, um sentimento, uma palavra, são como dardos mas são também couraças. Imagine-se o poder dos praguejamentos carregados de ira! Tal é capaz de fulminar uma pessoa. O Universo não distingue entre uma emanação mental e sentimental boa ou má, assim como a corrente elétrica pode acender a lâmpada ou provocar um choque mortal. Depende de como é manipulada.
  O que se deve fazer é abandonar de vez o hábito de fazer críticas, mesmo contra o pior dos delinqüentes, porque ainda pior ele se tornará e poderá levar outros de roldão dentre os seus semelhantes. Melhor é olhar tudo de frente, com responsabilidade e sem julgamento e nem emanação de raiva, mas sim cultivar pensamentos (que são formas de prece) para que a pessoa evolua e redesperte suas virtudes adormecidas. Um desejo de cura aos denominados maus é capaz de recuperá-los. Outra boa prática é criar um escudo imaginário de proteção contra as emanações de ódio, inveja, maledicência, que alguém pode lançar contra nós. Devemos nos imaginar como uma presença guardiã que não aceita e não absorve energias negativas e repele tudo o que é mau. Funciona.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

- Os artigos devem ter, no máximo, 30 linhas. Os artigos publicados não refletem, necessariamente, a opinião do jornal. [email protected].

mockup