Temos que transformar o Brasil numa grande cooperativa, com todos ajudando-se mutuamente e com propósitos idênticos. Se os integrantes do sistema governamental quiserem fazer parte, tanto melhor; se não quiserem, a cooperativa terá de marchar sem eles e apesar deles. É certo que não são apenas os governantes os responsáveis pela situação de insegurança social em que vivemos, mas todo cidadão em particular. Então, se somos parte do problema, somos parte da solução.
Agora, todos esperam pelo novo (e já nem tanto) presidente da República, como se ele tivesse nas mãos a vara de condão que resolve, a um passe de mágica, todas as mazelas desta nação cheia de vícios. Cada cidadão é o presidente da República para alguém, então que faça bem a sua parte. O capitão da empresa é o presidente da República para seu corpo de empregados, e estes olham para ele e é dele que esperam. Então, ele terá de ser o melhor presidente possível em sua esfera. Terá de ser competente, pagar salários justos, e nem pensar em despedir gente alegando crise. Se ele o fizer, então será tão ruinoso quanto os governantes.
Os trabalhadores, de sua vez, que desempenhem sua tarefa com o máximo de disposição e dedicação, fazendo da empresa sua casa-mãe, lutando por ela como se fosse sua - e de certa forma é. Ou serão iguais ao funcionalismo público burocrata, que tanto emperra o desenvolvimento. E há que haver gratidão pelo emprego, afinal a fonte de renda. De como cuidamos de nossa nação particular irá depender a nação geral.
Se minha fábrica produz coisas de qualidade, então estarei sendo honesto com a clientela e crio nela satisfação pelo uso do produto que lhe vendo. Se não cobro preços abusivos e juros extorsivos, então não estou esfolando o freguês. E assim não serei um especulador desprezível, mas um grande presidente da República no âmbito do meu negócio.
Se os cidadãos mudam para melhor suas atitudes, inevitavelmente irão mudar também o governante. E se tudo funcionar tão bem aqui nas bases, por conta de nossa conduta, nem de governos se irá precisar, a não ser para a tarefa que lhe compete de ser apenas o guardião das instituições. O Brasil é cada um de nós. Juntos, com o mesmo ideal, agindo mais com responsabilidade, sentimento, patriotismo e solidariedade, e menos com ardilosidade, podemos construir aqui a grande nação que todos desejamos.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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