ESPAÇO ABERTO
Na sociedade atual a mulher moderna desempenha vários papéis e múltiplas atribuições. É mãe, profissional, amante, esposa. Concilia questões domésticas com conflitos do trabalho, sai de uma reunião para buscar o filho na escola e pode, algumas horas depois, estar com o marido em um compromisso social.
Precisa estar presente na educação dos filhos, ser uma amante fogosa, uma profissional competente e talentosa.
Não é à toa que, ocasionalmente, as mulheres passam por períodos de baixa libido. Muitas perdem o desejo de transar com o companheiro. A questão se complica quando a redução do desejo vira uma constante na vida a dois. Se o problema for físico, uma visita ao ginecologista ajuda. Mas nem sempre essa é a única solução.
Quando o desejo diminui de repente há sempre um porquê. A pessoa que perde o emprego, por exemplo, tende a sofrer falta de vontade sexual de uma hora para outra. Afinal, está perdendo também uma esperança de vida. Nesse mesmo pacote emocional, misturam-se ausência de autoconfiança, mágoas e frustrações em decorrência de um relacionamento que perdeu a vibração e foi envolvido pela rotina e acomodação.
Caso as discussões persistam, a qualidade do relacionamento afetivo se deteriora tão rapidamente que o entusiasmo e interesse sexual desaparecem. Nesse estágio de incertezas, a redução da atividade sensual e erótica é inevitável. O casal precisa conversar francamente. Se os dois entendem que essa é uma fase passageira, podem superar o conflito de maneira positiva.
Outro problema que pode afetar a vida sexual, além da demissão repentina e discórdia conjugal, é a perda de um ente querido ou a doença de algum familiar. Situações como essas causam dor, sofrimento, desgaste, angústia. O processo de cicatrização é lento e gradativo; até que o emocional se restaure é preciso ter paciência, e o papel do parceiro é fundamental. Deve compreender a dificuldade do momento, dando atenção e apoio constantes para superar o problema. Com franqueza, sinceridade e amizade, o relacionamento pode voltar a ficar bom em todos os sentidos, inclusive no campo sexual.
MOACIR COSTA, médico psicoterapeuta, Londrina
Caro leitor: Caso tenha dúvidas sobre sexo, ligue grátis para 0800.770.6543, de 2a à 6a, das 10 às 18h. O atendimento é realizado por médico ou psicólogo. Querendo saber mais acesso o site: www.projetoamarbem.com.br
A cruz de ferro
Depois do País estar totalmente arrasado com a guerra que assolou todo seu território e sua população não ter nem mais o que comer, o rei daquele País conclamou todas as mulheres a doarem suas jóias para o governo, afim de trocar por alimentos. Muitas mulheres atenderam ao apelo do Rei. A partir do momento que doavam suas jóias, eram condecoradas pelo Rei com uma cruz de ferro, com os seguintes dizeres: troquei ouro por ferro.
A adesão foi tamanha a ponto daquelas mulheres valorizarem muito mais a cruz de ferro que ganharam do rei, do que as jóias antigas que foram doadas. Em certo momento, as mulheres se gloriavam com a cruz de ferro pendurado no pescoço que virou moda, passando a ter o sentido de ornamento e enfeite entre as mulheres. A Cruz de ferro, por representar um sacrifício pessoal pela nação, pode a princípio ter uma ligação direta com a mensagem da Cruz, a mensagem de cristo. Todavia existe um antagonismo evidente entre a Cruz de ferro, e a mensagem da Cruz.
Enquanto a Cruz de ferro fala de feitos pessoas que produzem orgulho, transmite frieza como a religião, representando apenas o aspecto exterior, a mensagem da cruz é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. A mensagem da Cruz nos incomoda porque fala do nosso pecado, e que não temos como, confiando nós mesmos, ganharmos a salvação.
Já a Cruz de ferro não traz nenhum desafio, porque não transmite espiritualidade, embora muitos querem afirmar serem cristãos em decorrência de carregarem muitas vezes uma cruz diante do peito. A mensagem da cruz, esta intimamente ligada ao que Cristo fez na Cruz do calvário pelo pecado do homem, e neste caso a mensagem é que Ele foi ferido, esmagado e morto pelo meu e seu pecado.
Se os nossos pensamentos não estiverem ligados com a mensagem da cruz, nada adianta carregar uma cruz de ferro, porque embora a Cruz seja um símbolo do cristianismo, hoje ela está vazia uma vez que Cristo ressuscitou. Por conseguinte não devemos adorar a Cruz, mas compreender e receber o sacrifício feito na cruz em nosso lugar. A mensagem da cruz é rejeitada porque requer dependência àquele que foi enviado pelo próprio Deus, enquanto que a fé na Cruz de ferro, a pessoa fica dependente dele mesmo.
A cruz de ferro não exige nada, apenas exterioriza uma religiosidade. Assim como aquelas mulheres condecoradas daquele país se gloriavam com a cruz de ferro recebida do rei, hoje muitas pessoas da mesma forma podem estar usando uma cruz pendurada no pescoço, orelha, tornozelo ou mesmo no umbigo como enfeite, mas vivendo sem dar atenção à mensagem da cruz.
ANTÔNIO CARLOS DE CARVALHO é advogado em Marilândia do Sul.
Os artigos para o Espaço Aberto devem ter, no máximo, 28 linhas e podem ser encaminhados pelo e-mail [email protected]. Textos acima dessa medida não poderão ser divulgados. Os artigos publicados não refletem, necessariamente, a opinião do jornal.





