''Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.'' O primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos define o pensamento da Comunidade Bahá'í e a persistência em garantir cada um desses direitos, lutando pela unidade mundial, a paz entre os povos e o respeito a credos e raças distintas.
Para muitos essa luta é uma utopia. Mas diante das conquistas da Comunidade Bahá'í e de outras instituições, renasce a esperança de que o sonho será realidade um dia. É com esse espírito que a Comunidade Bahá'í desenvolve projetos em áreas tão esquecidas, como a educação, o meio ambiente, promoção da mulher e cidadania mundial. São pequenas ações plantadas todos os dias e cultivadas com muita persistência e dedicação.
Foi essa persistência que garantiu à Comunidade Bahá'í o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e uma cadeira como membro consultivo no Comitê de Políticas Econômicas. Seus direitos também têm sido defendidos incansavelmente pela ONU, sua aliada em projetos e ações.
Como disse Bahá'u'lláh, profeta fundador da Fé Bahá'í, ''o bem-estar da humanidade, sua paz e segurança são irrealizáveis, a não ser que, primeiro, se estabeleça firmemente sua unidade.'' O mundo tem hoje condições materiais para vencer as barreiras que o separam. Mas antes é necessário que este ideal nasça no coração dos homens. É preciso que a espiritualidade seja despertada e uma nova consciência, sem dogmas, sem limitações, seja implantada.
MARIA GIOVANNI FRANCO DE CARVALHO é membro da Comunidade Bahá'í, psicóloga e Coordenadora do Programa de Extensão Comunitária da Escola das Nações, em Brasília

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