ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de julho de 2004
Ana Célia Almeida 
Em busca do equilíbrio
Ana Célia Almeida
Somos seres que vivemos no mesmo universo, onde fazemos parte de um todo, e estamos interligados através de energias, ou seja, sofremos influências positivas ou negativas de nosso meio. Necessitamos nos fortalecer física, psíquica e até espiritualmente para evitarmos adoecer. Devemos ir em busca do equilíbrio entre mente e corpo. Para que isto ocorra é preciso o autoconhecimento, acreditar em si mesmo, melhorar a auto-estima e acima de tudo ter muita fé para possibilitar a cura.
Nem sempre aceitamos as transformações que ocorrem com o nosso organismo, pois muitas vezes é mais fácil adoecermos do que buscar ser mais saudável e com isso nós nos acomodamos.
Como pessoas frágeis e indefesas estamos predispostos a adoecer a qualquer momento. Muitas doenças que surgem são psicossomáticas, adoecemos física e psicologicamente ao mesmo tempo e o nosso corpo nos dá sinais de que algo não vai bem com o nosso estado emocional. Então adoecemos como defesa de nosso organismo que está sofrendo, entramos em conflito; procuramos logo um remédio, um alívio imediato para o sofrimento que tanto nos aflige.
Percorremos vários especialistas, onde nos pedem uma bateria de exames e não se encontra um diagnóstico definido. Insatisfeitos procuramos outras soluções e assim sucessivamente, gastamos uma fortuna desnecessária. Sendo que a doença que nos atinge está no processo mental e não na estrutura física do corpo.
Para possibilitar a cura, precisamos estar abertos a nos conhecer melhor e a observar tudo que acontece conosco, pois somos responsáveis pela nossa saúde. É necessário despertar o potencial humano que habita em cada um de nós e aprendermos a ter bons hábitos: evitar todas as formas de vícios, ter alimentação saudável e equilibrada, dormir bem, praticar esportes, caminhadas, atividades de lazer, culturais e religiosas.
Temos que ter coragem para encarar a doença como um desafio, uma lição, só assim poderemos atingir melhor qualidade de vida. Não adianta tratarmos o nosso corpo se esquecemos que é nossa mente que comanda e controla a saúde como um todo. Cada pessoa é um ser que requer atenção e cuidados especiais. Só existe um caminho para a saúde, o amor pela vida.
ANA CÉLIA ALMEIDA é psicóloga em Londrina, especialista em aconselhamento hospitalar e domiciliar
As práticas do Feng Shui
Walmor Macarini
O Feng Shui é uma antiga arte chinesa que busca a harmonia e o sucesso dentro de determinado ambiente. Tem a ver com a relação do homem e a natureza, de modo a viver em agradável sintonia com o meio. O princípio é conviver com as coisas da natureza, isto compreendendo também a natureza transformada, que são os objetos da casa ou escritório, a maneira como são dispostos, as cores, a relação das pessoas com eles.
O Ocidente também passou a empregar o Feng Shui, pela obra de arquitetos, decoradores, paisagistas. Algumas práticas do Feng Shui já fazem parte natural de uma grande maioria de pessoas, por exemplo a ordem caseira e a eliminação das bagunças. Nada é mais prejudicial às pessoas do que uma casa, um escritório, um jardim, um ambiente bagunçados.
Vejamos alguns princípios do Feng Shui: jogar fora o que está quebrado e sem uso, desencaixotar velhos guardados sem valor e dar-lhes um fim, consertar o que não funciona ou passá-lo adiante, exemplo de relógios parados, rádios enguiçados, geladeiras velhas e sem serventia, enfim utilidades domésticas inservíveis; não ter lâmpadas queimadas, móveis quebrados, vidros trincados, roupas rasgadas, devendo-se consertá-los ou substituí-los; jogar fora jornais já lidos; não deixar lixo no chão e nem depositar em cestos papel higiênico usado, mas fazendo-o ir embora na descarga; guardar juntas as coisas semelhantes, assim como roupas da mesma cor e desfazer-se das que não se usa mais. Ordenar as coisas dos armários, desfazer-se de utensílios trincados, como talheres, pratos, copos, xícaras.
O banheiro merece um capítulo especial no Feng Shui: há que mantê-lo sempre fechado, isto incluindo a porta, a tampa da bacia e os ralos (estes devem ser tampados, com um tapete). Só dar a descarga com a tampa fechada, para que não sejam sugadas também as boas energias do ambiente. Há que haver plantas no banheiro, destas que crescem para cima. As cores desse compartimento não podem ser azul ou negra, mas verde, e ali os objetos devem ter tons amarelo e verde.
Se nos cercamos de coisas feias, quebradas, amontoadas, sentimos esse mal-estar; já ordem, beleza, delicadeza, música suave, doçura, comportamentos simpáticos, nos enobrecem e também enobrecem o meio ao redor. Para estimular a riqueza há que usar mais luz, mais cristais, expor moedas, ter fontes de água.
A amizade pede cristais, quadros de paisagens, objetos relacionados com fé. O ch'i é um dos fatores mais importantes do Feng Shui e significa a energia vital, que é encontrada em todas as coisas vivas. Tudo o que é bom cria a energia ch'i.
Tem-se lido muito sobre o Feng Shui, mas quem quiser saber mais pode buscar os livros, cursos, ou escrever as palavras Feng Shui nos sites de pesquisa da internet e ter leitura para muitos dias. Quando nos organizamos, as coisas caminham melhor; e quando a desordem ambiental se instala, as coisas vão ao avesso, e assim o avesso puxa a desordem e a desordem puxa o avesso.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


