ESPAÇO ABERTO - UEM - Excelência na graduação e na pós-graduação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de dezembro de 2003
Angelo Priori 
A Universidade Estadual de Maringá(UEM) está terminando o ano de 2003 com júbilo. As recentes divulgações das notas do Exame Nacional de Cursos, também conhecido como Provão, pelo Ministério da Educação (MEC), e do ranking de desempenho institucional de pesquisa, do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), que divulgou a evolução científica do Brasil nos últimos dez anos, mostram que o ensino de graduação e pós-graduação na UEM tem conseguido resultados excelentes.
No último Provão, dos 22 cursos da UEM avaliados, dez receberam conceito A, sete receberam conceito B e quatro receberam conceito C. Apenas um curso recebeu conceito E, devido a não realização das provas pelos alunos.
Sabemos que a distribuição de conceitos a partir dos resultados do Provão é um mecanismo insuficiente para avaliar a qualidade de um curso. Mas, mais do que avaliar os cursos, o Provão avalia também a qualidade dos alunos formados pelas instituições de ensino superior. E nesse caso, o Provão, ao longos dos anos, tem demonstrado que os alunos das universidades públicas tem obtido notas muito superiores dos seus colegas de instituições privadas.
No Provão deste ano, 52,5% dos cursos das Universidades Públicas Federais conseguiram conceitos A ou B. Nas particulares, essa porcentagem cai para 19,3%. Performance muito melhor conseguiram as cinco Universidades Estaduais do Paraná: UEM, UEL, UEPG, Unioeste e Unicentro. Dos 121 cursos avaliados, 78 obtiveram conceitos A ou B, perfazendo 64,46% do total. Na UEM, esses dados são ainda mais significativos: 77,27% dos cursos foram avaliados com conceitos A e B. O que demonstra o esforço de professores, funcionários e dirigentes da instituição em promover um ensino de qualidade.
É fato que o Provão tem sido questionado nestes últimos anos. Por isso, o MEC fez publicar recentemente uma medida provisória (MP) propondo um novo sistema de avaliação, denominado IDES - Índice de Desenvolvimento do Ensino Superior. Com o objetivo de ser colocado em prática já em 2004, esse novo sistema pretende implantar uma avaliação em toda a sua complexidade, integrando os processos de ensino e aprendizagem, a capacidade institucional e o envolvimento dos cursos com os problemas e necessidades da sociedade brasileira. Quando os indicadores de ensino e de extensão e a produção científica forem cruzados com a contribuição das universidades para o desenvolvimento social e econômico, a sociedade brasileira terá um susto positivo: ela vai perceber que a contribuição das universidades brasileiras para o país é mais abrangente do que muitos imaginam e poucos tem conhecimento.
E por falar em produção científica, é nesta área que a UEM vem mais se destacando nos últimos anos. Recente estudo do CNPq, órgão ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, mostrou que a UEM foi a universidade brasileira que teve o maior crescimento proporcional na produção de pesquisa científica e tecnológica. Entre 1993 e 2002, a UEM quadruplicou a sua capacidade científica, passando de ínfimos 0,4% para aproximadamente 1,5% de tudo que é produzido cientificamente nas universidades brasileiras. A UEM hoje é a 21 universidade brasileira em produção científica e a segunda do Paraná, atrás apenas da UFPR.
E isso só tem sido possível, graças a um trabalho planejado, que vem sendo desenvolvido desde a década de 70: qualificação continuada do corpo docente. Atualmente a UEM tem no seio de seu corpo docente 580 professores doutores e 540 professores mestres. Para uma universidade de médio porte como a nossa, é realmente um capital humano invejável. E é esse capital humano que tem sido o grande responsável pelo sucesso da excelência e da qualidade dos 49 cursos de graduação (sendo um à distância), dos 70 cursos de especialização (incluindo as residências médicas), dos 23 mestrados e dos 07 doutorados da UEM.
ANGELO PRIORI é doutor em História e vice-reitor da UEM


