Os 60 anos do Dia da Vitória na Europa
Roberto Bondarik

Há 60 anos, em 8 de maio de 1945, oficialmente a Alemanha nazista se rendia de maneira incondicional. Iniciada em 1 de setembro de 1939, quando os nazistas invadiram a Polônia, a Segunda Guerra Mundial moldou o mundo como o conhecemos hoje.
Após seis anos de conflitos cerca de 60 milhões de pessoas perderam a vida, dentre os quais seis milhões de judeus nos campos de extermínios (um milhão e meio de crianças). O holocausto dos judeus sempre permanecerá como a lembrança mais terrível deste conflito. Dizem que sua lembrança poderá nunca ser apagada, pois ocorreu não nos grotões esquecidos e primitivos do mundo atrasado, mas sim na civilizada e requintada Alemanha.
O nazismo com a sua ameaça de destruição reuniu do mesmo lado os ''liberais capitalistas'' norte-americanos, os ''imperialistas'' ingleses e os ''comunistas'' soviéticos. Estavam lado a lado, apesar de se repelirem mutuamente. Os aliados representam a melhor prova daquilo que o ser humano é capaz quando se sente ameaçado em sua existência. Forjada da necessidade e do desespero surgiu a ''Vitória'' na Europa, e dela o mundo que viveu a ''guerra fria'', que apesar das crises, assistiu a uma convivência entre Estados Unidos de um lado, e União das Repúblicas Socialistas de outro, conduzindo seus aliados.
Parece repugnante a idéia de que progressos foram obtidos com a guerra, porém, os alicerces do mundo contemporâneo surgiram desse conflito. As idéias de ajuda humanitária entre as nações, o auxílio econômico internacional, os fóruns globais para discussão entre as nações dos mais diversos temas (da educação à condição feminina), a idéia de economia internacional e mercado global e o principal, a criação de tribunais internacionais para punir crimes de guerra.
Muitos avanços tecnológicos também puderam ser obtidos. Destacamos: o radar que hoje auxilia na aviação civil; a penicilina, produzida em série na guerra; o avião a jato, desenvolvido pelos alemães; a energia nuclear; o helicóptero; o computador, sem qual hoje nossa realidade seria no mínimo diferente e; o foguete. O Brasil conseguiu a construção e a tecnologia para a produção de aço necessária para operar a Usina Siderúrgica Nacional de Volta Redonda-RJ (CSN).
O ser humano é capaz de aprender, ou não, com seus erros. Hoje um conflito com as proporções da Segunda Guerra Mundial, seria bem mais difícil de acontecer, não impossível. Porém, seus resultados seriam muito mais catastróficos. Esperamos que a lembrança daqueles sacrificados nos campos de batalha, nas câmaras de gás, nas águas do oceano, sirva para que possamos construir um mundo mais justo e mais perfeito.
ROBERTO BONDARIK é professor licenciado em História e docente do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR) em Cornélio Procópio

Negociação salarial nas IEES
Lygia Lumina Pupatto

Neste período em que as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) estão em processo de negociação com o Governo do Paraná por uma reposição salarial para os professores, a comunidade universitária espera por um desfecho positivo.
Os professores universitários do Paraná desenvolvem atividades de extrema relevância para o desenvolvimento econômico e social do Estado. As universidades públicas formam anualmente milhares de profissionais nas mais diferentes áreas de conhecimento e possuem, cada uma delas, significativo papel na prestação de serviços à comunidade e na geração de tecnologia e riquezas em suas regiões geo-educacionais. O papel estratégico das IEES, de geração e difusão de novos conhecimentos, indica a importância singular que representam na construção do futuro da sociedade paranaense.
Para o desempenho de suas funções institucionais, é fundamental que as IEES contem em seus quadros com profissionais altamente qualificados, detentores de habilidades e conhecimentos de ponta em suas áreas de atuação, alcançados por meio de um longo processo de formação acadêmica.
Para isso, além de investirem permanentemente na capacitação de seus professores, através de cursos de pós-graduação, as universidades necessitam manter os valores profissionais criados na instituição por extenso período, necessário à maturação do pensamento científico e à sua difusão para a sociedade.
Isso tudo só é possível com uma política de recursos humanos que possua objetivos de longo prazo, proporcionando perspectivas duradouras aos profissionais que se dedicam à carreira acadêmica. Na base dessa política, encontra-se a prática de uma remuneração salarial condizente com o nível de qualificação desses profissionais e a magnitude de seu trabalho.
É nesse contexto que gestionamos junto ao Governo do Paraná, em nome da UEL, a implantação de um reajuste salarial para a carreira docente. Porque acreditamos que essa medida é justa, necessária e urgente.
LYGIA LUMINA PUPATTO é reitora da Universidade Estadual de Londrina

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