A criança e a cidadania

Eliana de Oliveira Trindade

Este artigo visa mostrar que todos devem saber o que é ''cidadania'' e, para alcançar esta meta, é necessário que o aprendizado inicie ainda na infância. É dever do Estado, pois a Constituição Federal, ampara a família, a criança, o adolescente e o idoso. No artigo 227, fundamenta que: ''É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência famíliar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.''
É dever da escola, pois a educação para a cidadania deve ser trabalhada desde os primeiros contatos da criança na escola, esta não pode omitir-se dessa responsabilidade, uma vez que é nela que a criança passa muito do seu tempo, participando efetivamente de um grupo social organizado; dos pais que têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores e da comunidade, mostrando o que acontece e engajando-a, para que saibam o que se passa em seu bairro ou em sua Cidade. Conscientizar o jovem de ser um cidadão.
Deve-se ensinar as crianças brasileiras, o que é ''Democracia, governo do povo'', ''República'', ''Justiça, representada pelo judiciário na balança dos direitos e obrigações'', ''Cidadania'', ''O Estado e a Divisão dos Poderes'' e principalmente conhecer a Constituição da República Federativa do Brasil e os direitos fundamentais por ela assegurada, o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, lei específica, a de nº 8.069/90, pormenorizando os direitos da criança: o direito à igualdade; à proteção especial para o desenvolvimento físico, mental e social, a um nome e a uma nacionalidade; à alimentação, à moradia e à assistência médica adequadas para a criança e a mãe; à educação; ao amor; a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
Desde pequenos possam entender sobre política, crescer jovens engajados no movimento social brasileiro e no futuro do País. Talvez bons políticos, acabando com o estigma de política ser sinônimo de corrupção. Solidificando a educação, ter-se-á jovens consciente de sua cidadania, defendendo seus interesses e o de sua comunidade, jovens acreditando na justiça e sabedores da existência dos direitos e obrigações. Assim teremos um cidadão completo.
ELIANA DE OLIVEIRA TRINDADE é estudante de Direito em Londrina

Atitudes que fazem a diferença

Dirce Conte

Atitude significa uma contínua tendência ou inclinação para agir de uma determinada maneira ou com determinado sentimento em relação aos eventos que nos cercam. As atitudes, quando são do tipo conscientes, representam escolhas colocadas em ação, determinadas em grande parte pelo estado emocional em que a pessoa se encontra. Algumas atitudes, quando são muito utilizadas e reforçadas, integram-se à estrutura da personalidade e influenciam o seu funcionamento. Assim, se quisermos nos destacar por uma personalidade madura e contributiva, é essencial que administremos as nossas atitudes de forma que sirvam de alavancas poderosas para o alcance de melhores resultados.
Há atitudes que são habilitadoras e outras que nos desabilitam a realizar o que queremos. Para fortalecer o círculo virtuoso das atitudes e obtermos resultados mais propulsores em nossa vida pessoal e profissional, algumas atitudes precisam ser nutridas diariamente. Entre elas: o autoconhecimento, que permite nos manter atualizados sobre nossas potencialidades e objetivos; ver o sucesso e a felicidade como resultado das atitudes de constância, disciplina, foco e entusiasmo em relação aos objetivos perseguidos; libertar-se da ilusão do pensamento mágico e do resultado fácil; encarar o feedback ou as críticas como uma oportunidade singular para reavaliar conceitos e atos; capacidade de empreender, ou seja, de enfrentar as dificuldades e obstáculos, consequentes e naturais; considerar que os conflitos e crises fazem parte de uma história de sucesso; transformar medos e limitações em alavancas para o crescimento; saber lidar com as perdas; melhoria contínua, agir no sentido de ampliar o próprio repertório de respostas e possibilidades a cada dia.
Perguntar-se sempre ''o que aprendi hoje e como posso usar esse aprendizado para otimizar os resultados desejados?''; Conviver com os paradoxos, contradições que desafiam o nosso entendimento e pensamento cartesiano; Relacionar-se cada vez melhor consigo mesmo, aceitando e integrando as emoções, pensamentos e ações, respeitando e celebrando as maravilhosas e necessárias diferenças individuais. Acessar o poder do agora, que é o único tempo capaz de acolher nossas escolhas e concretizar nossas metas. E ainda, ser íntegro, não exagerando, nem excluindo nada do que se é, sendo inteiro naquilo que faz. Cultivando essas atitudes habilitadoras estaremos, de fato, fazendo alguma diferença nos contextos onde atuamos. Assim estaremos resgatando o círculo virtuoso das atitudes triunfadoras.
DIRCE CONTE é mestre em recursos humanos, é palestrante, consultora de empresas e escritora em Curitiba

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