EDUCAÇÃO FÍSICA

Hoje é dia do professor de Educação Física!
O dia 1º de setembro é uma data muito especial para nós, professores de educação física, pois, mais do que um dia comemorativo, este simboliza uma caminhada de vitória do profissionalismo.
Hoje, caro(a) leitor(a), quero levá-lo(a), mesmo em um curto espaço, a entender a atuação do professor de Educação Física como um profissional ''gabaritado'' tanto quanto outras áreas que gozam de um ''prestígio maior'' perante a sociedade.
A profissão de Educação Física foi regulamentada por meio da Lei nº 9.696 de 1º de setembro de 1998, resultando na criação dos respectivos Conselho Federal e Conselhos Regionais de Educação Física. Isto representou um avanço rumo à melhora da capacitação e fiscalização profissional e uma merecida valorização da classe junto à outras áreas biológicas e humanas.
Este fato se consolidou oficialmente por ocasião da resolução nº 218 de 6 de março de 1997, em que o Conselho Nacional de Saúde reconhece os Profissionais de Educação Física como Profissionais de Saúde.
Tudo isso representa uma gama de benefícios não só para nós, professores, instrutores, treinadores, proprietários de academias, mas pricipalmente para você que está lendo este artigo e que já deve ter deixado o seu corpo aos cuidados de um Educador Físico, se não em uma academia ou clube desportivo, pelo menos na época da escola, lembra?
Enfim, espero que este texto não tenha apenas informado sobre uma data comemorativa de uma classe profissional, mas que principalmente motive a sociedade a usufruir dos serviços do professor de Educação Física, valorizando os profissionais e assegurando maior satisfação aos alunos e clientes que buscam uma melhor qualidade de vida.
André de Paiva Silva, professor de Educação Físicae-mail: [email protected]

QUEM PAGA A CONTA DA INJUSTIÇA
Nada me sobressalta mais, em questões de fraudes, subterfúgios, privilégios e injustiças do que ler, atentamente, o livro Inferno, da Divina Comédia, de Dante. Não por deleite puro e rasteirista, mas por antever como ficarão todos aqueles que, em nome do Estado e do interesse próprio, perpetraram e perpetram as maiores imundícies e crueldades contra o ser humano. Êta livro milenar e decisivo, mostrando sempre o Dante atual, perspicaz, escorreito, vigoroso e atento às tentações inconfessáveis da alma humana.
Uma contradição enorme avança pelo tempo e ninguém consegue peitá-la e erradicá-la. É o seguinte: imaginemos que, num serviço de saúde pública, ocorra um erro médico. A imprensa bate atrás, com toda a ferocidade e sensacionalismo habituais, comovendo e fazendo a opinião pública chorar, indignar, dar murros na parede, berrar, etc.
Quem vai ser responsabilizado e punido: o Estado provedor do serviço ou o
médico que trabalha para o Estado?
Todo mundo sabe da resposta na ponta da língua, não é mesmo?
Agora vejamos a outra ponta da questão. Nossa sociedade está fartamente documentada com erros judiciários, desde os mais simples, até os mais cruéis, com tortura, prisões por anos a fio, humilhações, choro e ranger de dentes.
Quantas vítimas destes erros perderam tudo na vida, a começar pela própria
vida, a honra, a família e os bens (muitas vezes honestamente adquiridos).
Por uma das tramas benditas do destino, descobre-se, algum tempo depois, que o réu é ou era inocente. A imprensa bate atrás novamente, levanta defuntos do cemitérios e presos na cadeia, e o circo começa novamente. A opinião pública fica ruborizada e algemada.
Sai reportagem, entra reportagem. Conclusão: a família e/ou vítima vai processar o Estado pelo dano causado. Ninguém aponta o dedo nazista para o Juíz, o promotor de acusação, o delegado, o advogado de acusação, etc.
Este estado de coisas tem que acabar. Se estes profissionais da Justiça trabalham e recebem do Estado, eles (e tão somente eles) são os responsáveis pelo pagamento do erro. Cadê nossos legisladores para corrigir tamanha injustiça contra os demais profissionais que arcam por seus erros? Como a sociedade brasileira pôde, e ainda pode, aceitar que os maus profissionais da Justiça brasileira possam jogar nas costas da Nação, e no bolso do contribuinte, suas incompetências e maldades?
Justiça não é algo que se irmana, e que possa ter intimidades, com o poder político e financeiro: tem muito mais responsabilidade e abrangência; e incomensurável conotação espiritual.
RENZO SANSONI, Uberlândia.
De: ''Renzo Sansoni''

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