Dom Albano, 75 anos
  ‘‘Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos’’ (Sl 118, 24). A felicidade é fruto das verdadeiras amizades que ganhamos e cultivamos ao longo da nossa vida. Como é bom termos amigos com os quais podemos abrir o coração e sermos quem somos de fato. Como é bom ter amigos com os quais podemos viver livres de qualquer tipo de medo ou receio. Pois, os amigos sempre nos ajudam a ver a verdade de tudo, e também são os primeiros que nos compreendem em tudo.
  É assim que vejo dom Albano Cavallin e que quero me congratular com ele, unido a sua querida família e também com o seu povo da Igreja de Londrina, onde há 13 anos vem servindo com alegria, empenho, dedicação e amor.
  Dom Albano completa 75 anos de vida. Que idade linda! Temos muitos motivos para agradecer a Deus. Pois, dom Albano, soube viver bem cada ano e chega com impressionante lucidez de pensamento e de sentimento a esta idade. Chega com força e sobriedade, o que o credencia a continuar vivendo todos os anos que Deus lhe conceder servindo e amando a todos e a tudo o que faz.
  Dom Albano tem como lema episcopal a seguinte frase: ‘‘Interpretava-lhes nas Escrituras’’. Hoje, peço licença a todos, para de um jeito simples, interpretar o próprio dom Albano, diante das escrituras.
  Penso que é muito bom, quando a vida de uma pessoa nos inspira a ler as páginas sagradas da Palavra de Deus. E é isso que agora quero fazer, identificando a vida de dom Albano na Bíblia.
  Dom Albano é muito parecido com Abraão. Pois, professa a fé num Deus único e verdadeiro e vive cheio de confiança neste Deus, de tal maneira que nos faz pensar: ‘‘Ele sabe em quem colocou a sua confiança’’. Ao mesmo tempo, tem a sabedoria de Salomão. Pois, em momentos de crise tanto na Igreja como na sociedade tem sempre uma luz que indica o caminho.
  Quando chegamos ao Novo Testamento, encontramos no coração e na vida de dom Albano: Pedro e Paulo. Como Pedro, é um homem fiel que guarda o depósito da fé. E como Paulo, difunde a fé, como um verdadeiro missionário, realizando as Missões Populares em nossa Arquidiocese.
  E claro, não poderia ser diferente. Dom Albano tem a simplicidade de Maria e a vida orante do Cenáculo em Pentecostes.
  Por tudo isso, obrigado e parabéns querido amigo dom Albano por nos explicar as Escrituras e por viver de tal maneira que conseguimos identificar e ler o Evangelho na sua vida.
SILVIO ANDREI é padre na Paróquia Rainha dos Apóstolos em São Paulo e ex-assessor de Comunicação da Arquidiocese de Londrina

O papa e o gato
  Após a súbita morte de João Paulo I, os cardeais de todo o mundo tiveram que preparar novamente as malas para retornar a Roma a fim de eleger um novo pontífice.
  O mesmo aconteceu na residência do cardeal Wojtyla. O automóvel já estava à sua espera para levá-lo ao aeroporto. Mas, naquele dia, havia tanta coisa a combinar, tanta gente que lhe vinha pedir conselho e orientação.
  De repente, apareceu uma senhora muito idosa e adoentada que nem desconfiava do que se passava naquele dia. Só tinha uma preocupação: seus vizinhos lhe haviam subtraído o gato de que tanto gostava.
  Será que o cardeal poderia ajudar-lhe a resolver o problema? O cardeal Wojtyla fez a velhinha subir no carro, dirigiu-se ao endereço indicado, pegou o gato e o devolveu à senhora. A seguir rumou para o aeroporto. Dois dias depois, o Conclave o elegia como Papa João Paulo II’’ (do livro ‘‘O Papa Polonês’’, de Zbigniew Jerzy Biazynki).
  Constantemente vêm a nós irmãos que suplicam acolhimento, mas nem sempre são saciados. Outras vezes somos nós mesmos que buscamos conforto para a nossa vida, mas nem sempre somos atendidos.
  Quando não damos atenção àqueles que nos procuram, a princípio, nada existe de errado. No entanto, não sendo atendidos da forma como desejam ficam totalmente decepcionados.
  Nada no mundo predispõe mais a humanidade às doenças e até mesmo à morte do que a falta de amor e de atenção. É preciso semear o amor, dar a devida atenção a todos.
  Muitos irmãos, neste momento, procuram algo que lhes foi tirado. Quem sabe, até mesmo o direito de viver dignamente. Nesta ocasião é que deve prevalecer o nosso espírito de acolhimento.
  O Papa João Paulo II nos deu um forte exemplo de como deve ser o nosso procedimento diante da necessidade do irmão que busca uma solução para o seu problema.
  Que esta grande lição de acolhimento nos eduque para que tenhamos, sempre, um comportamento acolhedor.
AGNALDO FEITOZA é Geógrafo, especiliasta em Pedagogia Religiosa e membro da Academia de Letras de Campo Mourão

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