Ainda persiste no mundo moderno muitas ditaduras, a maioria de caráter político, não poucas de aspecto econômico, cujo o caixa do dinheiro é sempre o rei ou o ditador. No Brasil temos uma sólida e violenta ditadura tributária que suga nosso labor, nossa tranquilidade e até nossas esperanças. Os beneficiários são os reis e ''reizinhos'' enraigados na política, nos diversos setores dos governos e até mesmo na sociedade que, ao corromper, se beneficiam com todos os tipos de vantagens em detrimento de toda população.
Se prestarmos atenção em nosso sistema tributário vamos concluir que somos escravos desde o processo inicial de geração. A coisa funciona mais ou menos, mais para mais, da seguinte maneira: quando um casal projeta um filho e conclui que a fecundação ocorreu, via de regra, faz comunicações, a parentes e amigos, via telefone, entrando o futuro rebento, com 27% de impostos e se acontecer viagens ou passeios para legar a futura mãe cerca de 40% vai para o sistema tributário. Até que haja o nascimento e o novo pote de ouro põe a cara no mundo ''o pau da goiaba não muda'' e terá rendido muitos tributos aos governos, uma nota preta! De todos os gastos a sugadora ficou com a parte do leão.
Nascido, para alegria da família, felicidade tributária, as coisas não ficam diferentes e o sugador lubrificado, ajustado e modernizado, não falhará e estará muito ativo até que aconteça a completa independência do novo escravo, pronto para gerar riquezas, empregos e engordar o PIB.
Doravante, tocando negócios próprios ou de família, como profissional liberal ou qualquer atividade produtiva, fabricando, plantando, negociando, lidando com herança ou quaisquer outros tipos que não seja do crime organizado, ''esse com grande parte dos sócios dentro dos governos, estará sempre monitorado pela máquina sugadora que tem parte destinada para pura malandragem''. Este laborioso homem lutador, se não quebrar no caminho, lá no fim da vida vai concluir: tanta luta para não chegar a lugar nenhum e o pior, é que o Brasil continua estagnado. Meu labor os governos roubaram. Minhas esperanças os políticos tragaram. As riquezas que criei os corruptos engoliram. Melhoria para o povo virou carnaval. Tranquilidade para produzir virou fantasia.
A população já entendeu o andar dos grandes escândalos: estoura um tipo Banestado e vai até atingir figurões e daí aparece um Anaconda, que abafa o primeiro e depois mais outro para abafar o segundo. Os grandes quando levemente maculados se transformam embaixadores ou ganham cargos de grande importância. Entre os poderes, se cultiva muito os direitos humanos, mas só para bandidos com privilégios de incursões entre presídio e comando de outros crimes enquanto presos, para nós nada. Parece (só parece) que todas autoridades que pregam o combate ao crime estão aliadas aos bandidos.
Temos dois segmentos na sociedade que lutam e terão que continuar na ativa para reverter essa situação caótica em que vivemos. Refiro-me à imprensa e ao Ministério Público que põe os podres ao alcance da população. Curiosamente ainda não se viu um presidente vir a público manifestar apoio específico ao MP muito pelo contrário. A ditadura econômica é a pior de todas, aniquila, sacrifica e mata silenciosamente.
EDSON HERINGER é aposentado em Londrina

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