O mundo a cada dia que passa dá a impressão de estar girando mais rápido. Os dias e as noites já não são suficientes para tantas e tantas atividades que efetuamos. Com isso, o trânsito das cidades passou a ser um problema social grave. Pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas se espremem por ruas e calçadas num frenesi inconsequente e perigoso.
Não é à toa que a Organizações das Nacões Unidas (ONU) proclamou esta década (2011-2020) como a ''Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito''. Este ano a Semana Nacional do Trânsito nos traz um tema que veio a calhar com esse ritmo atual: ''Não exceda a velocidade, preserve a vida''.
Embora importante, as campanhas infelizmente não conseguem alterar uma cultura de décadas que o brasileiro tem referente ao trânsito. A mudança de comportamento depende sim da inserção do trânsito como matéria obrigatória nos currículos escolares do país para que crianças e adolescentes - futuros motoristas - passem a conviver com o trânsito de maneira corriqueira e tenham gravado em suas mentes a cultura da importância da educação no trânsito.
Enquanto isso não ocorre, só podemos contar com aqueles que se empenham nas campanhas para que tenhamos o mínimo de educação e segurança no trânsito.
ALESSANDRO ANTONIO BELONCI é especialista e pós-graduado em Gestão e Planejamento de Trânsito em Faxinal




Mundo subterrâneo
Há dois mundos. Um, é o mundo real que vemos diariamente. É um mundo de organização, de trabalho e cordialidade. Já o outro é o subterrâneo ou inferior que é pleno de desordem, traição e violência. É um mundo invisível onde se desenrolam os mais sofridos dramas humanos.
O mundo real é visível, óbvio e notório. Todavia, o mundo subterrâneo é pouco percebido, embora intrínseco às atividades humanas. Está subjacente na economia e finanças, na política, na diplomacia internacional, nas artes, nos esportes e outras áreas. São assustadores os porões das indústrias de carnes, bebidas e tabaco.
No inferior do mundo econômico e financeiro grandes trapaças se realizam controlando o dinheiro e o destino das pessoas. No mundo político as negociatas e traições ocultas desenham o destino infeliz das nações.
O subterrâneo de algumas igrejas e seitas abriga a escravidão espiritual, a pedofilia e outras aberrações. No mundo das artes pontifica o comércio e não a beleza. Dos bastidores das companhias cinematográficas e de outros segmentos pretensamente culturais resultam produtos e não obras de arte.
Mas o pior dos subterrâneos ocorre nos lares. Coisas terríveis acontecem tanto nas mais ricas moradias, como nas mais pobres. Entre quatro paredes ações torturantes vitimam doentes, crianças e idosos. Em contraponto, no mundo real as leis e as convenções sociais mostram tudo normal, mas nos bastidores reina o anormal e o sofrimento.
Até na ciência existem ações ou omissões próprias de mundo inferior. Grandes laboratórios farmacêuticos não investem no estudo de doenças raras e estranhas porque a venda de remédios será pequena. E o dispêndio na criação de novos e letais armamentos é maior do que em qualquer outro campo de pesquisas que venham a beneficiar a humanidade. Os milhões destinados a aparatos que demandam à Lua ou Marte têm mais o objetivo de poder do que de respostas aos mistérios do Universo e à solução dos problemas humanos.
SANTO CREMASCO é advogado em Londrina

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