Freud de novo
-Moises de Godoy

  Em velho passado, na última etapa do 2º Colegial, imergi em leituras psicanalíticas e, nesta Folha, em 1972, publiquei a ‘‘Missão de Freud’’, cujo artigo finaliza com a observação freudiana, tirada do grego: se não posso mover os poderes de cima, os de baixo (do íntimo) os moverei.
  Agora, no número 1 da nova Revista ‘‘Viver’’, o primeiro estudo é dedicado àquele que, ‘‘médico de almas’’, começou sua atividade intelectual como neurologista e, após, devido a influências várias, tornou-se o precursor científico (embora se credenciasse mais como escritor) de estudos sobre o inconsciente na vida psíquica e o forte papel dos instintos.
  Esses estudos, que entram nos cem anos, continuam cheios de vitalidade, porque, no fundo do nosso eu - que nos guia - há um complexo arsenal de experiências, de lembranças, de motivações, de frustrações, de narcisismos e dados afetivos outros que, às vezes, nos parecem estranhos, mas que, na verdade, compõem o ‘‘substractum’’ de nosso comportamento diário.
  Cada um de nós quer vencer, subir, liderar, transcender-se o mais possível e de onde parte a motivação para tanto? Se há fatores educacionais, sociais, familiares, religiosos, ou afetivo - na lição de Freud tem raízes na libido - que exerce forte influência na vida de cada um e o sistema freudiano, baseado na análise, entendida como o instrumento da travessia entre o consciente e o inconsciente, e serve para desatar os nós que em cada pessoa se acham recalcados e que são o pano de fundo apto a liberar estímulos e abrir caminhos a uma vida pessoal de melhor autenticidade e de valor. A análise, qualquer que seja o método, é sempre liberatória.
  Recomenda-se a leitura da iniciante revista, que traça a trajetória do grande personagem, que ainda é ícone na ciência que formulou a partir do começo do século passado e o texto traz reflexões sobre os chamados processos de transferência, pela qual a frustração, desviada ou dirigida para objetivos diversos, pode provocar, por exemplo, o exercício imoderado da ação política, a excessiva taxa individual de avidez material, a acendrada aplicação ao trabalho e, às vezes, permanente dependência afetiva anormal com relação a terceiros: da família ou não.
MOISES DE GODOY é advogado em Londrina


Para que serve a representação estudantil
-Diogo Takeo Hendo

  A ULES informa ao advogado Paulo Rogério Sanches – por coincidência, irmão do empresário Marcio Sanches, dono da empresa de confecção de carteira de identificação estudantil e contratada pela pseudo-entidade Juventude Brasil para confeccionar as carteiras do ano de 2005 –, que ele está mal informado sobre os projetos e o trabalho de nossa entidade.
  Aos estudantes não precisamos dizer, pois a ULES está presente em todas as escolas de Londrina, mas ao advogado que pertence a uma categoria profissional (OAB) e não ao movimento estudantil podemos esclarecer que:
  A ULES fez, somente em 2005, mais de 250 convênios que beneficiam o estudante londrinense com descontos em todo o comércio, inclusive, cursos de informática, de formação profissional e de línguas estrangeiras.
  A ULES participa de todas as discussões da cidade em conferências, comissões e reuniões, levando as propostas e lutas dos estudantes. Hoje nossa entidade tem representação nos conselhos municipais da Educação, Criança e Adolescente e participa da organização do Conselho Municipal da Juventude. Participamos ainda do Conselho de Integração Universidade e Sociedade da UEL, dos debates de promoção de igualdade racial, dos temas relacionados à segurança pública, meio ambiente e outros.
  Como, provavelmente a entidade de ‘‘estudantes’’ à qual o advogado está ligado, não participa das discussões políticas e sociais, ele não poderia ter as informações que estamos repassando.
  Mas tem ainda mais, a luta do passe livre que, há 14 anos é bandeira da ULES proporcionou aos estudantes de Londrina o meio passe. Em 2004, a ULES apresentou à administração pública o projeto de passe livre social que resultou em decreto que cria o passe livre e que está sendo encaminhado no município. No mesmo ano a entidade apresentou à administração o projeto de reforma de sede e estamos encaminhando com a aprovação da lei No 9.676, de 20 de dezembro de 2004, que autoriza a reforma.
  Queremos esclarecer ainda ao advogado que estamos à disposição para apresentar todos os nossos projetos e o trabalho que desenvolvemos. Convidamos todos os estudantes, mesmo aqueles não ligados à ULES – não fazemos distinção e representamos todo o movimento estudantil secundarista – para participar dos debates que estamos realizando em diversos colégios sobre políticas públicas para a juventude, assim não serão tão mal informados quanto o sr. Paulo Rogério Sanches.
DIOGO TAKEO HENDO é presidente da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (ULES)


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