Sua empresa utiliza métodos de recursos humanos? Quais?

Benjamin Afonso Vizini
Erick Dawson de Oliveira

Não é de hoje que a área de recursos humanos deixou de ser apenas um departamento de pessoal burocratizado para ser uma ferramenta que busca transformações em toda e qualquer organização, seja pequena ou grande, com ou sem fins lucrativos, provocando novos cenários, dando solidez em sua base organizacional.
Para tanto, existem duas peças fundamentais para um bom desenvolvimento da prática de recursos humanos treinamento e avaliação de desempenho.
O processo de treinamento deve ser encarado como uma relação de troca e de mudança, buscando o desempenho pessoal, gerando o desenvolvimento da organização. À medida que as organizações crescem e se desenvolvem, existe uma enorme tendência das operações se tornarem mais complexas dentro e fora de onde se trabalha. Neste sentido, o treinamento de desenvolvimento veio contribuir imensamente para essas novas ações que ocorrem no contexto da empresa. Diante desse método, o treinamento deixa de ser uma simples estratégia instrumental e passa a ser a principal fonte de competitividade e desenvolvimento da empresa.
Um outro método também conhecido na área de recursos humanos é o de avaliação de desempenho. Muitas organizações fazem esse tipo de avaliação entre seus profissionais há muito tempo. E cada vez mais os instrumentos de avaliação se sofisticam, tornando-os tão valorizados que já se institucionalizaram nas pequenas e grandes organizações.
Esse processo em sincronia ao treinamento, se for bem planejado e desenvolvido, pode trazer resultados altamente significativos tanto para a organização quanto para as pessoas envolvidas.
Sempre é importante lembrar a reflexão de Alvin Toffler: ''Para o sucesso no mundo atual, não existe a divisão entre comunismo e capitalismo, entre norte e sul, mas, sim, a clara separação entre os velozes e os lentos''.
Portanto, se sua empresa quer se manter viva, invista nos seus recursos humanos, e faça deles uma estratégia de competitividade para sua empresa. Não espere as coisas acontecerem para depois reagir. Antecipe-se.
BENJAMIN AFONSO VIZINI E ERICK DAWSON DE OLIVEIRA são graduandos em Administração de Empresas pela Faculdade Intermunicipal do Noroeste do Paraná (Facinor) em Loanda

Um apelo à unidade essencial

Jonathan Menezes

Crise de comunhão. É o que a igreja, no plano geral, tem vivenciado nos últimos tempos. Comumente ouve-se falar de uma certa ''comunhão'' nos pleitos e apelos evangélicos, por meio de sermões, canções, campanhas de solidariedade e tantas outras formas sugestivas e recorrentes de se produzir ''comunidades''. Na prática, porém, a igreja não consegue ultrapassar os meros ritos religiosos superficiais, e a tão propagada comunhão torna-se cada vez mais pobre; para muitos antiquada, um anti-reflexo dos ''novos tempos''.
Afinal, com tantos apelos que não saem do discurso, e com um convite no mínimo sedutor da sociedade globalizada a que vivamos cada um para si, cultivando apenas desejos e realizações individuais, qual é o sentido de viver junto com outras pessoas hoje? E quais seriam os laços desse ajuntamento?
O modelo da primeira igreja cristã, ''primitiva'', ainda pode, e deve, ensinar a igreja do século XXI grandes lições quanto ao sentido da ''unidade'', defendida posteriormente pelo Apóstolo Paulo (Ver Efésios 4:3). Os primeiros cristãos sabiam como cultivar os elementos essenciais à verdadeira comunhão, que não partia deles, mas do Espírito de Deus. No final do capítulo 2 de Atos dos Apóstolos (Novo Testamento), observa-se descrita uma igreja que mantinha ''tudo em comum'', pelo menos tudo o que era mais essencial.
A meu ver, três elementos, característicos daquela igreja, evidenciam tal coesão: (1) manutenção das verdades essenciais do Evangelho de Cristo; (2) bom-senso e solidariedade: os primeiros cristãos conviviam em meio à diversidade étnica e social (ricos e pobres), o que raramente se vê nos dias de hoje; (3) os cristãos sofriam e se alegravam juntos pelo evangelho. Conta o relato bíblico, que esta era uma igreja que causava muita simpatia e aceitação por parte do povo da época. Mas por quê? Certamente não era por um enorme e suntuoso templo, pois esta não o tinha; muito menos pela prosperidade material, que a mesma não ostentava, mas pelo poder do Espírito Santo, que neles operava, e o temor de Deus, que a todos tomava. Sem o temor de Deus, a igreja caminha no escuro: desequilibra-se, tromba nos outros, cai e não transmite a luz da vida.
Após tantas tensões históricas, ainda será possível ver cristãos com uma só visão teológico-doutrinária? Sinceramente, não. Contudo, as coisas que os separa (doutrina, moral, usos e costumes...) jamais deveriam suprimir aquelas que, biblicamente, os une: um só Corpo, Espírito, Batismo, uma só Esperança, Fé, Um só Deus e Pai de Todos (Efésios 4:6). O fim maior da ''unidade essencial'' da igreja, consiste em validar seu testemunho cristão no mundo.
Como observou, certa vez, um teólogo luterano (que defendia o Luteranismo, porém apelava pela paz), se atentássemos à unidade nas coisas ''essenciais'', à liberdade nas ''não-essenciais'', e à caridade em todas as coisas, nossas relações certamente estariam na melhor situação possível. E acrescento, a igreja não cairia no descrédito em que, infelizmente, tem caído nos últimos tempos.
JONATHAN MENEZES é estudante de História na Universidade Estadual de Londrina e membro do Movimento Evangélico Progressista (MEP)

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